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Mamíferos - Callicebus nigrifrons - Guigó

Avaliação do Risco de Extinção de Callicebus nigrifrons (Spix, 1823) no Brasil

Fabiano Rodrigues de Melo1, Sandra Quadros2, Leandro Jerusalinsky3



1Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí, BR 364, km 192, Parque Industrial, Jataí, Goiás, 75801-615. <fabiano_melo@ufg.br>
2Endêmica Meio Ambiente. < biosandra@gmail.com>.
3Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros – CPB, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio <leandro.jerusalinsky@icmbio.gov.br> 


 Callicebus nigrifrons Juliana Gonçalves Banco de Imagens CPB Callicebus nigrifrons

Ordem: Primates
Família: Pitheciidae

Nomes comuns por região/língua:
Português –
Guigó ou Sauá
Inglês –
Black-fronted Titi Monkey

Sinonímias:
1823 Callithrix nigrifrons Spix. Brasil: restrito por Hershkovitz (1990) a Rio Onças, município de Campos, Rio de Janeiro.
1829 Pithecia melanops Vigors. “México”.
1840 Callithryx [sic] chlorocnemius Lund. Brasil: Lagoa Santa (Pleistoceno).
1841 Callithrix crinicaudus Lund. Brasil: Lagoa Santa.
1841 Jacchus grandis Lund. Brasil: Lagoa Santa (Pleistoceno).
1913 Callicebus personatus brunello Thomas. Brasil: Piquete, São Paulo.
Callicebus personatus nigrifrons (Spix, 1823), citado, por exemplo, em Hershkovitz (1990) e Groves (2001).

Notas taxonômicas: Todas as revisões de Callicebus têm alocado seus táxons a grupos de espécies com base em caracteres morfológicos. Hershkovitz (1988, 1990) e Groves (2001) consideraram quatro grupos para o gênero, sendo os táxons que habitam a Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga – inclusive a forma nigrifrons – incluídos no grupo moloch, predominantemente amazônico. Já Kobayashi (1995) e Kobayashi & Langguth (1999) propuseram cinco grupos de espécies para Callicebus, alocando as formas do leste do Brasil – inclusive nigrifrons – em um grupo próprio: personatus. Para os táxons atualmente alocados nesse grupo, Hershkovitz (1988, 1990) considerou as formas personatus (É. Geoffroy, 1912), melanochir (Wied-Neuwid, 1920), nigrifrons (Spix, 1823) e barbarabrownae Hershkovitz, 1990, como sub-espécies de C. personatus, sendo que C. coimbrai Kobayashi & Langguth, 1999 ainda não tinha sido descrito. Já Kobayashi (1995) e Kobayashi & Langguth (1999), com base principalmente em dados craniométricos, sugeriram o nível específico para todas as formas do grupo personatus, inclusive C. nigrifrons. Por outro lado, Groves (2001), seguiu amplamente a proposta de Hershkovitz (1990), considerando as formas personatus, nigrifrons, melanochir e barbarabrownae como sub-espécies de C. personatus, mas aceitando o nível específico para C. coimbrai. Na mais recente revisão sobre o gênero (van Roosmalen et al. 2002), foi seguida a proposta de Kobayashi (1995) e Kobayashi & Langguth (1999), também aceita por Rylands et al. (2000) e Rylands (2012), considerando C. nigrifrons como espécie plena e compondo o grupo personatus juntamente com as espécies C. personatus, C. melanochir, C. barbarabrownae e C. coimbrai. Esta última é a classificação adotada no presente documento.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Menos Preocupante (LC).

Justificativa: Callicebus nigrifrons ocorre em uma área relativamente ampla no sudeste do Brasil, incluindo o norte do estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e oeste do Rio de Janeiro. Esta espécie é capaz de sobreviver em pequenos fragmentos florestais, com capacidade de se dispersar pela matriz, além de apresentar tolerância a perturbações ambientais. Há indícios de que vários dos pequenos fragmentos que a espécie ocupa desaparecerão numa perspectiva de três gerações, mas não a ponto de impactá-la em médio e longo prazo em decorrência da sua presença em grandes maciços florestais. Assim, as ameaças identificadas não comprometem a população como um todo. Portanto, infere-se que a redução populacional não atinge os limiares para categorização como ameaçada de extinção. Sendo assim, a espécie foi categorizada como Menos Preocupante (LC).

