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Mamíferos - Saguinus imperator - Bigodeiro

Avaliação do Risco de Extinção de Saguinus imperator (Goeldi, 1907) no Brasil

André Luis Ravetta1, Armando Muniz Calouro2 & Fábio Röhe3

1Programa de Pós-Graduação em Zoologia, Museu Paraense Emílio Goeldi / Universidade Federal do Pará, Belém - Pará. <andreluis.ravetta@gmail.com>.2Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, Universidade Federal do Acre, Rio Branco. <acalouro@bol.com.br>.3Wildlife Conservation Society - WCS, Manaus, Amazonas, Brasil. <fabiorohe@gmail.com> 

 Saguinus imperator imperator Julio Bicca Marques CPB Saguinus imperator

Ordem: PrimatesFamília: CallitrichidaeNomes comuns por região/língua:Português – Bigodeiro, Mono Bigotudo, Mono Nicolás Suárez.Inglês – Black-chinned emperor tamarin.Sinonímia/s: Saguinus imperator imperator, Saguinus imperator subgrisescens (Hershkovitz, 1977).Notas taxonômicas: A taxonomia é baseada em Hershkovitz (1977, 1979) e em Rylands (2012).Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Menos Preocupante (LC).Justificativa: Saguinus imperator imperator é um táxon comum, tolerante a modificações ambientais e ocorre em Áreas Protegidas, podendo ser afetado pela crescente perda de habitat, fator que será agravado pela pavimentação da BR-364 na porção leste de extensão de ocorrência. Entretanto, acredita-se que sua população não será afetada significativamente nas próximas três gerações. Portanto, sendo categorizado como Menos Preocupante (LC).Saguinus imperator subgrisescens é um táxon comum, tolerante a modificações ambientais e ocorre em Áreas Protegidas; a perda de habitat será agravada pela pavimentação da BR-364. Acredita-se, no entanto, que sua população não será afetada significativamente nas próximas três gerações, sendo categorizada como Menos Preocupante (LC).Histórico das avaliações nacionais anteriores: Dados Insuficientes (DD).Avaliações em outras escalas:Avaliação Global (IUCN): Menos Preocupante (LC).Razão para alteração de categoria atual: Novas ou melhores informações disponíveis.História de vida

Maturidade sexual (anos)
Fêmea 1,5 (para o gênero) (Eisenberg 1977)
Macho 2 (para o gênero) (Eisenberg 1977)
Peso Adulto (g)
Fêmea 400-520 (média=447, N=8) (S. i. imperator) (Bicca-Marques et al. 1997) 
Macho 330-480 (média=417, N=9) (S. i. imperator) (Bicca-Marques et al. 1997)
Comprimento Adulto (mm)
Fêmea 530-605 (média=575, N=8) (S. i. imperator) (Bicca-Marques et al. 1997)
Macho 535-600 (média=556, N=9) (S. i. imperator) (Bicca-Marques et al. 1997)
Tempo geracional (anos) 6 (IUCN/SSC 2007)
Sistema de acasalamento Poligâmico (Terborgh & Wilson 1983).
Intervalo entre nascimentos 7,4 a 8,4 meses (para a espécie) (Snowdon & Soini 1988).
Tempo de gestação (meses) 5 meses para S. fuscicollis (Eisenberg 1977; Gengozian et al. 1977; Lotker et al. 2004)
Tamanho da prole Normalmente gêmeos (Snowdon & Soini 1988)
Longevidade 20 a 25 (para indivíduos em cativeiro) (Nowak 1999).
Características genéticas
Desconhecido.

Saguinus imperator imperator não é endêmico ao Brasil, ocorrendo também no Peru (Rylands & Mittermeier 2008).No Brasil está presente nos estados do Acre e Amazonas, onde é residente e nativo (Rylands & Mittermeier 2008). Ocorre no sudoeste da Amazônia, leste do alto rio Purus, no interflúvio Purus-Acre (Hershkovitz 1979). Izawa e Bejarano (1981) relataram uma população isolada na margem esquerda do rio Acre, na bacia do rio São Pedro, no Brasil, em uma área ocupada por S. l. labiatus. Encarnación e Castro (1990) encontraram populações de S. i. imperator (mas não de S. l. labiatus) nas margens direita e esquerda do rio Acre, perto do rio Branco Quebrada, cerca de 20km a oeste de Iñapari, próximo à região indicada por Izawa e Bejarano (1981). A população da margem sul do rio Acre é altamente restrita, não tendo sido registrada em nenhum outro lugar mais ao sul do Peru, apesar de uma série de tentativas (Castro et al. 1990).É preciso uma maior amostragem na RESEX Chico Mendes e FLONA Macauá, onde o táxon provavelmente pode ocorrer (Rylands & Mittermeier 2008).Infere-se que a extensão de ocorrência do táxon seja maior que 20.000 km² e a sua área de ocupação maior que 2.000 km².Saguinus imperator subgrisescens não é endêmico ao Brasil, ocorrendo também na Bolívia e Peru. No Brasil, está presente nos estados do Acre e Amazonas, onde é residente e nativo. Ocorre no sudoeste da Amazônia, no Brasil, ao longo da margem direita do alto rio Juruá, estendendo-se para leste até os rios Tarauacá Jurupari na fronteira com o Peru (Rylands & Mittermeier 2008). Registros recentes no rio Pauini (Rohe, dados não publicados) incluem a bacia do Purus em sua área de ocorrência.

