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Mamíferos - Callicebus barbarabrownae - Guigó-da-caatinga

Avaliação do Risco de Extinção de Callicebus barbarabrownae Hershkovitz, 1991 no Brasil

Rodrigo Cambará Printes1 , André Chein Alonso2 & Leandro Jerusalinsky3

1,2,3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. <rodrigo.printes@icmbio.gov.br>; <guaribapoa@yahoo.com.br>; <leandro.jerusalinsky@icmbio.gov.br>

 

 Callicebus barbarabrownae Antonio Estrela Callicebus barbarabrownae

Ordem: Primates
Família: Pitheciidae
Nomes comuns por região/língua:
Português
– guigó, guigó-da-Caatinga, sauá-loiro, pangola
Inglês – Blond Titi Monkey, Barbara Brown’s Titi, Northern Bahian Blond Titi, Northern Bahian Blond Titi Monkey

Sinonímia/s: Callicebus gigot gigot (Hill, 1960), Callicebus personatus barbarabrownae Hershkovitz, 1991 (Grooves 2001)

Notas taxonômicas: 
Todas as revisões de Callicebus têm alocado seus táxons a grupos de espécies com base em caracteres morfológicos. Hershkovitz (1988, 1990) e Groves (2001, 2005) consideraram quatro grupos para o gênero, sendo os táxons que habitam a Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga – inclusive a forma barbarabrownae – incluídos no grupo moloch, predominantemente amazônico. Já Kobayashi (1995) e Kobayashi & Langguth (1999) propuseram cinco grupos de espécies para Callicebus, alocando as formas do leste do Brasil – inclusive barbarabrownae – em um grupo próprio: personatus. Para os táxons atualmente alocados nesse grupo, Hershkovitz (1988, 1990) considerou as formas personatus (É. Geoffroy, 1912), melanochir (Wied-Neuwid, 1920), nigrifrons (Spix, 1823) e barbarabrownae Hershkovitz, 1990, como sub-espécies de C. personatus, sendo que C. coimbrai Kobayashi & Langguth, 1999 ainda não tinha sido descrito. Já Kobayashi (1995) e Kobayashi & Langguth (1999), com base principalmente em dados craniométricos, sugeriram o nível específico para todas as formas do grupo personatus, inclusive C. barbarabrownae. Por outro lado, Groves (2001, 2005), seguiu amplamente a proposta de Hershkovitz (1990), considerando as formas personatus, nigrifrons, melanochir e barbarabrownae como sub-espécies de C. personatus, mas aceitando o nível específico para C. coimbrai. Em sua revisão sobre o gênero, van Roosmalen et al. (2002) seguiram a proposta de Kobayashi (1995) e Kobayashi & Langguth (1999), também aceita por Rylands et al. (2000) e Rylands (2012), considerando C. barbarabrownae como espécie plena e compondo o grupo personatus juntamente com as espécies C. nigrifrons, C. melanochir, C. personatus e C. coimbrai. Printes (2007) desataca que o histórico taxonômico de C. barbarabrownae é complexo, envolvendo uma possível confusão de nomenclatura com a antiga espécie de Spix, Callithrix gigot (Spix 1823) e de localidade tipo com Callicebus melanochir (Wied-Neuwied 1820), espécie parapátrica. No presente documento é adotada a classificação de Rylands (2012).

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Criticamente em Perigo (CR) - C2a(i).

Justificativa: 
Callicebus barbarabrownae é uma espécie rara e endêmica à Caatinga da Bahia e Sergipe. Possui uma densidade populacional muito baixa, com número de indivíduos maduros inferido próximo a 250 e subpopulações também muito pequenas, com menos de 50 indivíduos maduros em cada. Sua população tende a apresentar um declínio continuado, sendo motivado principalmente pela perda e fragmentação de hábitat. A espécie não foi registrada em Unidades de Conservação de Proteção Integral. Dessa forma, Callicebus barbarabrownae foi categorizada como Criticamente em Perigo (CR) pelos critérios C2a(i).

