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Mamíferos - Callicebus coimbrai - Guigó-de-coimbra-filho

Avaliação do Risco de Extinção de Callicebus coimbrai (Kobayashi & Langguth, 1999) no Brasil

Leandro Jerusalinsky1 & João Pedro Souza-Alves2

1Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. <leandro.jerusalinsky@icmbio.gov.br>

2 Departamento de Zoologia, Universidade Federal de Pernambuco. <souzaalves1982@gmail.com>

 

 Callicebus coimbrai Joao Pedro Souza Alves CPB Callicebus coimbrai

Ordem: Primates
Família: Pitheciidae
Nomes comuns por região/língua:
Português
– Guigó, Guigó-de-Coimbra-Filho
Inglês – Coimbra-Filho’s Titi Monkey, Coimbra’s Titi

Notas taxonômicas: 
Todas as revisões de Callicebus têm alocado seus táxons a grupos de espécies com base em caracteres morfológicos. Hershkovitz (1988, 1990) e Groves (2001) consideraram quatro grupos para o gênero, sendo os táxons que habitam a Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga incluídos no grupo moloch, predominantemente amazônico. Já Kobayashi (1995) e Kobayashi & Langguth (1999) propuseram cinco grupos de espécies para Callicebus, alocando as formas do leste do Brasil – inclusive coimbrai, descrito nesse trabalho de 1999 – em um grupo próprio: personatus. Para os táxons atualmente alocados nesse grupo, Hershkovitz (1988, 1990) considerou as formas personatus (É. Geoffroy, 1912), melanochir (Wied-Neuwid, 1920), nigrifrons (Spix, 1823) e barbarabrownae Hershkovitz, 1990, como sub-espécies de C. personatus, sendo que C. coimbrai Kobayashi & Langguth, 1999 ainda não tinha sido descrito. Já Kobayashi (1995) e Kobayashi & Langguth (1999), com base principalmente em dados craniométricos, sugeriram o nível específico para todas as formas do grupo personatus, inclusive C. coimbrai. Por outro lado, Groves (2001, 2005), seguiu amplamente a proposta de Hershkovitz (1990), considerando as formas personatus, nigrifrons, melanochir e barbarabrownae como sub-espécies de C. personatus, mas aceitando o nível específico para C. coimbrai. Em sua revisão sobre o gênero, van Roosmalen et al. (2002) seguiram a proposta de Kobayashi (1995) e Kobayashi & Langguth (1999), também aceita por Rylands et al. (2000) e Rylands (2012), considerando C. coimbrai como espécie plena e compondo o grupo personatus juntamente com as espécies C. personatus, C. melanochir, C. nigrifrons e C. barbarabrownae. Esta última é a classificação adotada no presente documento.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Em Perigo - EN B2ab(ii,iii,v)+C2a(i)

Justificativa: 
Callicebus coimbrai é uma espécie endêmica da Mata Atlântica de Sergipe e litoral norte da Bahia. Sua pequena população remanescente com cerca de 2.000 indivíduos está severamente fragmentada, ocupando áreas de 3 a 3.000 ha, com uma área de ocupação total de 150 a 200km2, inseridos em uma matriz de pastagem, cana-de-açúcar, silvicultura e citricultura. Nenhuma de suas subpopulações tem mais de 250 indivíduos maduros. Sua população tende a apresentar um declínio continuado, sendo motivado principalmente pela perda e fragmentação do hábitat, causado por atividades agropecuárias, expansão urbana e assentamentos rurais. Dessa forma, esse táxon foi classificado como Em Perigo (EN) pelos critérios B2ab(ii,iii,v) + C2a(i).

Avaliação nacional anterior:
Criticamente em Perigo (CR) B1ab(i, ii, iii); C2a(i); D

Avaliações em outras escalas:
Avaliação Global (IUCN): Em Perigo (EN) - B1ab(ii,iii); C2a(i)

Razão para alteração de categoria atual: Novas ou melhores informações disponíveis.

