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Mamíferos - Saguinus bicolor - Sauim de coleira

Avaliação do Risco de Extinção de Saguinus bicolor (Spix, 1823) no Brasil

Marcelo Derzi Vidal1, Marcelo Gordo2 & Fábio Röhe3

1Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sócio-biodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais - CNPT/ICMBio. <marcelo.derzi.vidal@gmail.com>2Departamento de Biologia, Universidade Federal do Amazonas – UFAM. <projetosauim@gmail.com>3Wildlife Conservation Society - WCS, Manaus, Amazonas, Brasil. <fabiorohe@gmail.com> 

 Saguinus bicolor Robson Czaban CPB1 Saguinus bicolor

Ordem: Primates
Família: CallitrichidaeNomes comuns por região/língua:
Português
– sauim-de-coleira, sauim-de-Manaus, sagui-de-duas-cores, sagui-de-cara-nua.
Inglês – Brazilian Bare-faced Tamarin, Pied Bare-faced Tamarin, Pied Bare-face Tamarin, Pied Tamarin.Sinonímia/s: Saguinus bicolor bicolor Spix, 1923.Notas taxonômicas: 
Hershkovitz (1977) listou três subespécies de S. bicolor: S. b. bicolor, S. b. ochraceus e S. b. martinsi. Groves (2001, 2005) e Rylands et al. (1993, 2000) reconheceram as formas ochraceus e martinsi como subespécies de S. martinsi, elencando a forma bicolor como espécie plena e monotípica. Aqui está sendo seguida a taxonomia proposta por Rylands (2012).Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Criticamente em Perigo (CR) - A4ace.Justificativa: 
Saguinus bicolor possui distribuição restrita, compreendida entre os rios Cuieras e Urubu, no estado do Amazonas. Devido ao efeito do desmatamento, competição com Saguinus midas e expansão urbana, tendo uma perda mínima de hábitat de 80%, estima-se uma redução de pelo menos 80% da população em três gerações desde 1997. Portanto, sendo categorizada como Criticamente Em Perigo (CR) sob os critérios de A4ace.Histórico das avaliações nacionais anteriores: Criticamente em Perigo (CR) - A2ace.Avaliações em outras escalas:
Avaliação Global (IUCN): Em Perigo (EN) - A2c

História de vida

Maturidade sexual (anos)
Fêmea Entre 2 e 3 anos (Gordo 2012).
Macho Entre 2 e 3 anos (Gordo 2012).
Peso Adulto (g)
Fêmea Entre 450 e 600 gramas (Gordo 2012).
Macho 428 (n=4) (Smith & Jungers 1997), entre 440 e 600 gramas (Gordo 2012).
Comprimento Adulto (mm)
Fêmea Cabeça-corpo: 208-283, cauda: 335-420 (Gregorin & Tahara 2008).
Macho Cabeça-corpo: 208-283, cauda: 335-420 (Gregorin & Tahara 2008).
Tempo geracional (anos)
6 (IUCN/SSC 2007)
Sistema de acasalamento Poligâmico (Gordo, 2012).
Intervalo entre nascimentos Desconhecido.
Tempo de gestação (meses)
5,3 (Lottker et al. 2004).
Tamanho da prole A fêmea reprodutiva e dominante pode dar à luz um ou dois filhotes (gêmeos), até duas vezes por ano, média de 1,7 (SD = ± 0,42) (Gordo 2012). No entanto, há registros de nascimentos com três filhotes em cativeiro (Baker et al. 2009).
Longevidade 20 anos em cativeiro (Baker et al. 2009), 10-12 anos na natureza (Gordo 2012).
Características genéticas
Cariótipo: 2n = 46 cromossomos (Peixoto & Pedreira 1982).
Informações sobre variabilidade genética do táxon (padrões filogeográficos e relações filogenéticas): A maioria dos trabalhos que analisou as relações filogenéticas no gênero Saguinus, considerando dados moleculares, coloca S. bicolor como espécie irmã dos outros sauins de cara-nua, S. m. martinsi e S. m. ochraceus, sendo que S. midas e S. niger formam o grupo irmão dos sauins de cara-nua (Cropp et al. 1999; Araripe et al. 2008).


