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Mamíferos - Chiropotes satanas - Cuxiú preto

Avaliação do Risco de Extinção de Chiropotes satanas (Hoffmannsegg, 1807) no Brasil

Marcio Port-Carvalho1, Marcos de Souza Fialho2, André Chein Alonso2 & Liza M. Veiga (em memória)



1Seção de Animais Silvestres - Instituto Florestal. São Paulo/SP. <portcar@gmail.com>.

2Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros - CPB/ICMBio. João Pessoa/PB. <marcos.fialho@icmbio.gov.br>; < andrezitopoa@gmail.com>. 


Chiropotes satanas Liza Veiga CPB
 
Chiropotes satanas

Ordem: Primates
Família: Pitheciidae

Nomes comuns por região/língua:
Português –
Cuxiú-preto, cuxiú, cuxuí, macaco-preto
Inglês –
Black Bearded Saki, Bearded Saki, Black Saki, Brown-bearded Saki, Cuxiú (Barnett et al. 2012).

Sinonímia/s:
Chiropotes satanas ssp. satanas (Hoffmannsegg 1807), C. ater Gray, 1870, C. nigra (Trouessart, 1897).

Notas taxonômicas:
A localidade tipo da espécie é Cametá no estado do Pará, Brasil. De acordo com Veiga et al. (2008a, tradução nossa), Hershkovitz (1985) revisou o gênero Chiropotes e reconheceu duas espécies, Chiropotes albinasus e Chiropotes satanas, a segunda contendo três subespécies (Chiropotes s. satanas, Chiropotes s. chiropotes e Chiropotes s. utahicki). Com base em análises integrativas de dados morfológicos, morfométricos e moleculares, Silva Jr. & Figueiredo (2002) propuseram a elevação dessas três subespécies de Chiropotes satanas ao nível de espécie, e a divisão das populações que ocorrem em cada lado do rio Branco em dois taxa distintos. Assim, um arranjo taxonômico proposto por esses autores teria cinco espécies: Chiropotes albinasus, Chiropotes satanas, Chiropotes utahickae, Chiropotes chiropotes e Chiropotes sagulatus (Traill, 1821). No presente estudo está sendo seguida a taxonomia proposta por Rylands (2012).

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil:
Criticamente em Perigo (CR) - A2cd.

Justificativa:
Chiropotes satanas ocorre no leste da Amazônia no arco do desmatamento, onde sofre pressão de caça. Suspeita-se que houve uma redução de pelo menos 80% da população original nas últimas três gerações (30 anos). O desmatamento e fragmentação do seu hábitat em toda sua extensão de ocorrência são as principais ameaças. A espécie necessita de áreas de floresta primária com alta produtividade de frutos para sua sobrevivência. Portanto, sendo categorizada como Criticamente em Perigo (CR) segundo os critérios A2cd.

Avaliação nacional anterior:
Em Perigo (EN) - A2cd; B2ab(i, ii, iii);

Avaliações em outras escalas:
Avaliação Global (IUCN): 
Criticamente em Perigo (CR) - A2c+3c
Avaliação estadual: Criticamente em Perigo (CR), pelos critérios A4, B2abi, B2abii+B2abiii, C2ai, para o Pará (SEMA 2006).

História de vida

Maturidade sexual (anos)
Fêmea 4 anos (para o gênero – Nowak 1999, Peetz 2001).
Macho 4 anos (para o gênero – Nowak 1999, Peetz 2001).
Peso Adulto (g)
Fêmea 1900-3300 (Ford & Davis 1992).
Macho 2200-4000 (Ford & Davis 1992).
Comprimento Adulto (mm)
Fêmea Cabeça-corpo: 397 (380-410); cauda: 389 (370-420) (Napier 1976).
Macho Cabeça-corpo: 422 (400-480); cauda: 393 (395-420) (Napier 1976).
Tempo geracional (anos)
10 (IUCN/SSC 2007)
Sistema de acasalamento Poligâmico (Peetz 2001).
Intervalo entre nascimentos 2 anos (para o gênero – Peetz 2001).
Tempo de gestação (meses)
5 - 5,6 (para C. satanas) (Robinson et al. 1987).
Tamanho da prole 1 (para C. satanas) (Van Roosmalen et al. 1981).
Longevidade 18 anos para o gênero (Nowak 1999).
Características genéticas
Cariótipo: Estudos cariotípicos sobre outras espécies deste gênero apontaram 2N=54 para Chiropotes utahickae e para Chiropotes chiropotes (Seuánez et al. 1992, Bonvicino et al. 2003).

