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Levantamento e monitoramento de herpetofauna e mastofauna

flona jamariAno: 2010

Resumo: O projeto Levantamento e monitoramento da mastofauna e herpetofauna nas áreas de concessão florestal da Floresta Nacional do Jamari abordou aspectos relevantes que antes tanto o ICMBio, quanto o SFB, não haviam chegado a uma definição. Esse aspecto é o monitoramento da biodiversidade nas recentes áreas que passam por concessões florestais.

A partir desse projeto, a coordenação de monitoramento do SFB, a equipe da Floresta Nacional do Jamari e instituições de pesquisa, como o INPA, se reuniram para definir metodologias padronizadas e sistematizadas de monitoramento da biodiversidade já existentes e que fossem respeitadamente reconhecidas. Sendo assim, chegou-se a conclusão de que as áreas de concessão florestais passarão a ter monitoramentos de impactos, e, conseqüentemente, da biodiversidade, por meio da metodologia RAPELD (RAP – inventários rápidos; PELD – Projetos Ecológicos de Longa Duração) aplicada há alguns anos pelo Programa de Pesquisa da Biodiversidade do INPA e já disseminado em alguns biomas brasileiros, principalmente o bioma amazônico.

Posteriormente a essas definições, o SFB e os concessionários florestais serão obrigados a instalar módulos de pesquisa, conforme o método RAPELD nas áreas de manejo florestais. Com isso, a FLONA do Jamari decidiu aderir a esse método nas demais zonas da unidade, como a zona de mineração e zona de conservação, para que os dados levantados nessa pesquisa fossem possíveis de serem comparados e complementados. Essas complementações e comparações também podem ser feitas em um âmbito maior que o da Unidade, podem ser feitas com outros módulos ou grades de pesquisa que utilizam o método RAPELD em outras localidades, tendo uma amplitude não só local, e sim, uma abrangência enorme conforme a distribuição desse método. Além disso, o método RAPELD também sistematiza o banco de dados, fornecendo um banco de biodiversidade mais amplo.

No ano de 2010, a equipe da FLONA se responsabilizou a implantar um módulo de pesquisa na zona de conservação, este fato foi concluído no final do ano. Por sua vez, o SFB se responsabilizou que no ano de 2011 implementará os outros módulos de pesquisa nas três áreas de manejo florestal (UMF 1, 2 e 3). Existem negociações com as mineradoras que trabalham na unidade para que outros dois módulos sejam implantados na zona de mineração da FLONA.
Portanto, esse projeto promoverá uma análise de avaliação padronizada e sistematizada dos impactos da concessão florestal. Ao longo do tempo, um monitoramento, com o intuito de analisar a recuperação ambiental dessa exploração madeireira dentro de uma unidade de conservação terá um banco de dados confiável. Além disso, possivelmente se descobrirão bioindicadores que avaliem esse tipo de atividade antrópica, e, como conseqüência, levantará dados sobre a biodiversidade da Amazônia da região, principalmente dados sobre espécies ameaçadas de extinção.

Responsável pelo ProjetoUnidade
André Gustavo Campos de Oliveira
andre.oliveira@icmbio.gov.br
Floresta Nacional do Jamari
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