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Programa de Monitoramento da Biodiversidade em Recifes de Coral

Histórico

O Programa Nacional de Monitoramento dos Recifes de Coral teve início em 2002,  através do apoio financeiro do PROBIO e Ministério do Meio Ambiente (MMA), coordenação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e execução pelo Instituto Recifes Costeiros (IRCOS). A metodologia adotada era do Reef Check California (Shuman, et al., 2011), porém adaptada para cobrir recifes distribuídos ao longo de mais de 2.000 km.Os critérios de escolha dos locais foram primeiramente a representatividade da comunidade coralínea na região geográfica e os diferentes status de conservação das unidades, para que as áreas escolhidas englobassem Unidades de Conservação de Proteção Integral e de Uso Sustentável.Em 2010, o ICMBio iniciou a incorporação, às suas atividades rotineiras, do monitoramento desses ambientes contidos nas cinco unidades de conservação federais, Parque Nacional de Fernando de Noronha, Reserva Biológica Atol das Rocas, Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, Parque Nacional dos Abrolhos e Resex Corumbau (ver mapa).

PROTOCOLOS DE MONITORAMENTO

A metodologia selecionada para o programa de monitoramento de recifes de coral foi a do Reef Check, por adotar métodos simples, rápido e barato, de participação voluntária e ser facilmente executável por comunitários locais, desde que devidamente treinados e guiados por uma equipe científica. Além disto, a metodologia permite o estabelecimento de uma rede de pontos muito maior, envolvendo a participação de um grande número de pessoas e abrindo caminho para a seleção e instalação de pontos de monitoramento detalhados em ambientes de especial relevância e/ou representatividade.

No Brasil são monitorados 20 indicadores, entre eles espécies de peixes, invertebrados e de algas, identificados através de guias de indentificação, além da contagem dos impactos sobre o substrato e estimativas da porcentagem de cobertura de tipos de substrato e organismos. O método do Reef Check fundamenta-se em estimativas de densidade, freqüência relativa em censo visual realizado através de transectos de faixa (para detalher ver Unidade Amostral de Recifes de Corais).

Delineamento

A Unidade amostral básica é um transecto de 100m de comprimento por 5m de largura com 2,5m de cada lado, estendido ao longo das formações coralíneas por uma trena.

Coleta de dados

As etapas das atividades de coletas de dados em cada expedição de monitoramento podem ser resumidas em:1. Descrição do Local-  Realizada em dois níveis: 

  • Com dados do local, como a avaliação do tipo de impactos que ocorrem, número de embarcações, tipos de pescaria, número de habitantes e distância do rio mais próximo;
  • Condições atmosféricas, físicas e de mar e encontradas no dia da amostragem;

 2. Coleta de dados de Peixes:

  • Quatro transectos de faixa com 20 m de comprimento por 5 m de largura (centrados na trena do transecto) são amostrados;
  • Os transectos de peixes devem ser executados em primeiro lugar, devido à mobilidade de grande parte das espécies, e estão divididos em nível básico e avançado (link para formulário 1)

4.3-transecto-de-faixa3. Coleta de dados de Invertebrados:

  • Os mesmos quatro transectos de faixa, de 20 m por 5 m de largura, são também utilizados para o levantamento de espécies de invertebrados tipicamente alvo da coleta para alimento ou souvenirs, e de impactos como lixo e coral quebrado (Links para formulários 2);
  • Neste transecto é ainda estimada visualmente a percentagem ou percentual de cobertura de coral vivo, de branqueamento e doença da população e das colônias de coral;

4. Coleta de dados de Corais:

  • Para a coleta de dados relativos ao estado de saúde dos corais são realizados quatro transectos de faixa com 20 m de comprimento por 0.5 m de largura, 25 cm de cada lado da trena, onde são anotados dados de espécie e estado (sadio, doente, branqueado) de todas as colônias de coral localizadas dentro da faixa (link para formulário 3).

5.  Coleta de dados de Substrato:

  • Os mesmos quatro transectos de 20 m de extensão são utilizados para o levantamento do tipo de substrato do recife através de uma amostragem pontual, na qual é observada a cobertura sob pontos da trena em intervalos de 0.5 m (link para formulário 3).

Frequencia

2 vezes por ano

Saiba mais

O delineamento dos protocolos de monitoramento e os primeiros resultados do programa foram publicados por FERREIRA & MAIDA (2006), na Série Biodiversidade, volume 18, do Ministério do Meio Ambiente.A abundância de indicadores de pesca foi significativamente mais alta nas Unidades de Proteção Integral.Todavia, mesmo nestes locais, predadores de grande porte, alvos de pesca por vários séculos, como peixes da família Serranidae, apresentaram abundâncias extremamente baixas. Eventos de branqueamento, associados ao aumento de temperatura, foram detectados em sincronia em locais com distâncias superiores a 2.000 km.Coberturas de coral elevadas, comparáveis às observadas no Caribe, foram registradas em várias localidades ao longo da distribuição dos recifes brasileiros, porém, foi também detectada alta variabilidade entre sítios na maioria das regiões (FERREIRA & MAIDA, 2006). A participação voluntária foi expressiva e atualmente equipes são localmente constituídas por gestores, pesquisadores e voluntários, sendo apoiadas por operadoras de mergulho locais.

4.3-formulario1
4.3-formulario2
4.3-formulario4
Substratos Invertebrados Peixes
4.3-guia-p1 4.3-guia-p2 Guia de identificação para espécies de peixes
 

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