História de vida

Maturidade sexual (anos)
Fêmea 3 anos e 3 meses (J.P. Souza-Alves, dados não publicados).
Macho 2,5 anos (para C. melanochir) (Escarlate-Tavares & Veiga, no prelo).
Peso Adulto (g)
Fêmea 1200 (1030-1300) (Kobayashi & Langguth 1999).
Macho 1270 (1050-1650) (para C. personatus) (Hershkovitz 1990).
Comprimento Adulto (mm)
Fêmea Total: 8202 (8000 – 8444); Cabeça-corpo: 3498 (3430-3600), cauda: 4687 (4530-4840) (Kobayashi & Langguth 1999).
Macho Cabeça-corpo: 3800 (3500-4200), cauda: 5080 (4700-5500) (para C. personatus) (Hershkovitz 1990).
Tempo geracional (anos)
8 (IUCN/SSC 2007).
Sistema de acasalamento Monogâmico (Robinson et al. 1987).
Intervalo entre nascimentos 1 ano (J.P. Souza-Alves, dados não publicados)
Tempo de gestação (meses)
4 meses e 25 dias (J.P. Souza-Alves, dados não publicados).
Tamanho da prole 1 - 2 (J.P. Souza-Alves, dados não publicados; M.M. Santana, dados não publicados).
Longevidade Informação não disponível
Características genéticas
Cariótipo: 2n = 44 (Rodrigues et al. 2006). O cariótipo encontrado para esta espécie foi completamente homólogo ao de Callicebus personatus e Callicebus nigrifrons nos padrões de bandeamento G e na posição do NOR. O número diploide de C. coimbrai foi igual ao encontrado para C. personatus (2n = 44; Rodrigues et al. 2004, 2006), mas diferiu do de C. nigrifrons (2n = 42; Nagamachi et al. 2003) devido a um rearranjo de fissão/fusão, que transformou dois pares de cromossomos acrocêntricos de C. personatus e C. coimbrai em um metacêntrico em C. nigrifrons (Printes et al. 2013).
Informações sobre variabilidade genética do táxon (padrões filogeográficos e relações filogenéticas): Análises de mapeamento genômico comparativo (ZOO-FISH) demonstraram que o grupo personatus de Callicebus representa uma linhagem distinta, com base em cinco sinapomorfias cromossômicas, dando suporte à validade deste grupo de espécies (Rodrigues 2006, Printes et al. 2013). Estudos cariotípicos sobre as outras espécies do grupo (C. barbarabrownae e C. melanochir) e, principalmente, análises moleculares incluindo mais táxons de Callicebus são necessárias para compreender as relações filogenéticas entre as formas do grupo personatus, e deste com os demais grupos do gênero (Printes et al. 2013).

