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Recomendações Biodiversidade e COVID-19

  • Publicado: Quarta, 09 de Setembro de 2020, 17h30
  • Última atualização em Quarta, 09 de Setembro de 2020, 21h16

Centros do ICMBio e instituições parceiras publicam recomendações sobre biodiversidade e COVID-19 para atividades em unidades de conservação.

Seis Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação do ICMBio – CPB, CENAP, CNPT, CBC, RAN e CEPTA –, em parceria com dezenas de instituições de referência nacional, acabam de publicar o documento Recomendações Biodiversidade & COVID-19 com orientações sobre uso público e pesquisa científica em unidades de conservação e outros ambientes naturais. Tais recomendações visam: i) evitar a transmissão do vírus SARS-CoV-2 entre funcionários, visitantes, comunidades tradicionais, pesquisadores e usuários de unidades de conservação; ii) reduzir o risco de contaminação de mamíferos selvagens pelo vírus SARS-CoV-2.

Essas orientações estão relacionadas, principalmente, a atividades de uso público e pesquisa científica e são direcionadas a: i) gestores de unidades de conservação e outros ambientes naturais; ii) profissionais que lidam com a fauna silvestre em vida livre; e iii) profissionais que realizam pesquisa relacionada à fauna em unidades de conservação e outras áreas naturais. O documento foi elaborado com base no conhecimento científico disponível até 28/agosto/2020 e no princípio da precaução, e aprovado por cerca de 50 instituições, entre Centros do ICMBio, Sociedades Científicas, Grupos da IUCN, Institutos de Pesquisa, Órgãos Governamentais, Organizações Não-Governamentais, Laboratórios e Grupos de Pesquisa.

A iniciativa surgiu da necessidade de adotar protocolos de controle e cuidados redobrados com a saúde das populações de mamíferos, em cativeiro e vida livre, especialmente considerando a situação epidemiológica atual da COVID-19 no Brasil – com alta circulação do vírus em diversas regiões –, somado à característica de rápida disseminação e difícil controle do SARS-CoV-2 (vírus causador da COVID-19). Complementarmente, ainda é escasso o conhecimento sobre os possíveis impactos às populações de animais silvestres.

Nesse contexto, diversas sociedades científicas, organizações de saúde e de conservação animal têm alertado para medidas de precaução quanto ao risco de transmissão humano-animal, particularmente para os grupos dos primatas, morcegos e carnívoros. Assim, têm sido elaboradas recomendações específicas para minimizar os riscos de transmissão nas atividades que envolvam proximidade, contato ou manuseio de animais.

Além disso, face à reabertura de Unidades de Conservação (UC) e de outros espaços de áreas naturais (públicos - federais, estaduais e municipais - ou privados) para visitação, é esperado o aumento da circulação de pessoas e retomada das atividades de pesquisa, turismo e outras. Isto deverá favorecer a proximidade e eventuais interações entre seres humanos e animais silvestres (interação humano-fauna).

Por fim, recomenda-se que as boas práticas de biossegurança contidas neste documento sejam continuadas no período pós-pandemia, para diminuir o risco de transmissão de agentes infecciosos conhecidos e ainda desconhecidos. Com isso, procura-se incorporar o conceito de Saúde Única na prática das atividades de pesquisa em campo.

Para saber mais, acesse o documento completo aqui.


 

 

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