Avaliação nacional anterior:
Criticamente em Perigo (CR) - B2ab(i, ii, iii); C2a(i); D

Avaliações em outras escalas:
Avaliação Global (IUCN): Criticamente em Perigo (CR) - C2a(i)

História de vida

Maturidade sexual (anos)
Fêmea 2,5 (para C. melanochir) (Escarlate-Tavares & Veiga, no prelo).
Macho 2,5 (para C. melanochir) (Escarlate-Tavares & Veiga, no prelo).
Peso Adulto (g)
Fêmea 1378 (970-1600) (para C. personatus) (Hershkovitz 1990).
Macho 1270 (1050-1650) (para C. personatus) (Hershkovitz 1990).
Comprimento Adulto (mm)
Fêmea Cabeça-corpo: 356 (310-400), cauda: 485 (418-560) (para C. personatus) (Hershkovitz 1990).
Macho Cabeça-corpo: 380 (350-420) cauda: 508 (470-550) (para C. personatus) (Hershkovitz 1990).
Tempo geracional (anos)
8 (IUCN/SSC 2007).
Sistema de acasalamento Monogâmico (Robinson et al. 1987).
Intervalo entre nascimentos Desconhecido.
Tempo de gestação (meses)
6 meses (para C. coimbrai) (Fontes 2011, Santana 2012).
Tamanho da prole 1 (para o gênero) (Müller 1996).
Longevidade Estimativas desconhecidas para a espécie.
Características genéticas
Cariótipo: Desconhecido.
Para outras espécies do grupo personatus já foram encontrados 2n=42, para C. nigrifrons (Nagamachi et al. 2003), e 2n=44, para C. personatus (Rodrigues et al. 2004) e C. coimbrai (Rodrigues et al. 2006). O cariótipo encontrado para estas espécies foi completamente homólogo nos padrões de bandeamento G e na posição do NOR.
Informações sobre variabilidade genética do táxon (padrões filogeográficos e relações filogenéticas): Análises de mapeamento genômico comparativo (ZOO-FISH) demonstraram que o grupo personatus de Callicebus representa uma linhagem distinta, com base em cinco sinapomorfias cromossômicas, dando suporte à validade deste grupo de espécies (Rodrigues 2006; Printes et al. 2013). Estudos cariotípicos sobre C. melanochir e C. barbarabrownae e, principalmente, análises moleculares incluindo mais táxons de Callicebus são necessárias para compreender as relações filogenéticas entre as formas do grupo personatus, e deste com os demais grupos do gênero (Printes et al. 2013).

Callicebus barbarabrownae é endêmico do Brasil, presente nos estados de Bahia e oeste de Sergipe, onde é residente e nativo (Printes & Rylands 2008, Veiga et al. 2008, Printes et al. 2011, 2013). De acordo com Printes et al. (2011, 2013), os limites geográficos reconhecidos atualmente para C. barbarabrownae são: Serras de Minuim, Bahia, ao norte; Serra do Sincorá, Bahia, ao sul; município de Cel. João Sá, Bahia, a leste; e as Serras de Salitre, Bahia, a oeste.
É preciso uma maior amostragem na TI Quiriri (em Banzaê, Bahia), onde provavelmente há uma população, bem como no PARNA Chapada Diamantina (Lençóis, Bahia) e no PE Sete Passagens (Miguel Calmon, Bahia), locais de possível ocorrência.
A extensão de ocorrência da espécie é de 291.438 km² e sua área de ocupação é de 2.636km² (Printes et al. 2011).

Baseado nos dados de Printes (2007) e Printes et al. (2011) – considerando apenas os indivíduos e grupos efetivamente registrados, sem extrapolações –, estima-se que o tamanho da população total remanescente de C. barbarabrownae seja inferior a 1.000 indivíduos. Consequentemente, infere-se que o número de indivíduos maduros deste táxon não seja maior que o limiar de 250.
Já foram obtidas as seguintes estimativas de tamanho de grupo para Callicebus barbarabrownae: 3-4 indivíduos (média de 3,3), em dois grupos observados na região de Lençóis, Chapada Diamantina, Bahia (Corsini & Moura 2014); 5 indivíduos, em um grupo observado no noroeste de Sergipe (Freitas et al. 2011); 2-4 indivíduos, em grupos observados durante levantamento de populações da espécie (Printes et al. 2011).

