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Mamíferos - Brachyteles arachnoides - Muriqui-do-sul

Avaliação do Risco de Extinção de Brachyteles arachnoides (E. Geoffroy, 1806) no Brasil

Mauricio Talebi1, Leandro Jerusalinsky2, Milene Martins3, Bianca Ingberman4, Daniel Ferraz5

 

1Universidade Federal de São Paulo, Campus Diadema, & Associação Pró-Muriqui. <talebi@unifesp.br>2Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros - CPB, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio. <leandro.jerusalinsky@icmbio.gov.br>3Universidade de Santo Amaro (UNISA). < milenemartins@terra.com.br>4Instituto de Pesquisas Cananéia. < ing.bi79@gmail.com>5Universidade do Estado de Minas Gerais / Centro de Estudos Ecológicos e Educação Ambiental. < ferrazds@yahoo.com.br>

 Brachyteles arachnoides Maurício Talebi Banco de Imagens CPB ICMBio 5 Brachyteles arachnoides OK LJ

Ordem: PrimatesFamília: AtelidaeNomes comuns por região/língua:Português – Muriqui-do-sul, Mono, Mono-carvoeiro, Buriqui, Buriquim, Mariquina, MuriquinaInglês – Southern Muriqui, Woolly Spider MonkeyOutros – Mono Carvoeiro, Mono Grande, MurikiSinonímia/s:  1806 Ateles arachnoides E. Geoffroy. Brasil; restrito por Vieira (1944) ao Rio de Janeiro.1823 Brachyteles macrotarsus Spix, 1923. Sem localidade.1829 Eriodes tuberifer I. Geoffroy. Sem localidade.1876 Ateles eriodes Brehm. Substituição para arachnoides

 

Notas taxonômicas: Em seu trabalho clássico, Aguirre (1971) tratou Brachyteles como tendo um único táxon infragenérico, apesar de Vieira (1944) ter indicado a existência de duas subespécies para o gênero. Novas evidências indicaram que a proposta de dois táxons para Brachyteles seria válida, mas que a diferenciação entre eles poderia justificar a classificação dessas duas formas como espécies plenas (Lemos de Sá et al. 1990, Fonseca et al. 1991, Coimbra-Filho et al. 1993, Lemos de Sá & Glander 1993). Strier & Fonseca (1997) revalidaram a proposta de duas subespécies para o gênero. Já Rylands et al. (2000) listaram os dois táxons de muriquis como espécies plenas, mesmo tratamento dado por Groves (2001, 2005). Essa classificação, considerando B. arachnoides e B. hypoxanthus como espécies distintas, tem sido a mais aceita atualmente, sendo seguida por Rylands (2012) e por Mittermeier et al. (2013), e é a utilizada no presente documento.Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Em Perigo (EN).Justificativa: Brachyteles arachnoides é uma espécie endêmica à Mata Atlântica distribuída nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná (em sua região nordeste). O táxon apresenta-se em declínio populacional ligado principalmente à caça, desconexão e degradação da qualidade de habitat e/ou fragmentação parcial ou completa de seu hábitat devido principalmente à expansão das matrizes agrícola, pecuária e rodoviária, especialmente no Estado de São Paulo. Além disso, a população mínima, estimada em 1300 indivíduos, não ultrapassa 500 indivíduos maduros e estes parâmetros demográficos potencializam os efeitos do declínio populacional inferido. Dessa forma, esta espécie foi classificada como Em Perigo (EN).Histórico das avaliações nacionais anteriores: Em Perigo (EN)Avaliações em outras escalas:Avaliação Global (IUCN): Em Perigo (EN)Avaliação Estadual: RJ - Criticamente em perigo (CR); SP - Em Perigo (EN); PR - Criticamente em perigo (CR)

