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ICMBio apreende 3,5 toneladas de piracatinga

Publicado: Quarta, 02 de Agosto de 2017, 12h35
Operação realizada na Reserva Extrativista do Baixo Juruá, no Amazonas, teve, entre outros objetivos, o de garantir a proibição da pesca desse peixe, em vigor desde 2015

PIRACATINGA

Brasília (02/08/2017) – Agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acabam de divulgar os resultados de operação para coibir a captura, transporte e comercialização de quelônios (animais com casco), carne de caça e espécies de peixes cuja pesca e comercialização estejam proibidas ou sob restrição, como é o caso da piracatinga. A ação foi realizada na semana passada no interior e entorno da Reserva Extrativista (Resex) do Baixo Juruá, no Amazonas. 

De acordo com o balanço, foram apreendidas 3,5 toneladas de piracatinga. O pescado era transportado em uma embarcação, que foi abordada no entorno da Resex, na região do médio rio Solimões, na madrugada do dia 26. O responsável pela infração recebeu multa de R$ 142 mil e o barco foi apreendido.

Parte do pescado foi doado para comunidades ribeirinhas da própria Resex e o restante foi inutilizado em virtude do estado de decomposição do peixe, submetido ao calor intenso da região. De acordo com o responsável pela embarcação, o peixe seria destinado ao mercado colombiano, sendo escoado pelo rio Solimões até o país vizinho.

Também foram lavrados outros três autos de infração por transporte ilegal de quelônio (animais com casco), carne de jacaré e de pirarucu proveniente de área não manejada.

A operação de fiscalização, que ocorreu entre os dias 20 e 28 de julho, foi realizada com recursos do programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e contou com a participação de agentes do ICMBio (Resex do Baixo Juruá e Parque Nacional do Iguaçu) e teve apoio da Polícia Militar do Estado do Amazonas, Batalhão de Tefé.

Moratória

A pesca da piracatinga está proibida desde janeiro de 2015, de acordo com a Instrução Normativa (IN) interministerial nº 6 de julho de 2014. A restrição é devido ao método adotado por pescadores para realizar a captura do peixe, utilizando como isca a carne dos botos-cor-de-rosa e tucuxi e jacarés. O boto está ameaçado de extinção.

A carne da piracatinga não é muito apreciada entre a população da Amazônia brasileira, mas encontra na Colômbia, país fronteiriço com o estado do Amazonas, um grande mercado consumidor. O filé do peixe também tem boa aceitação na região Sudeste do Brasil, onde é comercializado como douradinha.

Um dos objetivos da moratória é a recuperação das populações de botos e jacarés na bacia amazônica, situação que deve ser monitorada ao longo dos cinco anos de proibição da pesca da piracatinga, período vai até 2020.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280
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