Saguinus imperator pode formar grupos de 4 a 15 indivíduos, porém é mais frequente em grupos menores (2 a 8 indivíduos) (Rylands & Mittermeier 2008). Saguinus i. imperator apresenta tamanho médio dos grupos de 3 a 10 indivíduos, mas podem ser encontrados indivíduos solitários ou pares (Bicca-Marques 2000; Bicca-Marques & Garber 2005; Garber et al. 2009).O tamanho da população total remanescente das subespécies não é conhecido e não se sabe se o número de indivíduos maduros destes táxons são superiores a 10.000.Há aporte de indivíduos de fora do Brasil, mas não se sabe sobre a contribuição relativa das populações estrangeiras para a manutenção das populações nacionais.Informações sobre abundância populacional: 37,0 ind/km2 – Sena Madureira, Acre (Peres 1988); 5,4 – 12 ind/km2 (Terborgh & Janson 1985; Snowdon & Soini 1988), 31,1 ind/km2 na Floresta Estadual do Antimary (Calouro 2005); 0,36 grupos/10 km percorridos na Reserva Florestal Huimatá (Botelho et al. 2012).Tendência populacional: Em declínio

Saguinus imperator habita floresta ombrófila primária e secundária (incluindo borda de fragmentos) de terra firme e sazonalmente inundada (Terborgh 1983), ocorrendo num gradiente altitudinal entre 105 a 140 m (Gregorin & Tahara 2008). O táxon apresenta tolerância a modificações/perturbações no ambiente. Fábio Röhe (dados não publicados) observou grupos de S. i. subgrisescens em floresta de tabocas (Guadua sp.).A área de vida do táxon é estimada em 20 - 30 ha (valor para a espécie) (Sussman & Kinzey 1984; Buchanan-Smith 1991; Ferrari & Lopes Ferrari 1989), e em 30 - 100ha no Parque Nacional Manu – Peru (S. i. subgrisescens) (Terborgh 1983).
 

As principais ameaças identificadas para o táxon foram: assentamentos rurais, pecuária, desmatamento, aumento da matriz rodoviária, desconexão de hábitat e redução de hábitat. Todas as ameaças ocorrem mais na porção leste de sua distribuição, com a pavimentação da BR-364.

Existentes: O táxon está listado no Apêndice II da CITES.
Saguinus imperator imperator está presente nas seguintes Unidades de Conservação:Acre: ESEC Rio Acre (79.093 ha) (Rylands & Bernardes 1989; Rylands et al. 1993; Calouro 2006), PE Chandless (693970 ha) (Calouro 2008), Floresta Estadual do Antimary (57.629 ha) (Calouro 2005), Parque Zoobotânico (144 ha) (Bicca-Marques & Calegaro-Marques 1995), Reserva Florestal Humaitá (2.000 ha) (Botelho et al. 2012).Amazonas: TI Igarapé Capana (Peres 1988).Saguinus imperator subgrisescens está presente nas seguintes Unidades de Conservação:Acre: PARNA Serra do Divisor (837.555 ha) (Calouro 1999), TI Katukina Kaxinawá (Calouro 2007).Amazonas: RESEX do rio Gregório (477.042 ha) (A. Ravetta, dados não publicados) e RESEX Tabocais do Pauini (F. Rohe, dados não publicados).

Júlio César Bicca-Marques realizou estudos com a espécie na década de 90 e Armando Muniz Calouro realiza pesquisa no estado do Acre desde os anos 90 e tem observado a espécie em diversos levantamentos conduzidos na região.