Informações sobre abundância populacional: 0,19 grupos/10km, estimado por meio de três observações, e 0,85 grupos/10km, calculado por meio de 13 eventos de vocalização, na região de Lençóis, Chapada Diamantina, Bahia (Corsini & Moura 2014); 4 ind./km2, no noroeste de Sergipe (Freitas et al. 2011)

Tendência populacional: em declínio

Callicebus barbarabrownae ocorre em Caatingas arbóreas e matas orográficas, entre 241 e 908 m (Printes et al. 2011). Não é restrito a hábitats primários e apresenta certa tolerância a modificações/ perturbações do ambiente (Printes et al. 2011).
O tamanho da área de vida do táxon é desconhecido.

As principais ameaças identificadas para o táxon foram: desmatamento associado à implantação de pastagens para pecuária extensiva e à conversão de áreas para agricultura; novos assentamentos rurais em área de ocorrência da espécie; expansão urbana causando perda de áreas rurais de municípios; fragmentação florestal levando à redução de hábitat. As poucas dezenas de fragmentos ocupados pela espécie estão esparsos em uma matriz pouco permeável, levando a que as populações remanescentes estejam severamente fragmentadas, gerando potenciais riscos demográficos e genéticos. A ampliação das áreas urbanizadas vêm aumentando os riscos de eletroplessões, atropelamentos e predação por cachorros domésticos. A espécie não é um alvo preferencial de caça ou domesticação, mas sofre tais impactos de forma esporádica ou oportunística, e já foi foi observado um caçador portando um indivíduo morto da espécie próximo a Lençóis, Bahia (Corsini & Moura 2014).

Ações de conservação existentes: A espécie está listada no Apêndice II da CITES. Em 2003, o Governo do Brasil instituiu um Grupo de Trabalho para a Conservação de Callicebus barbarabrownae e Callicebus coimbrai (Marcelino & Marini-Filho 2003). Em 2010, Callicebus barbarabrownae foi incluído entre os 25 primatas mais ameaçados do mundo pelo Grupo Especialista em Primatas da IUCN e pela Sociedade Internacional de Primatologia (Mittermeier et al. 2012). Em 2011, a espécie foi enfocada na formulação do Plano de Ação Nacional para os Primatas do Nordeste – PAN PRINE (Brasil/ICMBio 2011), que estabeleceu estratégias para sua conservação. Antônio Estrela desenvolveu atividades de educação ambiental na região de Lamarão, Bahia.
Ações necessárias:
De acordo com Printes & Rylands (2008), as principais estratégias para a conservação da espécie são:
● Desenvolvimento de atividades de educação ambiental com os agricultores e planejamento conjunto do desenho dos lotes para assentamentos rurais, visando manter a conexão entre as áreas de reserva legal, com parceria entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e os órgãos ambientais federais competentes;
● Financiamento para agricultura e irrigação como incentivo à agricultura familiar e em detrimento da pecuária e do desmatamento anual de novas áreas para plantio;
● Resolver a situação fundiária e implementar planos de manejo nas Unidades de Conservação (estaduais e federais) já existentes. Exemplos citados pelos autores: “Parque Nacional da Chapada Diamantina (com problemas fundiários) e o Parque Estadual das Sete Passagens (sem plano de manejo)”;
● Criar mecanismos para facilitar a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN);
● Por fim, os autores afirmam que “Nos locais onde há necessidade de estabelecer novas Unidades de Conservação de domínio público, sugere-se que sejam Unidades de tamanho operacional para a fiscalização e desapropriação, incentivando, simultaneamente, a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural em seu entorno. Essa estratégia é recomendada para a região de Salitre, município de Gentio do Ouro (BA), onde foram encontradas caatingas arbóreas com guigós” (Printes & Rylands 2008);
● Conforme Printes (2007), dentre as áreas com ocorrência de Callicebus barbarabrownae, aquelas com melhor potencial para criação de Unidades de Conservação de Proteção Integral visando a conservação da espécie são: Município de Gentio do Ouro, BA e região de Salitre, BA (11° 32’ 54.40” S ; 42° 22’ 58,70”W); Município de Monte Santo - Contendas (10° 26’ 44.60” S ; 39° 10’ 11,70”W); Município de Monte Santo - Serra Branca (10° 24’ 32.40” S; 39° 20’ 27,80”W).