Callicebus coimbrai é endêmico ao Brasil, e está presente no estado de Sergipe e ao norte da Bahia, onde é residente e nativo. Sua distribuição geográfica cobre pouco menos de 30.000 km², compreendendo a zona da mata de Sergipe e litoral norte da Bahia (Jerusalinsky 2008, 2013). Os limites oriental (Oceano Atlântico) e setentrional (rio São Francisco) de distribuição da espécie são bem definidos, por serem grandes e estáveis barreiras físicas à dispersão (Jerusalinsky 2008, 2013; Printes et al. 2013). Não existe qualquer registro de Callicebus na margem esquerda do rio São Francisco nos Estados de Bahia, Alagoas e Pernambuco, determinando os limites norte e noroeste do gênero na Mata Atlântica e Caatinga (Oliver & Santos, 1991; Printes et al., 2013). Em concordância com Hershkovitz (1990), que propôs como limite setentrional para C. barbarabrownae o rio Itapicuru, no extremo norte do litoral baiano, Kobayashi & Langguth (1999) sugeriram esse rio como limite meridional para a distribuição de C. coimbrai, o que foi seguido por van Roosmalen et al. (2002). Entretanto, registros de Printes (2005, 2007) próximos ao Recôncavo Baiano, apontaram o rio Paraguaçu como presumível limite sul da distribuição de C. coimbrai, supostamente atuando como barreira ao contato com C. melanochir, sugerindo-se que C. barbarabrownae estaria restrito a áreas mais intracontinentais, em ambas as margens do Rio Paraguaçu (Printes et al. 2011, 2013).
Ainda restam incertezas quanto aos limites exatos da distribuição de C. coimbrai a oeste, embora atualmente se considere que coincida aproximadamente com os limites da Mata Atlântica e, portanto, com a borda oriental da distribuição de C. barbarabrownae, espécie que ocupa ambientes associados ao bioma Caatinga (Jerusalinsky et al. 2006; Printes 2007; Jerusalinsky 2008, 2013; Printes et al. 2011, 2013). Além disso, resultados de diversos levantamentos populacionais evidenciaram uma lacuna de ocorrência de guigós que varia entre 30 e 70 km de largura entre as populações mais próximas à costa oceânica, portanto na Mata Atlântica, e aquelas mais intracontinentais, portanto na Caatinga (Beltrão-Mendes 2010, Santos Jr. 2010, Ferrari et al. 2013, e Jerusalinsky 2013). Esse hiato corresponde às formações conhecidas como agreste, na transição entre os dois biomas, conferindo suporte à hipótese de uma barreira ecológica entre C. coimbrai e C. barbarbarownae (Jerusalinsky et al. 2012, Ferrari et al. 2013, Jerusalinsky 2013, Printes et al. 2013). Assim, a distribuição atual de C. coimbrai estaria praticamente delineada a oeste pela isoieta de 1.000 mm, com uma clara preferência de habitat por ambientes de Floresta Ombrófila Densa e Floresta Estacional Semidecídua, e praticamente restrita a altitudes de até 200 m (Jerusalinsky 2013). Os resultados de modelagens de distribuição potencial com uso de MAXENT sobre estas espécies reforçam a proposta de existência de uma barreira ecológica entre suas distribuições (Jerusalinsky et al. 2012, Jerusalinsky 2013). Outra questão relacionada ao limite oeste de C. coimbrai é que, sendo uma espécie que ocupa preferencialmente florestas úmidas, é possível que sua distribuição a oeste tenha se retraído em direção ao leste, em função da prática antrópica de desmatamento e queimada, que teria propiciado um avanço das matas mais secas e formações características da Caatinga – teoricamente ocupadas por C. barbarabrownae (Hershkovitz, 1990) – sobre áreas antigamente cobertas por matas mais úmidas e formações associadas à Mata Atlântica (Coimbra-Filho & Câmara 1996).
Atualmente, o registro mais setentrional de C. coimbrai está situado na Mata da Maresia (10°24’S, 36°43’W) e o mais oriental na Fazenda Aiumas/Mata da Estiva (10°25’S, 36°40’W), ambos no nordeste de Sergipe. Os extremos meridional e ocidental coincidem no recôncavo baiano, justamente no maior fragmento florestal com ocorrência atual da espécie, a Serra de São Francisco (12°43’S, 38°52’W). A presença da espécie foi confirmada em 125 fragmentos florestais com extensões variando entre quatro e 3.000 ha (Jerusalinsky 2013). O somatório do tamanho estimado para esses fragmentos permite inferir uma área de ocupação total de 22.500 ha (ou 225 km2) para a espécie e, portanto, que ocupe efetivamente menos de 1% de sua extensão de ocorrência de aproximadamente 30.000 km2 (Jerusalinsky 2013).

Extrapolando uma densidade populacional média de 0,20 ind./ha (Chagas & Ferrari, 2011; Rocha, 2011) para os 22.500 ha de área de ocupação total de C. coimbrai, pode-se inferir uma população total remanescente para a espécie de aproximadamente 4.500 indivíduos (Jerusalinsky 2013). Valor idêntico é obtido assumindo-se uma área média de 20 ha para cada grupo, com uma ocupação plena dos fragmentos com ocorrência confirmada de C. coimbrai, e um tamanho médio de grupo de quatro indivíduos (Jerusalinsky 2013). Em uma abordagem mais conservadora, a população remanescente de C. coimbrai foi estimada em 652 indivíduos a partir dos grupos efetivamente registrados em fragmentos com ocorrência confirmada de C. coimbrai (Jerusalinsky 2013). Parece razoável adotar o valor de 4.500 indivíduos como uma estimativa realista para a situação atual de C. coimbrai, que, com isso, teria pouco mais de 2.000 indivíduos maduros (Jerusalinsky 2013).
Callicebus coimbrai apresenta tamanho médio dos grupos varia entre 2,4 e 3,6 ind./grupo na floresta Atlântica de Sergipe (Chagas & Ferrari 2011, J.C.A.G. Rocha, dados não publicados).

Informações sobre abundância populacional: A densidade da espécie em áreas de floresta Atlântica em Sergipe já foi estimada entre 0,126 ind./ha (Chagas & Ferrari 2011) e 0,287 ind./ha (Rocha 2011), ou 7,8 a 9,2 grupos/km2 (Chagas & Ferrari 2011, J.C.A.G. Rocha, dados não publicados), com taxas de encontro de 2,2 ind./10 km percorridos (Chagas & Ferrari 2011).