História de vida

Maturidade sexual (anos)
Fêmea 5 (Talebi et al. 2011)
Macho 5 (Talebi et al. 2011).
Peso Adulto (g)
Fêmea 9400 (Talebi et al. 2011).
Macho 12100 (Talebi et al. 2011).
Comprimento Adulto (mm)
Fêmea Cabeça-corpo: 240-475 (Wright 1981).
Macho Cabeça-corpo: 240-475 (Wright 1981).
Tempo geracional (anos) 20 (IUCN/SSC 2007).
Sistema de acasalamento Poligâmico (Coles 2009, Talebi et al. 2011, Coles et al. 2012).
Intervalo entre nascimentos 3 anos (Talebi et al. 2011) (para o gênero)
Tempo de gestação (meses) 7,2 (Strier & Ziegler 1997 citado em Talebi et al. 2011) (para o gênero).
Tamanho da prole 1 - 2 (Talebi 2005, Guedes et al. 2008 citado em Talebi et al. 2011, Coles et al. 2012).
Longevidade 32 anos (Bronikowski et al. 2011)
Características genéticas
Cariótipo: 2N = 34 (Rosenberger & Strier 1989).Informações sobre variabilidade genética do táxon (padrões filogeográficos e relações filogenéticas)

O táxon é endêmico ao Bioma Mata Atlântica do Brasil e restrito a sua porção Sudeste e especificamente aos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná (Talebi et al. 2011).O muriqui-do-sul tem populações distribuídas do sul do estado do Rio de Janeiro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina, e norte do estado de São Paulo, na Serra da Mantiqueira (município de Pindamonhangaba), até o nordeste do estado do Paraná, no município de Castro; uma população ainda é encontrada no interior paulista, em sua região central, constituindo o limite oeste de sua distribuição, no município de Anhembi, na Fazenda Barreiro Rico (Talebi & Soares 2005, Talebi et al. 2011). Os limites norte da distribuição de B. arachnoides são a Serra da Mantiqueira na divisa de São Paulo e Minas Gerais e o rio Paraíba do Sul no norte do estado do Rio de Janeiro. A fim de identificar a ocorrência de novas populações no estado de São Paulo, M. Talebi e Associação Pró-Murqui (comunicação pessoal) efetuaram, entre 2012 e 2014, entrevistas em comunidades locais e consultas com técnicos e gestores públicos e privados, a fim de efetuar a amostragem de campo de novas áreas e populações. No estado do Paraná, somente um grupo de muriquis-do-sul tem sua ocorrência confirmada. A ocorrência de outras populações foi relatada por Martuscelli et al. (1994), Koehler et al. (2005) e entrevistas informais realizadas por Ingberman e Kaminsky em 2009 (B. Ingberman, dados não publicados).Apesar de seu grande tamanho corporal e vocalizações singulares de longo alcance, a maioria das escassas populações remanescentes de muriquis-do-sul habitam florestas ombrófila densa ou ombrófila mista de topografia acidentada composta por mares de morros e/ou escarpas de difícil acesso, resultando em grande dificuldade de registros, raramente ocasionais (Talebi 2005, Talebi et al. 2011).Levando-se em consideração que até o presente momento foram encontradas evidências de populações remanescentes localizadas apenas ao redor de 15 regiões distribuídas nos estados de ocorrência (PR, SP, RJ) (Talebi et al. 2011), pode-se afirmar que a distribuição atual do táxon está reduzida em área de ocupação e em extensão de ocorrência histórica (Talebi et al. 2011). A extensão de ocorrência da espécie é conhecida em 100.000 km² (Talebi et al. 2011) e trabalhos em andamento revelarão se a área de ocupação atual ultrapassa os 2.000 Km² em extensão.

