SIMMAM

O SIMMAM - Sistema de Apoio ao Monitoramento de Mamíferos Marinhos, foi desenvolvido pelo Centro de Ciências Técnológicas da Terra e do Mar - CTTMar, da Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI, com o apoio do Centro Mamíferos Aquáticos ICMBio/CMA, e financiado pelo CNPq e pela FAPESC.

O principal objetivo do SIMMAM é compilar e armazenar informações sobre avistagens, capturas acidentais e encalhes de mamíferos aquáticos na costa brasileira. Tal compartilhamento de dados possibilita intercâmbio de informações entre diferentes usuários, tornando-o ferramenta de estudo da distribuição e de padrões de ocupação dos mamíferos aquáticos, subsídios para o desenvolvimento de estratégias de proteção, conservação e manejo das espécies.

As informações de encalhe são providas de Instituições que fazem parte da Rede de Encalhe e Informação de Mamíferos Aquáticos do Brasil (REMAB). Em 2009 com surgimento do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP), teve um aumento de informações de encalhe de mamíferos aquáticos. Em 2015 com o surgimento do Projeto de Monitoramento de Cetáceos na Bacia de Santos (PMC), as informações de avistagem de mamíferos aquáticos tornaram-se mais robustas. Essas atividades são desenvolvidas para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da PETROBRAS de produção e escoamento de petróleo e gás natural.

Com a finalidade de concentrar os dados de monitoramento de mamíferos aquáticos no Brasil, desde 2019 o ICMBio/CMA realiza a inserção de dados proveniente dos sistemas Sistema de Informação de Monitoramento da Biota Aquática (SIMBA/PMP) e Sistema do Projeto de Monitoramento de Cetáceos na Bacia de Santos (SISPMC/PMC).

Em seus 40 anos, o ICMBio/CMA realiza monitoramento de mamíferos aquáticos juntamente com as instituições parceiras. Apresentamos aqui, 40 anos de ocorrência de encalhe das espécies ameaçadas em extinção no Brasil (Avaliação 2010-2014): Balaenoptera borealis (Baleia-sei), Balaenoptera musculus (Baleia-azul), Balaenoptera physalus (Baleia-fin), Eubalaena australis (Baleia-franca-austral), Physeter macrocephalus (Cachalote), Pontoporia blainvillei (Toninha), Sotalia guianensis (Boto-cinza), Trichechus inunguis (Peixe-boi-marinho), Trichechus manatus (Peixe-boi-amazônico).

Os dados são provenientes do SIMMAM, e são publicados de forma consolidada. Os gráficos estão apresentados em 4 décadas desde 1980 até 2019 (veja abaixo) e um ranking das espécies ameaçadas com maior encalhe (veja abaixo). A distribuição dos encalhes estão apresentados nos mapas abaixo, separados por pequenos cetáceos (Toninha e Boto-cinza); grandes cetáceos (Baleia-sei, Baleia-azul, Baleia-fin, Baleia-franca-austral e Cachalote); e sirênios (Peixe-boi marinho e Peixe-boi amazônico).

Ranking:

Rank

Gráficos:

1980 - 1989 1990 - 1999 2000 - 2009 2010 - 2019
Ocorrencia 1980 Ocorrencia 1990 Ocorrencia 2000 Ocorrencia 2010

Mapas:

Pequenso cetáceos:

1980 - 1989 1990 - 1999 2000 - 2009 2010 - 2019
1980.89 - Sotalia e tonaninha 1990.99 - Sotalia e tonaninha 2000.09 - Sotalia e tonaninha 2010.19 - Sotalia e tonaninha

Grandes cetáceos:

1980 - 1989 1990 - 1999 2000 - 2009 2010 - 2019
1980.89 - Grandes cetáceos 1990.99 - Grandes cetáceos 2000.09 - Grandes cetáceos 2010.19 - Grandes cetáceos

Sirênios:

1980 - 1989 1990 - 1999 2000 - 2009 2010 - 2019
1980.89 - Peixes boi 1990.99 - Peixes boi 2000.09 - Peixes boi 2010.19 - Peixes boi

 

Vale ressaltar que o SIMMAM é a ferramenta de integração utilizada pela Rede de Encalhe de Mamíferos Aquáticos do Brasil – REMAB. Para acesso a estes dados clique aqui.