Tendência populacional: em declínio

Callicebus coimbrai habita floresta Atlântica, floresta ombrófila perene, floresta semidecidual e floresta decidual (Veiga et al. 2008). Não é restrito a hábitats primários, podendo ser encontrado em hábitats secundários e antropizados (Chagas & Ferrari 2010, Souza-Alves & Ferrari 2010). Ocorre frequentemente em fragmentos pequenos (< 50ha) altamente modificados pela ação antropogênica, e registros obtidos em diversas localidades indicam que a espécie tem capacidade de sobreviver em fragmentos com extensões abaixo de 10 ha (Jerusalinsky et al. 2006, Jerusalinsky 2013). Entretanto, a espécie apresenta modificações comportamentais e alimentares de acordo com o grau de perturbação (Souza-Alves et al. 2011, 2012).
É uma espécie predominantemente arborícola, com hábitos diurnos e críptico e, com locomoção quadrupedal. É predominantemente frugívora (Souza-Alves et al. 2011), contudo, varia a dieta com folhas maduras e jovens, sementes, flores e insetos. Dedicam a maior parte do tempo realizando atividades de menor gasto energético, como o descanso (Souza-Alves et al. 2012). A área de vida total do táxon pode variar entre 9,8 a 13,5 hectares (Fontes 2011, J.P. Souza-Alves, dados não publicados), onde o tamanho da área explorada varia entre 7 a 9,1ha, percorrendo em média uma distância de 1073m, contudo, em áreas menores o grupo tende a se locomover 694m, em média (J.P. Souza-Alves & R.R.D. Chagas, dados não publicados).

A perda e a fragmentação de habitats são as maiores ameaças para C. coimbrai, decorrentes, principalmente, de atividades agropecuárias extensivas e expansão urbana, que resultaram na conversão de florestas em pastagens para gado, canaviais, eucaliptais, plantações de citros, áreas urbanas e assentamentos rurais, entre outros. A perda de qualidade dos remanescentes florestais pelo corte seletivo de madeiras comercialmente valiosas, e pela retirada de madeira para utilização como lenha ou carvão ou para a construção de barracos ou moradias de pau-a-pique em acampamentos ou ocupações, também representa forte ameaça aos habitats disponíveis. A prática de queimadas para ampliação de pastos ou o estabelecimento de lavouras também gera perda de habitats para a espécie, tanto em quantidade quanto em qualidade. Dos pouco mais de 100 sítios com ocorrência confirmada de C. coimbrai, apenas 10 superam os 500 ha, que, juntos, concentram quase 50% da área de ocupação da espécie (Jerusalinsky 2013). Por outro lado, quase um terço dos fragmentos com ocorrência da espécie têm extensões abaixo de 25 ha, o que indica certa tolerância da espécie à severa redução de hábitats, mas também uma situação de grande vulnerabilidade, já que a persistência dessas populações – e, em alguns casos, dos próprios fragmentos – é incerta e pouco provável, inclusive considerando o registro de diversas extinções locais de C. coimbrai causadas por desmatamento e caça (Hilário et al. em prep.). Assim, apesar de estarem presentes no espaço, estas diminutas populações podem não persistir no tempo, podendo significar uma elevada perda de indivíduos e, possivelmente, de variabilidade genética da espécie em um relativamente curto intervalo de tempo. O guigó sofre uma pressão de caça moderada, parecendo ser gradualmente mais intensa à medida que outras caças preferenciais se extinguem localmente (Jerusalinsky 2013). A apanha representa uma ameaça menor para C. coimbrai, já que, apesar de haver alguns casos de indivíduos mantidos em cativeiro ilegal, não há registros de comercialização ou tráfico da espécie (Jerusalinsky 2013). Outros impactos diretos aos guigós são a predação por animais domésticos, atropelamentos, eletroplessões (mortes causadas por descarga elétrica) e oferta de alimentos. Os impactos da caça, da apanha e destas outras ameaças, parecem estar relacionados à perda e fragmentação de hábitats, já que quanto menores os fragmentos florestais e mais distantes de outros, mais expostos ficam os guigós a esses impactos, inclusive passando algumas práticas a ser mais frequentemente executadas de forma oportunista (Jerusalinsky 2013).