O tamanho mínimo da população total remanescente está estimado em cerca de 1.300 indivíduos (Melo & Dias 2005) e sabe-se que número de indivíduos maduros deste táxon é inferior a 500. Brachyteles arachnoides organiza-se socialmente no sistema fissão-fusão. O tamanho dos grupos varia de acordo com a característica do ambiente e em ambientes fragmentados pode ocorrer um aumento de densidade relativa, com tamanho médio de grupo variando de 10 - 20 ind./grupo (Auricchio & Silva 2000, Silva et al. 2002). Em ambientes com mínimo grau de perturbação antrópica, característica típica das grandes extensões florestais como o Parque Estadual Carlos Botelho-SP, o tamanho médio de grupo é inferior a 04 (quatro indivíduos) (Coles et al. 2008, Coles et al. 2012), enquanto o número máximo de indivíduos atinja até quatro ou cinco dezenas de indivíduos para alguns períodos do ano (Coles et al. 2008, Coles et al. 2012).
 
Informações sobre abundância populacional: 7,3 ind/ km², população estimada entre 500 e 800 indivíduos, PE Carlos Botelho, São Paulo (Pacagnella 1991, Mittermeier et al. 1982); de 19,9 a 35,1 ind/ km2, população estimada em 600 indivíduos na Fazenda Barreiro Rico (Martins 2005).Tendência populacional: Em declínio, com extinção local recente confirmada para diversas localidades paulistas.

Brachyteles arachnoides é típico da Floresta Ombrófila Densa em todas suas formações, Baixo-montana, Montana e Alto-montana, embora existam também alguns registros da espécie em Floresta Estacional Semidecídua, Floresta Ombrófila Mista (Mata com Araucária), e zonas de transição (Cunha et al. 2009). Estudos biogeográficos baseados em espécimes de museu - e com pequeno tamanho de amostra - sugeriram que muriquis não habitam florestas em altitudes próximas ao nível do mar (Grelle 2000), entretanto existem relatos confiáveis da ocorrência de observações de animais em natureza em altitudes inferiores a 200 metros de altitude (Aguirre 1971) e ao nível do mar ao longo de toda a costa do estado de São Paulo (M. Talebi, dados não publicados). Como limite superior de altitude, há avistamentos em florestas acima de 1.200 metros na Serra da Mantiqueira, São Paulo (Oliveira & Manzatti 1996, Talebi & Soares 2005). O táxon não é restrito a hábitats primários e apresenta certa tolerância a modificações/perturbações no ambiente (Talebi 2005), entretanto, há maior número de registros e preferência para áreas de hábitat primário. Muriquis-do-Sul atuam como agentes dispersores de sementes de árvores e lianas (Martins 2006).A área de vida do táxon é estimada em 1500 ha para um grupo de 48 indivíduos (Talebi 2005, Coles et al. 2008, Coles et al. 2012) em grandes extensões florestais no PE Carlos Botelho, Serra de Paranapiacaba-SP, 1.200 ha para um grupo de 40 indivíduos na Fazenda São Sebastião, Serra da Mantiqueira-SP (Talebi & Soares 2005) e em 128,65 ha para um grupo de 24 indivíduos na Fazenda Lagoa Alegre, Castro, PR (Pereira 2006).

O histórico desflorestamento da Mata Atlântica ao longo da distribuição geográfica da espécie para conversão em áreas produtivas, especialmente para pecuária e agricultura, ocasionou uma drástica perda de hábitat e a severa fragmentação de suas populações. Associado a isso, há uma contínua desconexão e degradação da qualidade de habitat e/ou fragmentação parcial ou completa de seu hábitat, devido principalmente à expansão das matrizes agrícola, pecuária e rodoviária, especialmente no Estado de São Paulo. Esta espécie também sofre uma forte pressão de caça - cultural e esportiva -, recorrentemente associada de forma direta com a extração ilegal de palmito (palmeira) juçara (Euterpe edulis) ao longo dos remanescentes florestais paulista. O ecoturismo desordenado é outro fator de impacto sobre as populações de muriquis. Em São Francisco Xavier (SP), por exemplo, onde o ecoturismo é intensamente praticado, alguns remanescentes de floresta estão completamente acessíveis sem nenhum tipo de restrição e/ou orientação para uso.