Há mais de 25 unidades de conservação (UC) dos diversos níveis – federal, estadual e municipal – ao longo da extensão de ocorrência de Callicebus barbarabrownae, sendo praticamente a metade destas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). Entretanto, a ocorrência da espécie só foi indicada para a Estação Ecológica (ESEC) Raso da Catarina (104.842,84 ha) por Sousa et al. (2008), apesar desses autores não terem informado o tipo ou detalhes do registro e de outros levantamentos (Printes 2007, Printes & Rylands 2008, Printes et al. 2011) não terem identificado a presença da espécie nessa UC. Há, ainda, a possibilidade de ocorrência de C. barbarabrownae no Parque Nacional da Chapada Diamantina, em função de registros obtidos em uma propriedade confrontante com essa UC (Printes & Rylands 2008, Printes et al. 2011). Desta forma, a ocorrência de populações da espécie em UC ainda carece de confirmação.

Rodrigo Cambará Printes (ICMBio) desenvolveu projeto de doutorado pela UFMG, com apoio do IESB, para levantamento de populações, definição de limites de distribuição e avaliação do status taxonômico da espécie mediante financiamento do Programa de Proteção as Espécies Ameaçadas de Extinção da Mata Atlântica Brasileira, coordenado em parceria pela Fundação Biodiversitas e CEPAN (Printes 2005, 2007, Printes et al. 2011). Os trabalhos desse pesquisador incluem, ainda, análises etnoprimatológicas e proposição de estratégias de conservação (Printes 2007, 2011, Printes et al. 2011, Printes & Estrela, no prelo). Anthony B. Rylands (Conservation International) orientou a tese de doutoramento de Rodrigo C. Printes. Antônio Estrela realizou levantamentos populacionais, e trabalhos de etnoprimatologia e de educação ambiental na região de Lamarão, Bahia, com apoio da Secretaria de Educação daquele município (Estrela et al. 2007). O ICMBio/CPB, em parceria com a UFS e a SEMARH/Sergipe, realizou levantamento de áreas de ocorrência da espécie nos limites de distribuição com C. coimbrai e vem realizando modelagens de distribuição potencial para contribuir com a definição dos limites de distribuição da espécie (Jerusalinsky 2013, Jerusalinsky et al. 2012). Stephen F. Ferrari (UFS) vem orientando diversos estudos sobre a espécie, incluindo levantamentos de abundância populacional (Freitas et al. 2011) e áreas de ocorrência (Marques et al. 2013).

Brasil/ICMBio. 2011. Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas do Nordeste. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/faunabrasileira/plano-de-acao/865-pan-primatas-do-nordeste, acesso em: 15 janeiro 2012.

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Citação:Printes, R. C.; Alonso, A. C.; Jerusalinsky, L. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/lista-de-especies/8035-mamiferos-callicebus-barbarabrownae-guigo-da-caatinga

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação de Primatas Brasileiros.
Data de realização: 30 de julho a 03 de agosto de 2012.
Local: Iperó, SP.

Avaliadores:
Alcides Pissinatti, Amely B. Martins, André C. Alonso, André de A. Cunha, André Hirsch, André L. Ravetta, Anthony B. Rylands, Armando M. Calouro, Carlos E. Guidorizzi, Christoph Knogge, Fabiano R. de Melo, Fábio Röhe, Fernanda P. Paim, Fernando de C. Passos, Gabriela Ludwig, Gustavo R. Canale, Ítalo Mourthé, Jean P. Boubli, Jessica W. Lynch Alfaro, João M. D. Miranda, José Rímoli, Júlio C. Bicca-Marques, Leandro Jerusalinsky, Leandro S. Moreira, Leonardo G. Neves, Leonardo de C. Oliveira, Líliam P. Pinto, Liza M. Veiga, Maria Adélia B. de Oliveira, Marcos de S. Fialho, Mariluce R. Messias, Mônica M. Valença-Montenegro, Rosana J. Subirá, Renata B. Azevedo, Rodrigo C. Printes, Waldney P. Martins e Wilson R. Spironello.

Colaboradores:
Amely B. Martins (Ponto Focal), André C. Alonso (Apoio), Camila C. Muniz (Apoio), Emanuella F. Moura (Apoio), Gabriela Ludwig (Apoio), Fabiano R. de Melo (Coordenador de táxon), Gerson Buss (Apoio), Jessica Lynch Alfaro, Leandro Jerusalinsky, Liza M. Veiga (Coordenadora de táxon), Marcos de S. Fialho (Coordenador de táxon), Maurício C. dos Santos (Apoio), Roberta Santos (Facilitadora), Taissa Régis (Apoio) e Werner L. F. Gonçalves (Apoio).




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