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Processo de Avaliação do Estado de Conservação do grupo Primatas

Publicado: Quarta, 06 de Junho de 2018, 12h55 | Última atualização em Quarta, 06 de Junho de 2018, 12h55 | Acessos: 220

Abrigando cerca de 139 taxóns, o Brasil possui a maior diversidade de espécies de primatas do mundo, e sua responsabilidade na conservação deste patrimônio é igualmente grande. O diagnóstico do estado atual de conservação de todos os táxons deste grupo constitui-se numa ferramenta imprescindível para o dimensionamento da intensidade de perturbação antrópica a que cada espécie está submetida, e para a priorização de esforços conservacionistas e de pesquisa para aquelas que apresentam um estado crítico de conservação. O ICMBio tem por missão institucional a coordenação deste diagnóstico, assegurando sua transparência e buscando a contribuição da comunidade científica.

No processo de avaliação dos primatas brasileiros, há um Analista Ambiental do CPB considerado Ponto Focal (PF). Este tem por função facilitar os trabalhos relativos a presente missão institucional, coordenando a compilação de dados, organizando as reuniões e fazendo a interface entre os Coordenadores de Táxon (CT) e o ICMBio.

Os Coordenadores de Taxon são pesquisadores especialistas que conhecem a metodologia da IUCN e possuem boa articulação com a comunidade científica. Neste processo específico de primatas temos três CT, um representando a Sociedade Brasileira de Primatologia, outro representando a IUCN e o terceiro, como representante do CPB. Os CT tem a função de incentivar a participação da comunidade científica no processo e auxiliar o PF na condução da oficina de avaliação.

A primeira etapa desse processo de avaliação consistiu na compilação de informações sobre todos os táxons de primatas disponíveis na literatura, através de uma extensa revisão bibliográfica e montagem de uma base de dados. Esta etapa foi iniciada em 2010 pela equipe do CPB. As informações foram consolidadas nas fichas das espécies e mapas de distribuição, os quais foram disponibilizados para colaborações e complementações pela comunidade científica (consulta ampla). Após o período de consulta ampla, uma rede de especialistas, montada pelos CT, foi responsável pela validação das informações (consulta direta). Após o período de consulta direta as fichas de cada táxon foram consolidadas e preparadas para a Oficina de Avaliação e Categorização pelo PF juntamente com os CT.

A Oficina de Avaliação e Categorização foi uma reunião com especialistas selecionados pelos CT onde foram avaliados todos os taxóns de primatas brasileiros, considerando-se as categorias e critérios da IUCN. Após a oficina, as fichas de cada táxon avaliado, juntamente com as categorias e critérios utilizados, passaram por outra etapa de validação, onde foram avaliadas com relação às informações apresentadas, categorias, critérios.

O ICMBio deverá encaminhar, em breve, ao Ministério do Meio Ambiente - MMA a relação das espécies por categoria de ameaça, acompanhada das fichas e mapas. O Ministério será o responsável pela oficialização através da publicação dos instrumentos normativos. Por fim, o ICMBio organizará a nova edição do Livro Vermelho.

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