Ações de conservação existentes e necessárias:Segundo Talebi et al. (2011, p.36) e M. Talebi (dados não publicados) as principais áreas para conservação in situ da espécie são: i) Parque Estadual Carlos Botelho-São Miguel Arcanjo-SP e reservas particulares de seu entorno, como as RPPN EcoParque Muriqui, RPPN Parque Taquaral e RPPN Rio das Pedras, Capão Bonito-SP; ii) Parque Estadual Serra do Mar, principalmente desde Mogi das Cruzes e Bertioga até o norte do Estado, região de Cunha, Pissinguaba e Caraguatatuba; iii) Fazenda São Sebastião do Ribeirão Grande, Pindamonhangaba-SP; iv) Região da Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro; v) Parque Nacional da Bocaina, Reserva Ecológica da Juatinga, e o Parque Estadual do Cunhambebe no sul do Estado do Rio de Janeiro; vi) Parque Estadual do Desengano;Há vários anos, vêm sendo empenhados esforços para traçar e implementar estratégias para a conservação da espécie e para congregar os principais atores envolvidos nesses esforços. Dentro disso, destaca-se:● Em 1998, foi realizada uma Avaliação da Viabilidade das Populações e Hábitats (PHVA), coordenada pelo CBSG/IUCN, elencando estratégias para a conservação da espécie (Rylands et al. 1998);● Entre 2001 e 2007, a espécie esteve enfocada por um Comitê Internacional para Conservação e Manejo, inicialmente para muriquis, e depois para os Atelídeos da Mata Atlântica (Brasil/ IBAMA 2003, 2005, Oliveira et al. 2005);● Entre 2005 e 2010 foi elaborado o Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Muriquis (Jerusalinsky et al. 2011, Brasil/ICMBio 2010a), por meio do qual foram pactuadas as estratégias para a conservação da espécie. Essas estratégias foram complementadas com as constantes no Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Mamíferos da Mata Atlântica Central (Brasil/ICMBio 2010b). Esses Planos de Ação contam com Grupos de Assessoramento Técnico, compostos por profissionais de diversas instituições, incluindo especialistas na espécie, que acompanham sua implementação (Brasil/ ICMBio 2014a, 2014b).● Recentemente foi criada a Comissão Permanente de Proteção dos Primatas Paulistas (Comissão Pró-Primatas), pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Resolução Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo nº 71, de 03 de setembro de 2014, DOE de 04-09-2014 seção i pág 61), com o objetivo de formular as estratégias para a conservação dos primatas ameaçados de extinção naquele Estado, inclusive muriquis.

Algumas das prioridades para a conservação da espécie são:● Geração de normativas públicas (federais, estaduais ou municipais) específicas para ações de conservação e manejo de populações remanescentes de Brachyteles arachnoides ao longo de sua área de ocorrência;● Maior direcionamento de recursos públicos para ações voltadas à conservação e pesquisa;● Manutenção das Áreas de Preservação Permanente, como encostas, topos de morros, beiras de rios e outros corpos d’água. Essas áreas podem aumentar a permeabilidade da matriz na paisagem antropizada, propiciando habitat e incremento da conectividade de habitats e populações;● Em Unidades de Conservação Federal com ocorrência da espécie e intensa visitação, recomenda-se o monitoramento sobre possíveis impactos negativos no comportamento e área de ocupação dos grupos de muriquis residentes (Cunha 2010);● Proteção dos habitats, e aumento de áreas protegidas e Unidades de Conservação;O Programa de Educação Ambiental “Salve com Abraço”, utilizou o muriqui-do-sul como espécie bandeira para a conservação do Sítio do Patrimônio da Humanidade no Continuum Ecológico de Paranapiacaba (UNESCO 1999) desenvolvido por meio de Cooperação Técnica entre a Associação Pró-Muriqui e Instituto Supereco (2011-2013).Com relação ao ordenamento do ecoturismo em áreas de ocorrência de muriquis, algumas iniciativas estão sendo adotadas, como, por exemplo, na APA São Francisco Xavier (gerida pela Fundação Florestal do Estado de São Paulo). Recentemente o Conselho Gestor dessa unidade de conservação estabeleceu um grupo de trabalho específico para tratar de estratégicas de conservação de muriquis na região, inclusive visando normatizar o acesso à área.

