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ICMBio testa drones na Amazônia

Publicado: Sexta, 23 de Novembro de 2018, 14h11
Floresta Nacional de Tapajós foi cenário de testes para usos e potencialidades do equipamentos

Informações sobre drones vão subsidiar futuras aquisições (Bruno Bimbato)

Bruno Bimbato
bruno.bimbato@icmbio.gov.br

Servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) testaram, na última semana (16), drones na Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, no estado do Pará, com o objetivo de demonstrar as potencialidades e usabilidades dos equipamentos no bioma amazônico.

Após meses de planejamento, longo processo de aquisição das aeronaves e um curso de capacitação de piloto de RPA, a Coordenação de Fiscalização (COFIS) do ICMBio deu início a fase de testes dos aparelhos, começando pela Amazônia, onde a demanda pelo uso de drones na fiscalização é constante. Para o coordenador da COFIS, André Alamino, as informações obtidas pelos testes servirão para subsidiar as futuras aquisições do instituto, apontando qual o melhor aparelho para determinado tipo de missão a ser realizada.

Rafael Cabral, analista ambiental e coordenador do projeto OARP (operadores de aeronaves remotamente pilotadas) da COFIS, explica quais parâmetros foram examinados durante os testes: “são analisados, dentre outros fatores, a autonomia ou tempo de voo, distância atingida, comportamento dos sensores (câmeras), das baterias e periféricos, a estabilidade dos softwares e as limitações do equipamento quanto ao transporte, portabilidade e durabilidade”.

Depois de três dias seguidos de vários testes na Flona do Tapajós, alguns resultados já mostram a diferença de uso naquele bioma, como a autonomia de voo reduzida. “Um voo que normalmente chega a 30 minutos de duração, teve só 22 na Flona, provavelmente devido ao calor da região, que afeta o aparelho” comenta Cabral.

Outro destaque dos testes foi o uso da câmera termal em um dos drones, onde foi possível avistar um indivíduo em um pequeno barco entrando na Flona em plena madrugada e uma área de queima de vegetação.

Atualmente, a COFIS conta com três tipos de aeronaves para testes, que são: Dji Phantom 4 pro, Dji Matrice 200 e EBEE S.O.D.A., com cada uma possuindo características que ditam a finalidade para qual poderá ser usada em campo.

A equipe de teste foi formada pelos analistas Rafael Cabral, da COFIS, e Pedro Oliveira, do Refúgio de Vida Silvestre Rio dos Frades, que são os responsáveis pelo projeto; Danilo Silva, um dos primeiros técnicos da COFIS a sercapacitado como piloto de drone; além de dois servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e um servidor da Flona Tapajós; bem como o apoio da Coordenação Regional de Santarém do ICMBio.

Próximos passos

Após os testes, que ocorrerão em outros biomas, a intenção é liberar os equipamentos para uso, por servidores capacitados, nas ações do instituto. Estão sendo elaborados outros projetos para aquisição de mais aeronaves, tanto para teste quanto para capacitações, expandindo assim a quantidade de equipamentos e servidores capacitados. “Estamos também em fase final de tramitação da normativa de uso de drones no ICMBio, que esperamos publicar ainda este ano”, explica Cabral.

Drones na fiscalização

O ICMBio já vem utilizando drones em parcerias com outros órgãos em ações de fiscalização. Esses equipamentos podem ser empregados de maneira tática e estratégica, especialmente no geoprocessamento. “O drone traz mais segurança para o agente e mais precisão ao possibilitar trabalhos prévios de planejamento para subsidiar estratégias”, explica Alamino.

Antes de serem utilizados em ações de operação, testes já são realizados em simulações a atividades reais mais controladas. A próxima fase será uma estruturação interna para ver qual será o locus e como será operacionalizada o uso de drones pela Instituição bem como a capacitação dos pilotos. “A princípio, o perfil desejado é disponibilidade para participar das ações de fiscalização”, conclui Alamino.


Comunicação ICMBio
(61) 2028-9294


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