Saguinus bicolor é endêmico ao Brasil, ocorrendo no estado do Amazonas, onde é residente e nativo (Röhe 2006, Mittermeier et al. 2008).
O sauim-de-coleira apresenta distribuição geográfica restrita a parte dos municípios de Manaus, Rio Preto da Eva e Itacoatiara, cobrindo cerca de 7.500km2 (Röhe 2006, Brasil/ICMBio 2011b). Atualmente, acredita-se que o limite de sua distribuição na direção leste seja a margem direita do rio Urubu (Röhe 2006); a oeste, está presente até as margens esquerdas dos rios Negro e Cuieiras (Röhe 2006, Gordo 2008); ao sul, seu limite de distribuição são os rios Negro e Amazonas (Röhe 2006, Gordo 2008); e, ao norte, assume-se como limite uma linha no sentido leste-oeste, passando pelas campinaranas na margem esquerda do rio Cuieras, pelo km 35 da BR-174 e pelos ramais Novo Milênio e ZF7, no município de Rio Preto da Eva (Röhe 2006, Gordo 2008).
É preciso uma maior amostragem e pesquisa na margem direita do rio Cuieiras, sobretudo na área de entroncamento com o rio Branquinho, já que, por meio de entrevistas a comunitários, M. Vidal (dados não publicados) obteve relatos da ocorrência da espécie na região, embora F. Rohe (dados não publicados) tenha encontrado apenas S. midas. Também é importante intensificar as amostragens na margem esquerda do rio Urubu, bem como faltam informações sobre densidades populacionais em importantes áreas como RDS Puranga Conquista e Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS).
O limite histórico da distribuição geográfica da espécie foi reduzido, já que, originalmente, o limite leste era a cidade de Itacoatiara, situada na margem esquerda do rio Uatumã (Hershkovitz 1977, Ayres et al. 1980, Ayres et al. 1982, Egler 1983) e o limite norte estendia-se por aproximadamente 50km do rio Amazonas, coincidindo, aproximadamente, com o limite sul de distribuição do sauim-de-mãos-douradas, Saguinus midas (Brasil/ICMBio 2011b). Existe a hipótese de haver competição entre S. bicolor e S. midas ao longo dos extremos norte, nordeste e leste da distribuição geográfica, em que S. midas estaria ampliando sua distribuição, excluindo S. bicolor (revisão em Röhe 2006). A extensão de ocorrência da espécie foi estimada em 7.500km² (Röhe 2006, Subirá 1998, Brasil/ICMBio 2011b), entretanto, sua área de ocupação é menor, mas a área exata é desconhecida.
O tamanho da população total remanescente é estimado em 46.500 indivíduos, a partir da extrapolação de dados oriundos da Reserva Florestal Adolfo Ducke (Gordo 2012). O número de indivíduos maduros deste táxon é superior a 20.000.
Os sauins formam grupos entre dois e 13 indivíduos, sendo mais comuns grupos entre quatro e sete (Subirá 1998, Vidal 2003, Vidal & Cintra 2006, Gordo 2012).
De acordo com as estimativas feitas por Röhe (2006) e Röhe et al. (2008), a espécie vem sofrendo uma perda de hábitat anual de quase 250km², tendo sido calculada uma perda por desmatamento de 200km², agravada pela perda para S. midas estimada em 44km². Infere-se, portanto, que no intervalo de três gerações (18 anos) ocorra uma redução de 4.392km² (= 244km² x 18 anos). A extensão de ocorrência da espécie foi estimada em 7.500km² (Röhe 2006, Subirá 1998, Brasil/ ICMBio 2011b), entretanto, acredita-se que esta perda de hábitat estimada tenha maior relação com a perda na área de ocupação (que certamente é menor que 7.500km2) e na qualidade do hábitat e, por isto, suspeita-se que a espécie venha sofrendo uma redução populacional de pelo menos 80%, considerando-se a redução de hábitat estimada aliada às outras ameaças identificadas para a espécie.Informações sobre abundância populacional: Densidades populacionais foram estimadas para as seguintes áreas: Fragmento florestal Souza Arnold - 57,14 ind/km² ou 9,52 grupos/km²; Fragmento florestal João Bosco - 62,5 ind/km² ou 7,81 grupos/km² e Centro de Instrução de Guerra na Selva - 1,85 ind/km² ou 0,37 grupos/km², cerca de 426 grupos ou 2.100 indivíduos (Subirá 1998); Reserva Florestal Adolfo Ducke - 5,6 ind/km² ou 1,00 gr/km2, cerca de 100 grupos ou 560 indivíduos (Rodrigues & Vidal 2011). De acordo com Gordo (2012), a densidade de indivíduos diminui quanto maior for o fragmento florestal, estimando para a Reserva Florestal Adolfo Ducke (100km²) 120 grupos e 620 indivíduos (1,2 gr/km² e 6,2 ind/km²) e no outro extremo o fragmento florestal Renato Souza Pinto (0,0309km²) com um grupo e cinco indivíduos (32 gr/gr/km² e 162 ind/km²).