São Paulo: Estação Ecológica Xitué (3.095 ha), Estação Ecológica de Juréia-Itatins (79.240 ha) (Mittermeier et al. 1987), Estação Ecológica Barreiro Rico (1.200 ha) Parque Estadual Carlos Botelho (37.644 ha) (Aguirre 1971, Mittermeier et al. 1987, Auricchio 1997, Nakai et al. 2005, Talebi & Soares 2005), Parque Estadual Intervales (41.987,81 ha) (Aguirre 1971, Paccagnella 1991, Petroni 1993, 2000), Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (35.884,28 ha) (Aguirre 1971, Mittermeier et al. 1987, Martuscelli et al. 1994), Parque Estadual da Serra do Mar (315.390,69 ha) (Mittermeier et al. 1987, Vaz 1998, Martuscelli et al. 1994, Auricchio & Silva 2000), Área de Proteção Ambiental Estadual de São Francisco Xavier (11.559 ha) (Antonietto & Mendes 1994, Silva 1999), Parque Estadual Jacupiranga (150.000 ha) (Mittermeier et al. 1987, Martuscelli et al. 1994), Parque Estadual Jurupará (26.250,47 ha), Área de Proteção Ambiental Mananciais do Rio Paraíba do Sul (292.597,1200 ha) (Silva et al. 2002), Parque Estadual da Serra do Mar - Núcleo Cunha-Indaiá (315.390,69 ha) (Mittermeier et al. 1987).Rio de Janeiro: Parque Nacional da Serra dos Órgãos (20.020,54 ha) (Aguirre 1971, Mittermeier et al. 1987, Garcia 2005, Cunha et al. 2009), Parque Estadual Três Picos (58.790 ha), Reserva Ecológica Guapiaçu (10.000 ha), Parque Estadual do Desengano (21.403,14 ha) (Aguirre 1971, Mittermeier et al. 1987, Cunha et al. 2009), Área de Proteção Ambiental do Cairuçú (32.610,46 ha) (Martuscelli et al. 1994, Garcia 2005, Cunha et al. 2009).São Paulo e Rio de Janeiro: Parque Nacional da Serra da Bocaina (104.044,89 ha) (Aguirre 1971, Mittermeier et al. 1987, Martuscelli et al. 1994)Paraná: não há registros atuais em unidades de conservação.São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais: Área de Proteção Ambiental Serra da Mantiqueira (421.804,46 ha) (Silva et al. 2002).

 

Talebi et al. (2011, p.36) descreveram, no Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Muriquis, as seguintes pesquisas existentes para conservação da espécie:● Estudos de Longo Prazo: Parque Estadual Carlos Botelho, São Miguel Arcanjo, SP – o mais longo projeto sistemático de longo prazo com a espécie muriqui-do-sul. Dois grupos estão sob observação sistemática e ininterrupta desde 1986 (ver: Talebi 1994, 1996, 2002, 2005, 2013; Talebi & Lee 2010; Talebi et al. 2009; Constantino et al. 2012; Lucas et al. 2012). Para a distribuição espacial e temporal de estudos pretéritos descontinuados em outras localidades do estado de São Paulo, ver Talebi & Soares (2005) e Talebi (2008).● Levantamento e mapeamento de populações (Surveys): Parque Estadual Carlos Botelho, SP – 1985 (Pacagnella 1991), 2009-2010 (Associação Pró-Muriqui), 2013-2015 (Associação Pró-Muriqui), 2014, Landis & Talebi (2014), região norte do Parque Estadual Carlos Botelho, Continuum, Ecológico de Paranapiacaba, SP – 2001 (González-Solis et al. 2001), Fazenda Barreiro Rico, SP – 2005 (Martins 2005), no Estado de São Paulo, SP – 2006-2007, 2012-2015 (Associação Pró-Muriqui), no Estado do Rio de Janeiro, RJ – 2005-2006 (Cunha et al. 2009), Parque Nacional Serra dos Órgãos, RJ – (Instituto Eco Atlântica – Breves 2010).