Histórico das avaliações nacionais anteriores: Quase Ameaçado (NT).

Avaliações em outras escalas:
Avaliação Global (IUCN): Quase Ameaçado (NT).
Avaliação estadual: SP - Quase Ameaçado (NT); MG - Menos Preocupante (LC).

História de vida

Maturidade sexual (anos)
Fêmea 2-3 anos
Macho 2-3 anos
Peso Adulto (g)
Fêmea 1378 (970-1600) (para C. personatus) (Hershkovitz 1990).
Macho 1270 (1050-1650) (para C. personatus) (Hershkovitz 1990).
Comprimento Adulto (mm)
Fêmea Cabeça-corpo: 356 (310-400), cauda: 485 (418-560) (para C. personatus) (Hershkovitz 1990).
Macho Cabeça-corpo: 380 (350-420), cauda: 508 (470-550) (para C. personatus) (Hershkovitz 1990).
Tempo geracional (anos)
8 (IUCN/SSC 2007)
Sistema de acasalamento Monogâmico (Robinson et al. 1987).
Intervalo entre nascimentos 12 meses
Tempo de gestação (meses)
5-6
Tamanho da prole 1 (para o gênero) (Müller 1996).
Longevidade 25 anos (C. moloch em cativeiro)
Características genéticas
Cariótipo: 2n = 42 (Nagamachi et al. 2003). O cariótipo encontrado para esta espécie foi completamente homólogo ao de Callicebus personatus e Callicebus coimbrai nos padrões de bandeamento G e na posição do NOR. Entretanto, o número diploide de C. nigrifrons diferiu daquele encontrado para essas duas espécies (2n=44) devido a um rearranjo de fissão/fusão, que transformou dois pares de cromossomos acrocêntricos de C. personatus e C. coimbrai em um metacêntrico em C. nigrifrons (Rodrigues et al. 2004, Printes et al. 2013).
Informações sobre variabilidade genética do táxon (padrões filogeográficos e relações filogenéticas): Análises de mapeamento genômico comparativo (ZOO-FISH) demonstraram que o grupo personatus de Callicebus representa uma linhagem distinta, com base em cinco sinapomorfias cromossômicas, dando suporte à validade deste grupo de espécies (Rodrigues 2006, Printes et al. 2013). Estudos cariotípicos sobre as outras espécies do grupo (C. barbarabrownae e C. melanochir) e, principalmente, análises moleculares incluindo mais táxons de Callicebus são necessárias para compreender as relações filogenéticas entre as formas do grupo personatus, e deste com os demais grupos do gênero (Printes et al. 2013).

Callicebus nigrifrons é endêmico ao Brasil, está presente nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, onde é residente e nativo (Veiga et al. 2008, Printes et al. 2013). Ocorre em uma área relativamente ampla no sudeste do Brasil e possui a maior distribuição das espécies do grupo personatus (van Roosmalen et al. 2002). Essa distribuição inclui a metade norte do estado de São Paulo, até a margem direita do rio Tietê, a região sul e central de Minas Gerais, ocupando ambas as margens do alto rio São Francisco, em Minas Gerais, o Rio de Janeiro, e extremo sul do Espírito Santo. A oeste, sua distribuição estende-se até os rios Paraná e Parnaíba, e a leste e nordeste, estende-se até as serras da Mantiqueira e Espinhaço, onde se encontra com a distribuição de C. personatus (Veiga et al. 2008, Printes et al. 2013). Os limites exatos entre essas duas espécies ainda não estão bem definidos, sendo necessários mais levantamentos para clarear esta questão (Printes et al. 2013).
Há indicações (inferências, suspeita) de que a distribuição atual do táxon está reduzida em relação à sua área de ocupação ou extensão de ocorrência histórica. A extensão de ocorrência da espécie foi calculada em 442.679,4 km² (valor do MPC) durante a oficina para avaliação do estado de conservação dos primatas brasileiros, e infere-se que sua área de ocupação seja maior que 2.000 Km², principalmente com base na extensão de áreas florestadas em que ocorre em unidades de conservação de proteção integral.