Tendência populacional: Em declínio.

Saguinus bicolor habita florestas primárias, secundárias (capoeira), campinas e campinaranas em cotas altitudinais variando entre 40 e 150m de altitude (Vidal & Cintra 2006, Rodrigues & Vidal 2011, Gordo 2008, 2012). O táxon apresenta tolerância a modificações/perturbações no ambiente, ocupando áreas antropizadas, como pomares e plantações arbóreas e arbustivas adjacentes a florestas naturais (Gordo 2008, 2012), bem como fragmentos florestais em área urbana (Gordo et al. 2013).
A área de vida em fragmentos florestais urbanos de Manaus é bastante variável, tendo sido estimada entre oito e 65ha (Egler 1986, Vidal & Gordo 2001). Já na Reserva Florestal Adolfo Ducke, considerada área de mata primária, Gordo et al. (2008), acompanhando um grupo por meio de radiotelemetria, estimou uma área de vida de aproximadamente 110ha.
Por meio de Análises de Viabilidade Populacional, Ivan B. Campos e colaboradores (em prep.) e Gordo (2012) estimaram uma população mínima viável de 500 indivíduos.

As principais ameaças identificadas para o táxon foram: incêndios, assentamentos rurais, expansão urbana, predação por espécie doméstica (cães), desmatamento, desconexão de hábitat, redução de hábitat, poluição de ambientes e apanha. Fatores de impacto associados à rede viária, tais como atropelamentos e eletrocussão na rede de energia urbana (Gordo 2008, 2012, Gordo et al. 2013). Além disto, há perda de área de ocupação por expansão de Saguinus midas (Röhe 2006).
Existentes: Em 1998, foi estabelecido pelo IBAMA o Grupo de Trabalho (GT) para Conservação e Manejo do Saguinus bicolor, formado por diversas instituições e especialistas, com objetivo de traçar estratégias para pesquisa, manejo, e proteção do sauim-de-coleira, visando estabelecer uma população geneticamente sustentável (Portaria Nº 1.588/1998). Como parte das atividades desse GT, foi estabelecido um programa de reprodução em cativeiro, cujo mais recente Studbook (Baker et al. 2009) indica que a população cativa em instituições credenciadas era de 172 animais, sendo 74 machos adultos, 71 fêmeas adultas e 27 filhotes com sexo ainda desconhecido. Tal população é originária principalmente de duas colônias estabelecidas na década de 1980, uma no Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ-FEEMA) e a outra na Universidade de Bielefeld, Alemanha. Em 2004, esse GT foi transformado no Comitê Internacional para a Conservação e Manejo do Sauim-de-Coleira pela Portaria Nº 04-N/2004. Com a revisão dos Comitês voltados à conservação de primatas em 2005, o sauim-de-coleira passou a ser abordado por um grupo com escopo mais amplo, o Comitê Internacional para Conservação e Manejo dos Primatas Amazônicos, instituído pela Portaria Nº 82/2005. Já dentro do planejamento estratégico para a conservação de espécies ameaçadas de extinção estabelecido pelo ICMBio, em 2011 foi elaborado o Plano de Ação Nacional para a Conservação do Saguinus bicolor – PAN Sauim-de-coleira (Brasil /ICMBio 2011a, 2011b). Nesse PAN foram elencadas 38 ações para atingir sete metas, que visam alcançar o objetivo estabelecido de garantir pelo menos oito populações viáveis de Saguinus bicolor, reduzindo sua taxa de declínio populacional e assegurando áreas protegidas para a espécie, em cinco anos. Com base em análises de viabilidade populacional realizadas especialmente para embasar este PAN (Ivan B. Campos e colaboradores, em prep.), estão sendo consideradas populações viáveis aquelas com pelo menos 500 indivíduos ocupando áreas de ao menos 10.000 ha. A implementação desse PAN é acompanhada por um Grupo de Assessoramento Técnico composto por 13 profissionais, vinculados a instituições como ICMBio, IBAMA, INPA, UFAM, Ministério Público Federal, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Manaus e Sociedade de Zoológicos do Brasil (Brasil/ ICMBio 2014).