Ações de conservação existentes: A espécie está listada no Apêndice II da CITES.
Em 2003, foi criado um grupo de trabalho interinstitucional visando elaborar estratégias para a conservação de C. coimbrai e C. barbarabrownae (Marcelino & Marini-Filho 2003), o qual foi integrado em 2005 ao Comitê Internacional para Conservação e Manejo dos Primatas do Norte da Mata Atlântica e Caatinga, ambos coordenados pelo CPB, no âmbito do IBAMA. Desde 2011, Callicebus coimbrai é uma das cinco espécies enfocadas pelo Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas do Nordeste – PAN PriNE, coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação dos Primatas Brasileiros – CPB/ICMBio, e implementado com a colaboração de instituições de ensino e pesquisa, ONGs, orgãos municipais, estaduais e federais.
Uma das principais medidas efetivas para a conservação de C. coimbrai foi a criação, em 2007, do Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco, em Capela, Sergipe, tendo como uma de suas finalidades principais a proteção de populações da espécie.
Além destas estratégias, Jerusalinsky (2008, 2013) elencou as seguintes ações de conservação como necessárias, que coincidem amplamente com o estabelecido no PAN PriNE (Brasil/ICMBio 2011):
● Criação e implementação de Unidades de Conservação, tanto públicas quanto particulares, indicando-se o conjunto de áreas com ocorrência da espécie no sul de Sergipe ou a Serra de São Francisco (no Recôncavo Baiano) como regiões com grande potencial para esta estratégia;
● Desenvolvimento de atividades de extensão rural e educação ambiental direcionadas às comunidades, aos trabalhadores e proprietários rurais, voltadas principalmente para a formulação de alternativas de produção e renda e para a conscientização sobre a importância de manter a vegetação nativa nas Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (RL);
● Efetivação de fiscalização das APP e áreas de RL;
● Incremento da extensão, qualidade e conectividade dos hábitats disponíveis por meio da recuperação da vegetação nas Unidades de Conservação públicas ou particulares ou em outras áreas com ocorrência da espécie;
● Definição de ações de manejo populacional, com resgate de grupos isolados, translocações e reintroduções quando necessários.

A única unidade de conservação de proteção integral (UCPI) com ocorrência confirmada da espécie é o Refúgio de Vida Silvestre da Mata do Junco (estadual), no município de Capela, norte de Sergipe, com cerca de 900 ha. Esta área protegida foi criada nas áreas de reserva legal e de preservação permanente do Assentamento José Emídio dos Santos, tendo como uma de suas finalidades específicas a proteção de C. coimbrai (Santos Jr. et al. 2007). Em outra UCPI dentro da distribuição da espécie, o Parque Nacional da Serra de Itabaiana, com aproximadamente 8.000 ha, na qual ocorre S. xanthosternos (Beltrão-Mendes et al. 2009), não foi registrada nem relatada a presença de guigós (Jerusalinsky et al. 2006; Jerusalinsky 2013). A espécie também está presente na APA Litoral Sul de Sergipe (Souza-Alves 2010).
Há uma série de RPPNs dentro da distribuição de C. coimbrai, tais como: RPPN São Joaquim da Cabonha APA I e APA II (257 ha); RPPN Reserva da Peninha (350 ha); RPPN Cajueiro (379 ha); RPPN Bomfim da Cachoeira (RPPN Mata 01 e 02 (Marinheiro) e Mata 03 (Pedra da Urça)) (174,26ha); RPPN Castelo (RPPN Mata 01 (Bom Jardim) e Mata 02, 03 e 04 (Tapera)) (297,05ha). A maior destas, é a RPPN Fazenda Lontra/Saudade (1.337 ha), para a qual a ocorrência da espécie foi reportada por Sousa et al. (2008), mas não constatada em recentes esforços (Hilário 2013, Jerusalinsky 2013).
A potencial maior população de C. coimbrai, na serra de São Francisco margeia a Reserva Extrativista Marinha da Baía de Iguape (federal), no recôncavo baiano. O maior fragmento com ocorrência da espécie em Sergipe, a Mata do Crasto, foi registrada como Reserva Particular de Fauna e Flora (categoria atualmente extinta), mas não revalidado como RPPN, não sendo, portanto oficialmente integrante do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