Chiropotes satanas é endêmico ao Brasil e está presente exclusivamente nos estados de Maranhão e Pará, onde é residente e nativo (Veiga et al. 2008a).
Sua distribuição contempla todo o chamado Centro de Endemismo Belém. Veiga et al. (2008b) descreveram, no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, as seguintes considerações para distribuição geográfica: “Amazônia oriental, ao sul do rio Amazonas. A distribuição original se estendia desde a margem direita do rio Tocantins até a zona de transição entre a floresta e o bioma Cerrado, que constituía o limite sul e leste, no Pará e Maranhão (Hershkovitz 1985, Silva Júnior 1991, Lopes 1993, Silva Júnior & Figueiredo 2002). O registro mais meridional é na localidade de Estreito, Maranhão (Silva Júnior 1991). Os limites orientais e meridionais da área de distribuição original foram retraídos, e a área de ocorrência da espécie está completamente fragmentada, coincidindo com uma das regiões mais antropizadas da Amazônia brasileira.”
Veiga e colaboradores (2008a) chamam à atenção para a existência de extinções locais, a exemplo da APA de Belém, e também para o fato de que a espécie habita áreas de mangue e pode estar presente nas seguintes Unidades de Conservação no litoral do Pará e Maranhão: Estaduais – no Pará: Reserva Extrativista Marinha de Maracanã, Reserva Extrativista Marinha de São João da Ponta, Reserva Extrativista Marinha Chocoaré-Mato Grosso, Reserva Extrativista Marinha Mãe Grande de Curuçá, Reserva Extrativista Marinha de Tracuateua, Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu, Reserva Extrativista Marinha Araí-Peroba, Reserva Extrativista de Gurupi-Piriá; no Maranhão: Área de Proteção Ambiental do Maracanã, Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense, Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses; Unidades de Conservação Municipais – no Pará: Área de Proteção Ambiental Jabotitiua-Jatium em Viseu, Área de Proteção Ambiental da Costa de Urumajó, Augusto Corrêa.

O tamanho da população total remanescente não é conhecido, entretanto, infere-se que o número de indivíduos maduros deste táxon seja inferior a 2.500. Chiropotes satanas apresenta tamanho médio de grupo variando de 4 a 39 indivíduos por grupo, têm sistema social complexo de fissão-fusão, onde a distribuição espaço-temporal de recursos influencia padrões de agrupamento (Veiga et al. 2006).

Informações sobre abundância e densidade populacional: Bastante variável, com relação às estimativas de densidade populacional foram observados valores entre 0,9 e 62,5 ind/km², este último para um fragmento com menos de 10 ha.
Dados de Densidade Populacional: 0,90 ind/km² na Fazenda Badajós, Ipixuna - PA, 6,44 ind./km² Fazenda São Marcos, 3,24 ind/km² Real Agropecuária S.A. e 6,75 ind/km² na REBIO Gurupi, Gurupi - MA (Ferrari et al. 1999); Complexo de fragmentos florestais no oeste do Maranhão nas Fazendas Esplanada 2,5 ind./km², Santa Rosa 10,1 ind/km², Coração do Brasil 11,4 ind/km², Primavera 27 ind/km² e Martirinho 62,5 ind/km², localizados nos municípios de Vila Nova dos Martírios e São Pedro da Água Branca, MA (Port-Carvalho & Ferrari, 2004). Dados de abundância: 0,34 encontros/10 km percorridos na Fazenda São Marcos, Irituia, PA; 0,28 encontros/10 km percorridos nas área da Companhia Real Agro Industrial, Tailândia, PA (Lopes & Ferrari 2000); 0,56 encontros/10 km percorridos, Fazenda Amanda, Viseu, PA (Pereira 2002); 0,4 avistamentos de grupos /10 km na Rebio Gurupi, MA (Lopes 1993).