Bicca-Marques, J.C. 2000. Cognitive aspects of within-patch foraging decisions in wild diurnal and nocturnal New World monkeys. Tese (Doutorado). University of Illinois at Urbana-Champaign. 387p.Bicca-Marques, J.C. & Garber, P.A. 2005. Use of social and ecological information in tamarin foraging decisions. International Journal of Primatology, 26 (6): 1321-1344.Bicca-Marques, J.C.; Calegaro-Marques, C.; De Farias, E.M.P.; Azevedo, M.A.O. & Santos, F.G.A. 1997. Medidas morfométricas de Saguinus imperator imperator e Saguinus fuscicollis weddelli (Callitrichidae, Primates) em ambiente natural. p. 257-267. In: Sousa, M.B.C. & Menezes, A.A.L. (Eds.). A Primatologia no Brasil vol. 6. 292p.Botelho A.L.M.; Calouro A.M.; Borges L.H.M & Chaves W.A. 2012. Large and medium-sized mammals of the Humaitá Forest Reserve, southwesten Amazonia, state of Acre, Brazil. Check List, 8(6): 1990-1995.Buchanan-Smith, H.M. 1991. Field observations of Goeldi’s monkey, Callimico goeldii, in northern Bolivia. Folia Primatologica, 57: 102-105.Calouro, A.M. 1999. Riqueza de mamíferos de grande e médio porte do Parque Nacional da Serra do Divisor (Acre, Brasil). Revista Brasileira de Biologia, 16: 195-213.Calouro, A.M. 2005. Análise do manejo de baixo impacto e da caça de subsistência sobre uma comunidade de primatas na Floresta Estadual do Antimary (Acre, Brasil). Tese (Doutorado em Ecologia). Universidade Federal de São Carlos. 80p.Calouro, A.M. 2006. Avaliação Ecológica Rápida de Grandes Mamíferos – Estação Ecológica do Rio Acre (AC). Relatório Técnico. SOS-Amazônia/WWF. 34p.Calouro, A.M. 2007. Atividades de monitoramento participativo de fauna na Terra Indígena Campinas/Katukina. Relatório Técnico. SEMA/SEPI. 19p.Calouro, A.M. 2008. Plano de Manejo do Parque Estadual do Chandless: Avaliação Ecológica Rápida - Relatório de Mastofauna. Relatório Técnico. SOS-Amazônia/SEMA. 38p.Castro, N.; Encarnación, F.; Valverde, L.; Ugamoto, M. & Maruyama, E. 1990. Censo de primates no humanos en el sur oriente peruano: Iberia e Iñapari (Departamento de Madre de Dios), Junio 29 - Septiembre 16, 1980. In: Sommo, M.M. (ed.). La Primatologia en el Perú. Proyecto Peruano de Primatología.Eisenberg, J.F. 1977. Comparative ecology and reproduction in New World monkeys. p. 13-22. In: Kleiman, D.G. (Ed.). The Biology and Conservation of the Callitrichidae. Smithsonian Institution Press. 354p.Encarnación, F. & Castro, N. 1990. Informe preliminar sobre censo de primates no humanos en el sur oriente peruano: Iberia e Iñapari (Departamento de Madre de Dios), Mayo 15 - Junio 14, 1978. p. 57-67. In: M. M. Sommo (ed.). La Primatologia en el Perú. Proyecto Peruano de Primatología.Ferrari, S.F. & Lopes Ferrari, M.A. 1989. A re-evaluation of the social organization of the Callitrichidae, with reference to the ecological differences between genera. Folia Primatologica, 52:132-147.Garber, P.A.; Bicca-Marques, J.C. & Azevedo-Lopes, M.A.O. 2009. Primate cognition: Integrating social and ecological information in decision-making. p. 365-385. In: Garber, P.A.; Estrada, A.; Bicca-Marques, J.C.; Heymann, E.W. & Strier, K.B. (Eds.). South American Primates: Comparative Perspectives in the Study of Behavior, Ecology, and Conservation. Springer. 564p.Gengozian, N.; Batson, J.S. & Smith, T.A. 1977. Breeding of tamarins (Saguinus spp.) in the laboratory. p. 207-218. In: Kleiman, D.G. (ed). The Biology and conservation of Callitrichidae. Smithsonian Institution Press. 354p.Gregorin, R. & Tahara, A.S. 2008. Gênero Saguinus Hoffmannsegg 1807. p. 77-95. In: Reis, N.R.; Peracchi, A.L. & Andrade, F.R. (eds). Primatas Brasileiros. Technical Books. 260p.Hershkovitz, P. 1977. Living New World monkeys (Platyrrhini), with an introduction to Primates. The University of Chicago Press. 