Desde a descrição da espécie, em 1999, pelos pesquisadores Shuji Kobayashi e Alfredo Langguth, houve um progressivo aumento no conhecimento sobre a espécie. Inicialmente, as pesquisas se concentraram no registro de áreas de ocorrência da espécie (Sousa 2000, 2003; Printes 2005; Jerusalinsky et al. 2006; Sousa et al. 2008; Santos Jr. 2010; Beltrão-Mendes 2010; Hilário 2013; Jerusalinsky 2013; Marques et al. 2013). Subsequentemente, aspectos ecológicos e comportamentais da espécie, bem como de sua distribuição geográfica e o estado de conservação de suas populações remanescentes foram estudados, principalmente por meio de teses e dissertações orientadas pelo Dr. Stephen F. Ferrari (UFS) (p.ex. Souza-Alves 2010, 2013; Fontes 2011; Santana 2012; Hilário 2013; Jerusalinsky et al. 2012; Jerusalinsky 2013). A maioria destes estudos vem sendo desenvolvida por meio do Projeto Guigó, uma parceria entre o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação dos Primatas Brasileiros (CPB/ICMBio) e o Laboratório de Biologia da Conservação da Universidade Federal de Sergipe, com apoio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Sergipe e outras instituições, além de financiamentos obtidos junto ao PROBIO II, CNPq (Edital Universal), Fundação O boticário, entre outros.

Beltrão-Mendes, R. 2010. Caracterização da estrutura de hábitat ao longo de um gradiente ambiental e análise de sua influência na distribuição das espécies ameaçadas de guigós (Callicebus spp.) no nordeste brasileiro. Dissertação de mestrado. PPG Ecologia e Conservação, UFS. 90p.

Beltrão-Mendes, R.; Jerusalinsky, L.; Cunha, A. A.; Santos Jr., E. M.; Ferrari, S. F. 2009. Padrão de Distribuição de Macaco-Prego-de-Peito-Amarelo (Cebus xanthosternos) no Estado de Sergipe. In: XIII Congresso Brasileiro de Primatologia, 2009, Blumenau - SC. Anais do XIII Congresso Brasileiro de Primatologia, 2009.

Brasil/ICMBio. 2011. Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas do Nordeste. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/faunabrasileira/plano-de-acao/865-pan-primatas-do-nordeste, acesso em: 15 janeiro 2012.

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Ferrari, S. F., Santos Junior, E. M., Freitas, E. B., Fontes, I. P., Souza-Alves, J. P., Jerusalinsky, L., Beltrão- Mendes, R., Chagas, R. R. D., Hilário, R. R. and Baião, S. A. A. 2013. Living on the Edge: Habitat Fragmentation at the Interface of the Semiarid Zone in the Brazilian Northeast. In: Marsh, L. K. and C. A. Chapman (eds.) Primates in Fragments: Complexity and Resilience. Sptinger. New York, USA. Pp: 121-135.

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Citação:Jerusalinsky, L. & Souza-Alves, J. P. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/lista-de-especies/8034-mamiferos-callicebus-coimbrai-guigo-de-coimbra-filho

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação de Primatas Brasileiros.
Data de realização: 30 de julho a 03 de agosto de 2012.
Local: Iperó, SP.

Avaliadores:
Alcides Pissinatti, Amely B. Martins, André C. Alonso, André de A. Cunha, André Hirsch, André L. Ravetta, Anthony B. Rylands, Armando M. Calouro, Carlos E. Guidorizzi, Christoph Knogge, Fabiano R. de Melo, Fábio Röhe, Fernanda P. Paim, Fernando de C. Passos, Gabriela Ludwig, Gustavo R. Canale, Ítalo Mourthé, Jean P. Boubli, Jessica W. Lynch Alfaro, João M. D. Miranda, José Rímoli, Júlio C. Bicca-Marques, Leandro Jerusalinsky, Leandro S. Moreira, Leonardo G. Neves, Leonardo de C. Oliveira, Líliam P. Pinto, Liza M. Veiga, Maria Adélia B. de Oliveira, Marcos de S. Fialho, Mariluce R. Messias, Mônica M. Valença-Montenegro, Rosana J. Subirá, Renata B. Azevedo, Rodrigo C. Printes, Waldney P. Martins e Wilson R. Spironello.

Colaboradores:
Amely B. Martins (Ponto Focal), André C. Alonso (Apoio), Camila C. Muniz (Apoio), Emanuella F. Moura (Apoio), Gabriela Ludwig (Apoio), Fabiano R. de Melo (Coordenador de táxon), Gerson Buss (Apoio), Jessica W. Lynch Alfaro, Liza M. Veiga (Coordenadora de táxon), Marcos de S. Fialho (Coordenador de táxon), Maurício C. dos Santos (Apoio), Roberta Santos (Facilitadora), Taissa Régis (Apoio) e Werner L. F. Gonçalves (Apoio).




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