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Impacto demográfico sobre primatas em UC por febre amarela

Ano: 2010

Resumo: A Febre Amarela (FA) já foi citada como um dos fatores, dentre outros, como a caça e a degradação de hábitat, que promove a redução de densidade e de tamanho dos grupos de primatas em especial do gênero Alouatta (bugios e guaribas). A ausência ou as reduzidas densidades de bugios no planalto médio gaúcho já foi especulada como produto de surtos históricos de FA.

Considerando que as espécies de primatas no Rio Grande do Sul, como no resto do Brasil, já estão sujeitas a diversas interferências antrópicas negativas, que reduzem e isolam populações, a ocorrência de epizootias letais pode ser determinante para a extinção de populações locais e até mesmo de espécies. No verão de 2008/2009, um surto se abateu sobre o centro-sul do Brasil, com maior intensidade nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. Neste Estado, a Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) de FA teve início em novembro de 2008, sendo confirmados 19 casos em humanos em sete meses (BRASIL, 2009a, www.saude.rs.gov.br). Em São Paulo, a ESPIN de FA teve início em março de 2009, registrando até abril, 22 casos humanos confirmados (BRASIL, 2009b). Nestas duas Unidades Federativas, entre setembro de 2008 a abril de 2009 também foram notificados casos de mortes e suspeitas de epizootias por FA em primatas do gênero Alouatta. Estima-se que pelo menos 83 primatas morreram em 26 municípios de São Paulo. No Rio Grande do Sul registrou-se a morte de mais de 1.600 primatas em 117 municípios. O número real de animais mortos pode ser muito maior, tanto pela manifestação do surto quanto pelas mortes provocadas por populares receosos de contágio. Resumo completo.

Responsável pelo ProjetoUnidade
Marcos de Souza Fialho
msfialho@yahoo.com.br
CPB
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