Desde 2002 o Projeto Sauim-de-Coleira, desenvolvido pela UFAM, vem levantando e mapeando populações de S. bicolor em diferentes regiões de sua distribuição geográfica, realizando ações de manejo de animais e da vegetação (através do enriquecimento de áreas degradadas com espécies arbóreas nativas), e, eventualmente, realizando resgate de animais em situação de risco ou provenientes de cativeiro. Em 2010, o IPÊ iniciou uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação, inserindo atividades de educação ambiental com foco no sauim-de-coleira no calendário escolar das escolas da RDS do Tupé, realizando atividades em sala de aula e em trilhas interpretativas com alunos entre a 5º e 9º séries do ensino fundamental. Em 2011, o CPB/ICMBio, o CEPAM/ICMBio, a WCS e a UFAM, iniciaram ações em parceria com objetivo de ampliar o conhecimento sobre a ocorrência, distribuição geográfica e status de conservação de S. bicolor. Estas ações fazem parte do projeto Primatas Amazônicos: pesquisa e manejo para conservação de espécies ameaçadas. Em 2012, o CEPAM/ICMBio, em parceria com a UFAM, o INPA, e o CPB/ICMBio, iniciou o projeto Pesquisa e fiscalização para a conservação de uma espécie ameaçada – contribuições ao Plano de Ação Nacional do Sauim-de-Coleira, que visa promover o fortalecimento de planos de manejo de UC, a identificação de atividades inadequadas a conservação, e o incremento de ações de fiscalização em áreas com ocorrência de S. bicolor. A ONG Sapeca vem desenvolvendo estudos sobre conectividade e situação fundiária ao longo da distribuição geográfica da espécie, visando subsidiar a implementação das estratégias traçadas no PAN Sauim-de-coleira. Especialistas Atuais: Fábio Röhe (WCS); Marcelo Gordo (UFAM); Marcelo Derzi Vidal (ICMBio); Rosana Junqueira Subirá (ICMBio); Jeferson Barros Oliveira (IPÊ); Wilson R. Spironello (INPA); Benedito Monteiro (UFAM). Passado: Eduardo Martins Venticinque; Júlio César Bicca-Marques; Renata Bocorny de Azevedo; Sílvia Gonçalves Egler.
Amazonas: Reserva Ecológica Sauim-Castanheiras (95ha) (Rylands & Bernardes 1989, Egler 1993, Brasil/ICMBio 2011b), APA Reserva Florestal Adolfo Ducke (10.000ha) (INPA) (Egler 1993, Rylands et al. 1993, Vidal & Cintra 2006, Rodrigues & Vidal 2011, Brasil/ICMBio 2011b, Gordo 2012), Reserva Florestal Walter Alberto Egler (630ha) (INPA) (Egler 1993, Brasil/ICMBio 2011b), RPPN Nazaré das Lajes e Lajes (52ha) (Vasconcelos et al. 2005), Parque Municipal do Mindu (33ha), Parque Municipal Nascentes do Mindu, Parque Estadual Sumaúma (51ha), RDS Puranga Conquista (257.422ha), APA Tarumã - Ponta Negra, APA Margem Esquerda do Rio Negro – Setor Tarumã Açu/Tarumã Mirim, APA Margem Esquerda do Rio Negro – Setor Aturiá –Apuauzinho, RPPN Reserva Honda, RPPN Nazaré das Lajes, RPPN Reserva dos Buritis, RPPN Águas do Gigante, RPPN Sócrates Bomfim, RDS do Tupé, RPPN Norikatsu Myamoto, RPPN Sítio Bons Amigos, RPPN Bela Vista, RPPN Laço de Amor, Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), Campus da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) (Brasil/ICMBio 2011b, Gordo 2012). Também ocorre no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), Parque Florestal Clube do Trabalhador – SESI.010).
