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ICMBio e Ministério Público debatem sobre arara-azul-de-lear

Publicado: Quinta, 09 de Abril de 2015, 15h56

O objetivo do encontro foi solucionar problemas que ameaçam a espécie

Brasília (09/04/15) – De acordo com o último censo (2014), existem 1.294 araras-azuis-de-lear distribuídas em sete municípios do nordeste baiano. A espécie está na Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, na categoria Em Perigo (EN). Saiba mais sobre as araras-azuis-de-lear.

O Plano de Ação Nacional (PAN) da arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) define ações voltadas para promover o aumento populacional da espécie e melhorar o status de conservação da espécie. O PAN é coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), através do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave).

Para discutir as atividades do PAN, gestores da Estação Ecológica (Esec) Raso da Catarina (BA) participaram de reunião no Ministério Público da Bahia, no mês de março. O objetivo do encontro era solucionar problemas que ameaçam a espécie, a exemplo do tráfico de animais silvestres e do conflito com agricultores devido aos danos que as araras causam às plantações de milho.

O chefe da Esec, José Tiago Santos, esclareceu que os prejuízos à agricultura acontecem devido à perda de habitat, ao aumento populacional da espécie e à diminuição do seu alimento natural, o licuri (Syagrus coronata), tornando o milho uma fonte alternativa de consumo. Entre as prioridades do PAN, está o ressarcimento aos agricultores que tiveram suas plantações atacadas pelas araras-azuis-de-lear.

Atualmente, o ressarcimento é feito pela organização não governamental ECO, após o levantamento da área atingida e uma estimativa da quantidade de milho que seria produzido. "Podemos inferir essa quantidade de acordo com as condições do terreno, seu tamanho e a qualidade do milho plantado que pode ser verificada pelos vestígios de milho que ainda sobram depois do ataque das araras. Então é feito o ressarcimento em sacas de milho conforme a estimativa do que seria produzido ou do prejuízo", explica Santos.

Para a promotora Luciana Khoury, do MP-BA, além do ressarcimento aos prejuízos da plantação, é necessária a realização de ações de proteção em rede para que em conjunto se chegue a melhores resultados.

Decisões
Na reunião, ficou definido que serão produzidos cartilhas e folders educativos para informar e sensibilizar as comunidades e escolas para a importância da conservação da espécie. Os policiais militares e civis da Bahia receberão treinamento para intensificar a fiscalização no combate ao tráfico e evitar que as araras sejam abatidas por produtores de milho.

As ações educativas e de fiscalização vão acontecer em todos os municípios de ocorrência da arara-azul-de-lear onde houve ataque ao milharais, incluindo os municípios que compõem a Esec e onde há locais de alimentação da ave: Paulo Afonso, Glória, Rodelas, Santa Brígida, Canudos, Jeremoabo, Euclides da Cunha e Monte Santo, todos na Bahia.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9290
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