O tamanho da população total remanescente de C. nigrifrons não é conhecido, mas estima-se, com base na extensão das áreas ocupadas pela espécie, especialmente aquelas cobertas por florestas dentro de unidades de conservação de proteção integral, que o número de indivíduos maduros deste táxon seja superior a 10.000.
Já foram obtidas as seguintes estimativas de tamanho de grupo para Callicebus nigrifrons: 2-3 ind./grupo (Torres de Assumpção 1983); 1-5 ind./grupo (Stallings & Robinson 1991); 2-6 ind./grupo (média+DP = 3+1,4) – RPPN Galheiro, MG (Neri 1997); 2-5 ind./grupo (Cäsar et al., no prelo).

Informações sobre abundância populacional: 7-10 ind./km2 (Torres de Assumpção 1983); 1,6-4,3 ind/10km (Stallings & Robinson 1991); 80-100 ind/km2, em fragmento de 50ha (Soares 2006); 1,08 grupos/10km – Juiz de Fora, MG (Barros 2008); 3,5 ind./km² – Faz. São José, SP (Bernardo & Galetti 2004); 23,9 ind./km² – Parque Mun. de Pouso Alegre, MG (Costa et al. 2009); 4,51 ind./km² – Viçosa, MG (Santana et al. 2008).

Tendência populacional: Em declínio, devido, principalmente, à perda e fragmentação de habitats ao longo de sua extensão de ocorrência.

Callicebus nigrifrons habita áreas de Mata Atlântica e de transição com o Cerrado, ocupando tanto áreas conservadas quanto florestas com distúrbios antropogênicos e em regeneração (Veiga et al. 2008). A dieta desta espécie é composta predominantemente por frutos (46-64%), complementada por folhas (5-33%), flores (11-24%) e presas (3-10%) (Souza et al. 1996, Neri 1997). Um estudo identificou que a quase a metade (47%) do tempo de atividade é gasto em forrageio e alimentação, e 21% em descanso (Franco 2006).
Já foram obtidas as seguintes estimativas para área de vida de C. nigrifrons: 21 a 38 ha, em estudo sobre 4 grupos (Torres de Assumpção 1983); 48 ha em um grupo translocado (Neri 1997). Neri (1997) calculou o percurso diário da espécie em 740-2.697 m, sendo este valor superior a outros obtidos para o grupo personatus provavelmente por tratar-se de um grupo translocado.

As principais ameaças identificadas para o táxon foram: agricultura, pecuária, expansão urbana, desmatamento, desconexão de hábitat, redução de hábitat, monocultura de eucalipto, queimadas e incêndios florestais. Estas ameaças ocasionam, principalmente, a perda e fragmentação de habitats, além da maior exposição das populações isoladas a outros impactos, como riscos genéticos e demográficos, inferindo-se que venham gerando um declínio populacional desta espécie, inclusive com extinções locais. A pressão de caça sobre C. nigrifrons é provavelmente menor do que sobre outras espécies, inclusive de primatas, devido ao seu pequeno tamanho corporal. A apanha para domesticação tampouco parece representar uma grande ameaça para espécie
A espécie está listada no Apêndice II da CITES.