Tendência populacional: Em declínio.

Como as demais espécies do gênero Chiropotes, os cuxiús-preto são predominantemente frugívoros e predadores de sementes, porém eventualmente podem consumir artrópodes (Veiga & Ferrari 2006). Habitam preferencialmente florestas de terra firme onde ocupam preferencialmente os estratos médio e superior. Formam grandes grupos, com cerca de 40 indivíduos (Veiga et al. 2006) dispersos pela floresta ombrófila alta de terra firme na planície oriental amazônica e em manguezais, mas também são hábeis em sobreviver em pequenos fragmentos de florestas secundárias (Silva Júnior 1991, Lopes 1993, Ferrari et al. 1999, Port-Carvalho & Ferrari 2004, Santos 2002, Silva 2003, Veiga 2006) como em fragmentos de até 20 hectares isolados a mais de 20 anos, desde de que não exista pressão de caça (Ferrari et al. 1999, Port-Carvalho & Ferrari 2004, Santos 2002, Silva 2003, Veiga 2006). Em fragmentos entre 100 e 1000 ha, são relativamente abundantes (desde que não haja pressão de caça), evidenciando, desta forma, flexibilidade comportamental a hábitats que apresentam distúrbios antropogênicos (Veiga et al. 2008a, Ferrari et al. 2013).
Extremamente ágeis, seu padrão de atividades comportamentais é dominado pelas categorias de Deslocamento e Alimentação (Port-Carvalho & Ferrari 2004, Silva & Ferrari 2008). São relativamente comuns associações em grupos mistos com outras espécies de primatas, Sapajus apella e Saimiri sciureus, comportamento que pode auxiliar nas atividades de forrageio e proteção contra predadores (Silva & Ferrari 2008). A área de vida do táxon é estimada em 57 ha na UHE Tucuruí, PA (Santos 2002); 68,9 ha e 16,3 ha na UHE Tucuruí, PA (Silva 2003); 16 ha e 18 ha na UHE Tucuruí, PA (Veiga 2004); 98,6 ha, 75 ha e 18 ha no Rio Tocantins, PA (Veiga 2006), porém em áreas de florestas contínua como o caso da REBIO Gurupi seja provável que possuam áreas maiores.

A suspeição de declínio populacional de pelo menos 80% considera a perda de hábitat, já que, conforme Almeida & Vieira (2010), o chamado Centro de Endemismo Belém já teve sua cobertura florestal reduzida em 76%. Além disso, é considerada a sinergia deste desmatamento com os efeitos das demais ameaças identificadas, como a caça (comum entre indígenas), facilitada pela intensa fragmentação florestal (maior acessibilidade às populações), e pelas perturbações causadas pelo manejo florestal ainda que sustentável nos remanescentes existentes. Concorrem para os fatores citados acima os assentamentos rurais, o aumento da matriz rodoviária, a apanha para domesticação e o estímulo às atividades agrosilvipastoris na região amazônica a leste do rio Tocantins. A única Unidade de Conservação de Proteção Integral federal com a espécie é a Reserva Biológica do Gurupi no Maranhão, contudo, esta unidade de conservação está há anos sob forte pressão tanto de madeireiros ilegais quanto de ocupações rurais.
A espécie está listada no Apêndice II da CITES.
Veiga et al. (2008b) citam, no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, as seguintes prioridades para as estratégias de conservação:
● Levantamentos de populações remanescentes e maior conhecimento sobre a situação das Unidades de Conservação (Lopes 1993). É fundamental a proteção eficaz dessas áreas e o estudo sobre as possibilidades de estabelecimento de novas reservas, inclusive em áreas privadas (Ferrari et al. 1999).
● A única Unidade de Conservação Federal existente na área de distribuição de C. satanas, a Reserva Biológica Gurupi, encontra-se em situação de risco, sob forte exploração madeireira.
● Elaboração de Plano de Manejo da REBIO Gurupi, melhorias na infraestrutura física e pessoal e intensificação das atividades de fiscalização e pesquisas.
● Programas de educação ambiental para alertar sobre a situação da espécie podem ajudar a diminuir a pressão de caça.

