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ICMBio apreende 31 aves silvestres em Florianópolis

Publicado: Segunda, 04 de Agosto de 2014, 15h09

Aves foram vítimas do tráfico de animais. Quatro pássaros estão ameaçados de extinção

Aves foram vítimas do tráfico de animais. Quatro pássaros estão ameaçados de extinção

ICMBio apreende 31 aves silvestres em Florianópolis

Gustavo Frasão
gustavo.caldas@icmbio.gov.br 

Brasília (04/08/2014) — O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apreendeu na última sexta-feira (1º) 31 aves silvestres na Barra do Sambaqui, entorno da Estação Ecológica (Esec) Carijós, em Florianópolis (SC). Quatro das espécies estão ameaçadas de extinção.

A operação foi desencadeada pelos servidores da Unidade de Conservação (UC) para combater o tráfico de animais silvestres na região. "Estávamos fazendo rondas há algum tempo e descobrimos o cativeiro. Quando voltamos ao local, vimos que o problema era maior do que esperávamos", relatou o chefe da Esec, Silvio Souza.

A maior parte das aves nativas encontradas no imóvel eram sabiás, trinca-ferros e coleirinhas. As espécies ameaçadas são tiê-sangue e curió. No momento da apreensão, um homem foi autuado e multado em R$ 67 mil, acusado de crime ambiental. Ele também responderá junto à Justiça Federal. "A lei prevê multa de R$ 500 por indivíduo da fauna brasileira. Caso a espécie esteja ameaçada, o valor sobe para R$ 5 mil por animal", explicou Souza.

Os pássaros foram levados ao Centro de Recuperação de Animais Silvestres (Cetas). Eles serão tratados e reintroduzidos ao habitat natural nos próximos meses.

Novas operações

Novas operações estão planejadas até o fim do ano. De acordo com o chefe da Esec, pelo menos duas grandes ações devem acontecer até setembro. "Fazemos rondas constantes para identificar esses cativeiros. Já temos vários lugares mapeados", finalizou Silvio Souza.

Sobre a Estação Ecológica de Carijós

A Estação Ecológica de Carijós foi criada em 1987 para proteger os manguezais dos rios Ratones e do Saco Grande, localizados ao norte da Ilha de Santa Catarina. A Unidade de Conservação tem 712 hectares e também protege os ecossistemas de restinga, rios e banhados.

Cerca de 528 espécies de animais, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como o jacaré-do-papo-amarelo e a lontra, vivem na região. A Esec também é considerada pelos cientistas uma área importante para reprodução e crescimento de seres marinhos, como camarões, caranguejos, tainhas e robalos. 

A avifauna da UC apresenta 32% das espécies de todo o estado de Santa Catarina e 64% das espécies que vivem na Ilha.

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