Há mais de 300 unidades de conservação (UC) dos diversos níveis – federal, estadual e municipal – ao longo da extensão de ocorrência da espécie, sendo praticamente a metade destas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). Entretanto, sua ocorrência só foi confirmada nas seguintes áreas:
Minas Gerais: A maioria das unidades de conservação do sudeste e sul de Minas Gerais apresenta populações da espécie, como, por exemplo, o PE do Rio Doce (35.974ha) (Stallings & Robinson 1991, IEF 1994), PE Serra do Brigadeiro (14.984ha) (Consenza & Melo 1998, Barbosa et al. 2007), ESEC Tripuí (Magalhães & Carvalho 2004), PE Ibitipoca (1.488ha) (Nogueira et al. 2007), APA Sul (170.000ha) (Veiga et al. 2008), RPPN Santuário do Caraça (11.233ha) (Cäsar et al. 2008), PARNA Serra da Canastra (197.811ha) (Jerusalinsky et al. 2006), PARNA Serra do Gandarela (31.270 ha), RPPN Mata do Sossego (133,74ha) (F.R. Melo, observação pessoal), APA Serra da Mantiqueira (431.283 ha) (Machado et al. 2011).
Rio de Janeiro e Minas Gerais: PARNA Itatiaia (28.084,10ha) (Garcia 2005, Loretto & Rajão 2005).
Espírito Santo e Minas Gerais: PARNA Caparaó (31.762,93ha) (Moraes & Melo 2007).
São Paulo: PE Cantareira (7.900ha) (Veiga et al. 2008), APA Serra do Japi (2.071ha) (Caselli & Setz 2011).



Uma série de investigações sobre a espécie, especialmente sobre aspectos ecológicos e comportamentais, vêm sendo realizando pelos grupos de pesquisa liderados pelo Dr. Robert Young (PUC/MG) – p.ex. Cäsar et al. (2008) – e pela Dra. Eleonore Setz (UNICAMP) – p.ex. Caselli & Setz (2011). Jerusalinsky e colaboradores (2012) vêm realizando modelagens de distribuição potencial para contribuir com a definição dos limites de distribuição da espécie.



Barbosa, E.F.; Dias, L.G.; Moreira, L.S. & Melo, F.R. 2007. Influência do Muriqui-do-Norte, Brachyteles hypoxanthus (Primates, Atelidae) no Comportamento de Outros Animais no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro. P. 6. In: XII Congresso Brasileiro de Primatologia. Anais do ... Sociedade Brasileira de Primatologia.

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Citação:
Melo, F.R.; Quadros,S.; Jerusalinsky, L. 2015. Avaliação do Risco de Extinção de de Callicebus nigrifrons (Spix, 1823) no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7310-mamiferos-callicebus-nigrifrons-guigo.html

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação de Primatas Brasileiros.
Data de realização: 30 de julho a 03 de agosto de 2012.
Local: Iperó, SP.

Avaliadores:
Alcides Pissinatti, Amely B. Martins, André C. Alonso, André de A. Cunha, André Hirsch, André L. Ravetta, Anthony B. Rylands, Armando M. Calouro, Carlos E. Guidorizzi, Christoph Knogge, Fabiano R. de Melo, Fábio Röhe, Fernanda P. Paim, Fernando de C. Passos, Gabriela Ludwig, Gustavo R. Canale, Ítalo Mourthé, Jean P. Boubli, Jessica W. Lynch Alfaro, João M. D. Miranda, José Rímoli, Júlio C. Bicca-Marques, Leandro Jerusalinsky, Leandro S. Moreira, Leonardo G. Neves, Leonardo de C. Oliveira, Líliam P. Pinto, Liza M. Veiga, Maria Adélia B. de Oliveira, Marcos de S. Fialho, Mariluce R. Messias, Mônica M. Valença-Montenegro, Rosana J. Subirá, Renata B. Azevedo, Rodrigo C. Printes, Waldney P. Martins e Wilson R. Spironello.

Colaboradores:
Amely B. Martins (Ponto Focal), André C. Alonso (Apoio), Bruna M. Bezerra, Camila C. Muniz (Apoio), Carlos E. Guidorizzi (Facilitador), Emanuella F. Moura (Apoio), Fabiano R. de Melo (Coordenador de táxon), Gerson Buss (Apoio), Jean P. Boubli, Liza M. Veiga (Coordenador de táxon), Marcos de S. Fialho (Coordenador de táxon), Rosana J. Subirá (Facilitadora), Taissa Régis (Apoio) e Werner L. F. Gonçalves (Apoio).

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