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Saem resultados do cadastramento e diagnóstico socioprodutivo

Publicado: Quinta, 16 de Abril de 2015, 15h23

Seminário foi realizado para apresentar dados do cadastramento

 Seminário foi realizado para apresentar dados do cadastramento

 © Todos os direitos reservados. Fotos: Nana Brasil

Nana Brasil
nana.nascimento@icmbio.gov.br

Brasília (16/04/2015) – O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio da sua Diretoria de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial (Disat/ICMBio), realizou, entre os dias 13 e 15 de abril, o 5º Seminário para Apresentação dos Resultados Preliminares do Cadastramento e Diagnóstico Socioprodutivo em Unidades de Conservação. O objetivo do evento foi reunir gestores e lideranças comunitárias para debater os resultados obtidos a partir das ações de cadastramento e diagnóstico socioprodutivo em 12 Unidades de Conservação (UCs).

Desde que iniciado em 2013, o processo de cadastramento abarcou um universo de 60 mil famílias, residentes nas 77 UCs federais de Uso Sustentável com populações tradicionais identificadas. As quatro Unidades de Conservação com comunidades tradicionais criadas no final de 2014 serão posteriormente incorporadas ao cadastramento, o que aumentará para 81 o número total de UCs.

O levantamento contribuiu para identificar questões fundamentais, como a falta de documentos básicos entre alguns membros de populações tradicionais, o que inviabiliza o acesso às políticas públicas. "É complexo e desafiador realizar uma ação desse porte, sempre respeitando a realidade de cada Unidade de Conservação. Mas a reunião das informações e o diagnóstico foram apenas os primeiros passos. Nossos objetivos começam agora", ressaltou o diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial do ICMBio, João Arnaldo Novaes.

A partir dos dados obtidos poderão ser criadas condições para o ICMBio pleitear a implementação de políticas públicas nas Unidades de Conservação. "Se queremos levar educação, por exemplo, precisamos conhecer as comunidades e saber onde não há colégios, qual a quantidade de crianças fora da escola etc", argumentou.

Para Noel Gomes, presidente da Associação Mãe, que reúne as comunidades da Reserva Extrativista Arapixi (AM), os principais problemas identificados nessa UC foram o acesso à saúde e à educação. "Por outro lado, chama a atenção que 97% dos jovens declararam que gostam de viver na Reserva. Isso significa que se houver uma infraestrutura adequada, conseguiremos evitar que esses jovens deixem a Unidade", pontuou.

O encontro possibilitou, ainda, a identificação de algumas lacunas e distorções, fornecendo elementos importantes para a contextualização dos dados levantados e garantindo, assim, a qualidade das informações que serão apresentadas à sociedade.

Parcerias

A estratégia do cadastramento foi desenhada em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que disponibilizou recursos para a ação, e a Universidade Federal de Viçosa (UFV), que transformou os questionários em um aplicativo digital, facilitando a coleta e o processamento dos dados.

As equipes que fizeram o levantamento em campo (coordenadores, entrevistadores, guias de campo, cozinheiros, pilotos) foram contratadas em processos seletivos locais e capacitadas para o manuseio dos tablets.

O levantamento reuniu diversas informações populacionais, como quantidade de famílias, perfil etário, perfil de gênero, posse de documentos, condições de moradia, população economicamente ativa, renda familiar, perfil de escolaridade, entre outras. Os dados obtidos foram remetidos à UFV para processamento e geração de listas de famílias.

"Esse trabalho evidenciou a importância social, econômica, ambiental e demográfica do modelo de Unidade de Conservação de Uso Sustentável", avaliou José Ambrósio Neto, professor do Departamento de Economia Rural da UFV.

Avaliação do cadastramento e apresentação do SISFamílias

Durante o encerramento do seminário, realizado nesta quarta-feira (15) no auditório da Agência Nacional de Águas (ANA), os participantes fizeram um balanço da ação de cadastramento. De modo geral, as avaliações foram bastante positivas, salvo algumas inconsistências em determinados dados, que deverão ser corrigidos.

"É de fundamental importância que o órgão gestor conheça sua população beneficiária, pois as informações fornecem subsídios para a proposição e a implementação de políticas públicas", afirmou Maurício Santamaria, chefe da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns (PA), uma das mais populosas da Amazônia, onde foram aplicados mais de 3 mil questionários.

Ainda durante o encontro, foi apresentado aos gestores e lideranças comunitárias o Sistema de Informações das Famílias em Unidades de Conservação Federais (SISFamílias), ferramenta online de gerenciamento das informações, que reunirá os dados já coletados e permitirá atualizações, correções e incorporações de novas famílias, além de fornecer fotos, imagens de satélite e relatórios sobre cada UC.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280
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