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Sisbio, uma revolução na pesquisa sobre biodiversidade

Publicado: Sexta, 28 de Agosto de 2015, 18h00

Serviço do ICMBio é exemplo de eficiência na gestão pública

Serviço do ICMBio é exemplo de eficiência na gestão pública

Serviço do ICMBio é exemplo de eficiência na gestão pública

Elmano Augusto
ascomchicomendes@icmbio.gov.br

Brasília (28/08/2015) – Não é possível desenvolver estratégias de conservação da natureza sem pesquisas. Por isso, desde a sua criação, o ICMBio investe nessa área. Um bom exemplo é o Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio), lançado em 2007, mesmo ano de fundação do Instituto.

O Sisbio revolucionou o processo de autorização de pesquisas relacionadas à biodiversidade, ao possibilitar aos pesquisadores a liberação on line de estudos e coleta de material biológico, sobretudo de espécies ameaçadas, em unidades de conservação federais ou cavernas em todo o território nacional.

Por causa disso, o serviço figurou entre os dez finalistas no 13º Concurso de Inovação na Gestão Pública. Foi o reconhecimento do governo federal pelo trabalho realizado pelos servidores do ICMBio em benefício do desenvolvimento da ciência e da sociedade.

As pesquisas sobre biodiversidade são valiosas fontes de conhecimentos nas áreas de alimentos, agricultura, pesca, medicamentos, aquecimento global, além de serem importante ferramenta na gestão ambiental, em específico, das unidades de conservação e espécies ameaçadas.

"Graças a seu formato automatizado, interativo e simplificado, o Sisbio melhorou significativamente o atendimento e a prestação de serviços junto aos pesquisadores. Hoje, nada menos do que 99% das solicitações são respondidas dentro do prazo", informa o diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento do ICMBio, Marcelo Marcelino.

Para o coordenador de Autorização e Informação Científica em Biodiversidade do Instituto, Rodrigo Silva Pinto Jorge, o Sisbio representa uma mudança de patamar. "Antes, os procedimentos não eram bem definidos, não tinham transparência. Demoravam meses, até mais de um ano. Agora, a média de liberação das autorizações de pesquisas é de 15 dias", garante ele.

Números expressivos

© Todos os direitos reservados. Foto: Adriano GambariniNesses 8 anos de existência, o Sisbio apresenta números bastante expressivos. São 41.916 pesquisadores cadastrados, 21.138 autorizações concedidas, sendo 9.828 em unidades de conservação federais e 1.304 com espécies ameaçadas de extinção (dados até 5/8/2015), e mais 14.273 relatórios de pesquisas.

Esses relatórios possibilitaram sistematizar 377.659 registros de ocorrência de táxons (unidades de classificação de espécies) dentro e fora de UCs (116.451 e 261.208, respectivamente), ordenar os registros de ocorrência por grupo taxonômico e relacionar publicações originadas das pesquisas realizadas, entre outras informações importantes para subsidiar a gestão das UCs e o manejo das espécies.

A partir de agora, segundo Rodrigo, o Sisbio entra em uma nova etapa. Evolui do processo cartorial (recebimento de solicitações e emissões de autorizações) para a gestão da informação (sistematização e divulgação dos dados de biodiversidade resultantes das pesquisas autorizadas). "Uma das iniciativas é disponibilizar todas as informações no Portal da Biodiversidade, que já está em fase de teste. Assim, pesquisadores, gestores, estudantes, enfim, toda a sociedade poderá ter acesso".

Descentralizado e rápido

O Sisbio opera de forma descentralizada, dando celeridade à tramitação das solicitações de autorização que necessitam ser avaliadas por diversos setores do ICMBio. As informações são conectadas ao Currículo Lattes (CNPq).

O sistema permite ao Instituto gerir a informação resultante das pesquiss por meio do recebimento de relatórios de atividades que integram a base de dados do Instituto e que agregam sugestões de manejo e conservação para as unidades de conservação e espécies ameaçadas.

A integração dos dados gerados pelos pesquisadores é um importante mecanismo de disponibilização do acesso à informação sobre a biodiversidade nacional para a comunidade científica, tomadores de decisão, formuladores de políticas ambientais e educadores.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

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