Maranhão: REBIO Gurupi (271.197,51 ha) (Lopes & Ferrari 1996, Ferrari et al. 1999, Pereira 2002, Veiga et al. 2008a), TI Pindaré (Silva-Júnior 1991), TI Caru (Cormier 2000) Awá e Alto Turiaçu. Não foi registrado na RESEX Quilombo do Frexal (M.S. Fialho, dados não publicados)
Pará: APA Lago de Tucuruí (568.667 ha) (Ferrari et al. 2007), TI Alto Rio Guamá (Silva-Júnior 1991, Ferrari et al. 2007).


O mapeamento das populações remanescentes, tanto em Unidades de Conservação como em Terras Indígenas e áreas privadas são necessários. Pesquisas sobre os efeitos da fragmentação do habitat sobre populações isoladas também são fundamentais para confirmar a hipótese de tolerância à fragmentação (Port-Carvalho & Ferrari 2004, Ferrari et al. 2013), subsidiar a avaliação das chances de sobrevivência da espécie em longo prazo e realizar o manejo das populações remanescentes (Veiga et al. 2008a), quando for o caso.
Veiga et al. (2008b) citaram, no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, as seguintes especialistas e núcleos de pesquisa e conservação do táxon: José de Sousa e Silva Júnior e Suleima do Socorro Bastos da Silva (MPEG); Wilsea Maria Batista de Figueiredo e Maria Aparecida Lopes (UFPA); Márcio Port-Carvalho (Instituto Florestal - SP); Ricardo Rodrigues dos Santos (UFRN) e Stephen Francis Ferrari (UFS).


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Citação:
Port-Carvalho, M.; Fialho, M. S.; Alonso, A. C.; Veiga, L. M. 2015. Avaliação do Risco de Extinção de de Chiropotes satanas (Hoffmannsegg, 1807) no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7328-mamiferos-chiropotes-satanas-cuxiu-preto.html

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação de Primatas Brasileiros.
Data de realização: 30 de julho a 03 de agosto de 2012.
Local: Iperó, SP.

Avaliadores:
Alcides Pissinatti, Amely B. Martins, André C. Alonso, André de A. Cunha, André Hirsch, André L. Ravetta, Anthony B. Rylands, Armando M. Calouro, Carlos E. Guidorizzi, Christoph Knogge, Fabiano R. de Melo, Fábio Röhe, Fernanda P. Paim, Fernando de C. Passos, Gabriela Ludwig, Gustavo R. Canale, Ítalo Mourthé, Jean P. Boubli, Jessica W. Lynch Alfaro, João M. D. Miranda, José Rímoli, Júlio C. Bicca-Marques, Leandro Jerusalinsky, Leandro S. Moreira, Leonardo G. Neves, Leonardo de C. Oliveira, Líliam P. Pinto, Liza M. Veiga, Maria Adélia B. de Oliveira, Marcos de S. Fialho, Mariluce R. Messias, Mônica M. Valença-Montenegro, Rosana J. Subirá, Renata B. Azevedo, Rodrigo C. Printes, Waldney P. Martins e Wilson R. Spironello.

Colaboradores:
Amely B. Martins (Ponto Focal), André C. Alonso (Apoio), Anthony B. Rylands, Camila C. Muniz (Apoio), Carlos E. Guidorizzi (Facilitador), Emanuella F. Moura (Apoio), Fabiano R. de Melo (Coordenador de táxon), Gerson Buss (Apoio), Jean P. Boubli , Liza M. Veiga (Coordenador de táxon), Marcos de S. Fialho (Coordenador de táxon), Rosana J. Subirá (Facilitadora), Taissa Régis (Apoio) e Werner L. F. Gonçalves (Apoio).

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