Segundo Gordo (2008, 2012), “Ainda são necessárias mais pesquisas de longo prazo sobre ecologia, genética e comportamento na natureza, incluindo interações com outras espécies, principalmente S. midas. A criação de Unidades de Conservação de Proteção Integral com grandes áreas é imprescindível. Também são importantes outras medidas de conservação, como criação de corredores e recuperação de áreas degradadas com plantas nativas, educação ambiental, bem como manejo (translocações, reintroduções e enriquecimentos) e monitoramento de populações, grupos e indivíduos”. O Projeto Sauim-de-Coleira, coordenado por esse pesquisador, permanece como a principal iniciativa para desenvolvimento de pesquisas sobre a espécie.
Araripe, J.; Tagliaro, C.H.; Rego, P.S.; Sampaio, I.; Ferrari, S.F. & Schneider, H. 2008. Molecular phylogenetics of large-bodied tamarins, Saguinus spp. (Primates, Platyrrhini). Zoologica Scripta, 37 (5): 461-467.Ayres, J.M.R.; Mittermeier, R.A. & Constable, I.D. 1980. A distribuição geográfica e situação atual dos saguis-de-cara-nua (Saguinus bicolor). Bol. FBCN, 16: 62-68.Ayres, J.M.R.; Mittermeier, R.A. & Constable, I.D. 1982. Brazilian tamarins on the way to exinction? Oryx, 16(4): 329-333.Baker, A.J.; Egen, A.; Wormell, D. & Pissinatti, A. 2009. Pied Tamarin (Saguinus bicolor) International Studbook.Brasil/ ICMBio. 2011a. Portaria nº 94, de 02 de dezembro de 2011. Diário Oficial da União – Seção 1, 232: 130.Brasil/ ICMBio. 2011b. Sumário executivo do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Sauim-de-Coleira. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Brasília. 8p.Brasil/ ICMBio. 2014. Portaria n° 124, de 31 de março de 2014. 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Citação:
Vidal, M. D.; Gordo, M.; Röhe, F. 2015. Avaliação do Risco de Extinção de Saguinus bicolor (Spix, 1823) no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7232-mamiferos-saguinus-bicolor-sauim-de-coleira.htmlOficina de Avaliação do Estado de Conservação de Primatas Brasileiros.
Data de realização: 30 de julho a 03 de agosto de 2012.
Local: Iperó, SP.Avaliadores:
Alcides Pissinatti, Amely B. Martins, André C. Alonso, André de A. Cunha, André Hirsch, André L. Ravetta, Anthony B. Rylands, Armando M. Calouro, Carlos E. Guidorizzi, Christoph Knogge, Fabiano R. de Melo, Fábio Röhe, Fernanda P. Paim, Fernando de C. Passos, Gabriela Ludwig, Gustavo R. Canale, Ítalo Mourthé, Jean P. Boubli, Jessica W. Lynch Alfaro, João M. D. Miranda, José Rímoli, Júlio C. Bicca-Marques, Leandro Jerusalinsky, Leandro S. Moreira, Leonardo G. Neves, Leonardo de C. Oliveira, Líliam P. Pinto, Liza M. Veiga, Maria Adélia B. de Oliveira, Marcos de S. Fialho, Mariluce R. Messias, Mônica M. Valença-Montenegro, Rosana J. Subirá, Renata B. Azevedo, Rodrigo C. Printes, Waldney P. Martins e Wilson R. Spironello.Colaboradores:
Amely B. Martins (Ponto Focal), André C. Alonso (Apoio), Camila C. Muniz (Apoio), Carlos E. Guidorizzi (Facilitador), Emanuella F. Moura (Apoio), Fabiano R. de Melo (Coordenador de táxon), Gerson Buss (Apoio), Liza M. Veiga (Coordenador de táxon), Marcos de S. Fialho (Coordenador de táxon), Rosana J. Subirá (Facilitadora), Taissa Régis (Apoio) e Werner L. F. Gonçalves (Apoio).

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