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Mamíferos - Pteronura brasiliensis (Gmelin, 1788) - Ariranha

Classificação Taxonômica
Grupo
Classe:
Ordem:
Família:
Espécie:
Nome Vulgar:
Mamíferos
Mammalia
Carnivora
Mustelidae
Pteronura brasiliensis (Gmelin, 1788)
Ariranha
Categoria de Ameaça
Categoria Validada:
Critério Validado:
Presença Lista Anterior:
VU
A3cd
IN MMA 003/2003
Justificativa
Ariranhas, Pteronura brasiliensis, são sociais, vivendo em grupos monogâmicos sob cooperação reprodutiva, o que restringe o tamanho populacional efetivo da espécie aos casais dominantes. Indivíduos tornam-se maduros a partir de dois anos de vida, sendo que fêmeas na natureza reproduzem até os 11 anos de idade aproximadamente e os machos podem reproduzir até os 15. Dessa forma, estima-se que o ciclo de três gerações da espécie represente um período aproximado de 20 anos. A espécie, que ocorria nos biomas Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Amazônia, sofreu uma drástica redução populacional no passado devido principalmente à caça. Atualmente, há registros isolados no Cerrado e possivelmente na Mata Atlântica, no estado do Paraná, sendo que populações viáveis da espécie estão limitadas à Bacia Amazônica e ao Pantanal. Essas áreas, no entanto, serão diretamente impactadas pela destruição e fragmentação de áreas naturais, bem como pela construção de hidrelétricas de pequeno e grande porte em grande quantidade e num futuro próximo (prazo menor que 20 anos, ou três gerações da espécie), ocasionando uma representativa perda de habitat e provável alteração na comunidade de peixes, que são seu principal recurso alimentar. Perdas populacionais também ocorrem devido a conflitos com pescadores e interferência da espécie na aquicultura. Desta forma, considera-se que a espécie sofrerá uma redução populacional de pelo menos 30% nos próximos 20 anos, o que justifica sua categorização como Vulnerável (VU), segundo o critério A3cd. A fim de analisar a situação da espécie ao longo de sua área de distribuição, foi realizada uma avaliação por bioma. As informações utilizadas nas avaliações de cada bioma forneceram subsídios para a avaliação nacional (RODRIGUES; LEUCHTENBERGER; SILVA; 2013). Para maiores informações sobre a avaliação da espécie acesse aqui http://www.icmbio.gov.br/revistaeletronica/index.php/BioBR/issue/view/28/showToc
Especialistas
Livia de Almeida Rodrigues – CENAP/ICMBio,
Caroline Leuchtenberger - INPA,
Vania Carolina Fonseca da Silva - Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá
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