Adicionalmente, o setor corporativo tem fomentado no estado de São Paulo as únicas iniciativas existentes de monitoramento de populações selvagens em execução pela Associação Pró-Muriqui, incluindo uma delas já em caráter de longo prazo: Fazenda São Sebastião, 1.200 hectares, Fibria Papel e Celulose, Pindamonhangaba-SP, desde 2006; Fazenda São Miguel, 2.100 hectares, São Miguel Arcanjo-SP, Klabin Papel e Celulose, desde 2012 e Reserva Legado das Águas, 31.000 hectares, Votorantim Indústria, Miracatu-SP, desde 2013.No estado do Paraná, foram realizadas pesquisas de 2002 a 2005 com a população da Fazenda João Paulo II (Koehler et al. 2002, 2005, Pereira 2006). Atualmente, está sendo realizado o levantamento e mapeamento de novas populações remanescentes, coordenado pelo Instituto de Pesquisas Cananéia - IPeC em parceria com a SPVS - Sociedade de Pesquisa da Vida Selvagem e Educação Ambiental (B. Ingberman, dados não publicados). Além disso, está em andamento um projeto para prospectar a presença e ausência dessas populações e a estrutura e composição da única população confirmada para o estado, coordenado pela Associação Pró-Muriqui.

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Citação:Talebi, M.; Jerusalinsky, L.; Martins,M.; Ingberman, B.; Ferraz,D. 2015. Avaliação do Risco de Extinção de Brachyteles arachnoides (E. Geoffroy, 1806) no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/lista-de-especies/7172-mamiferos-brachyteles-arachnoides-muriqui-do-sul.html

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação de Primatas Brasileiros. Data de realização: 30 de julho a 03 de agosto de 2012. Local: Iperó, SP.Avaliadores:Alcides Pissinatti, Amely B. Martins, André C. Alonso, André de A. Cunha, André Hirsch, André L. Ravetta, Anthony B. Rylands, Armando M. Calouro, Carlos E. Guidorizzi, Christoph Knogge, Fabiano R. de Melo, Fábio Röhe, Fernanda P. Paim, Fernando de C. Passos, Gabriela Ludwig, Gustavo R. Canale, Ítalo Mourthé, Jean P. Boubli, Jessica W. Lynch Alfaro, João M. D. Miranda, José Rímoli, Júlio C. Bicca-Marques, Leandro Jerusalinsky, Leandro S. Moreira, Leonardo G. Neves, Leonardo de C. Oliveira, Líliam P. Pinto, Liza M. Veiga, Maria Adélia B. de Oliveira, Marcos de S. Fialho, Mariluce R. Messias, Mônica M. Valença-Montenegro, Rosana J. Subirá, Renata B. Azevedo, Rodrigo C. Printes, Waldney P. Martins e Wilson R. Spironello.Colaboradores:Amely B. Martins (Ponto Focal), André C. Alonso (Apoio), Camila C. Muniz (Apoio), Emanuella F. Moura (Apoio), Gabriela Ludwig (Apoio), Fabiano R. de Melo (Coordenador de táxon), Fernanda Pedreira Tabacow, Gerson Buss (Apoio), Jean P. Boubli, Liza M. Veiga (Coordenadora de táxon), Marcos de S. Fialho (Coordenador de táxon), Maurício C. dos Santos (Apoio), Roberta Santos (Facilitadora), Taissa Régis (Apoio) e Werner L. F. Gonçalves (Apoio).

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