1117p.Hershkovitz, P. 1979. Races of the emperor tamarin, Saguinus imperator Goeldi (Callitrichidae, Primates). Primates, 20(2): 277-287.IUCN/SSC Neotropical Primates Species Assessment Workshop (Red List). 2007. Oficina realizada em Novembro de 2007 em Orlando, Florida, Estados Unidos.Izawa, K. & Bejarano, G. 1981. Distribution ranges and patterns of nonhuman primates in western Pando, Bolivia. Kyoto University Overseas Research Reports of New World Monkeys, 1-12.Lotker, P.; Huck, M.; Heymann, E.W. & Heistermann, M. 2004. Endocrine correlates of reproductive status in breeding and nonbreeding wild female moustached tamarins. International Journal of Primatology, 25(4): 919-937.Nowak, R.M. 1999. Walker’s mammals of the world. Baltimore and London, Johns Hopkins University press, 1, VI + 2015 p.Peres, C.A. 1988. Primate community structure in western Brazilian Amazonia. Primate Conservation, 9: 83-87.Rylands, A.B. & Bernardes, A.T. 1989. Two Priority Regions for primate conservation in the Brazilian Amazon. Primate Conservation, 10: 56-62.Rylands, A.B. & Mittermeier, R.A. 2008. Saguinus imperator. In: IUCN Red List of Threatened Species, Version 2011.2. www.iucnredlist.org. (Acesso em 03/02/2012).Rylands, A.B. 2012. Taxonomy of the Neotropical Primates – database. International Union for Conservation of Nature (IUCN), Species Survival Commission (SSC), Primate Specialist Group, IUCN, Gland.Rylands, A.B.; Coimbra-Filho, A.F. & Mittermeier, R.A. 1993. Systematics, distributions, and some notes on the conservation status of the Callitrichidae. p. 11-77. In: Rylands, A.B. (ed.). Marmosets and Tamarins: Systematics, Behaviour, and Ecology. Oxford University Press. 396p.Snowdon, C.T. & Soini, P. 1988. The tamarins, genus Saguinus. pp. 223-298. In: Mittermeier, R.A.; Rylands, A.B.; Coimbra-Filho, A.F. & Fonseca, G.A.B. (eds). Ecology and Behavior of Neotropical Primates - Vol. 2. Littera Maciel Ltda. 612p.Sussman, R.W. & Kinzey, W.G. 1984. The ecological role of the Callitrichidae: A review. 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Citação:Ravetta, A. L.; Calouro, A. M.; Röhe, F. 2015. Avaliação do Risco de Extinção de Saguinus imperator (Goeldi, 1907) no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7239-mamiferos-saguinus-imperator-imperator-bigodeiro.htmlOficina de Avaliação do Estado de Conservação de Primatas Brasileiros. Data de realização: 30 de julho a 03 de agosto de 2012. Local: Iperó, SP.Avaliadores:Alcides Pissinatti, Amely B. Martins, André C. Alonso, André de A. Cunha, André Hirsch, André L. Ravetta, Anthony B. Rylands, Armando M. Calouro, Carlos E. Guidorizzi, Christoph Knogge, Fabiano R. de Melo, Fábio Röhe, Fernanda P. Paim, Fernando de C. Passos, Gabriela Ludwig, Gustavo R. Canale, Ítalo Mourthé, Jean P. Boubli, Jessica W. Lynch Alfaro, João M. D. Miranda, José Rímoli, Júlio C. Bicca-Marques, Leandro Jerusalinsky, Leandro S. Moreira, Leonardo G. Neves, Leonardo de C. Oliveira, Líliam P. Pinto, Liza M. Veiga, Maria Adélia B. de Oliveira, Marcos de S. Fialho, Mariluce R. Messias, Mônica M. Valença-Montenegro, Rosana J. Subirá, Renata B. Azevedo, Rodrigo C. Printes, Waldney P. Martins e Wilson R. Spironello.Colaboradores:Amely B. Martins (Ponto Focal), André C. Alonso (Apoio), Camila C. Muniz (Apoio), Carlos E. Guidorizzi (Facilitador), Emanuella F. Moura (Apoio), Fabiano R. de Melo (Coordenador de táxon), Gerson Buss (Apoio), Liza M. Veiga (Coordenador de táxon), Marcos de S. Fialho (Coordenador de táxon), Rosana J. Subirá (Facilitadora), Taissa Régis (Apoio) e Werner L. F. Gonçalves (Apoio).

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