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Cemave discute Programa de Cativeiro do Pato-mergulhão

Publicado: Quinta, 11 de Junho de 2015, 11h31

Na ocasião foi avaliado o Plano de Ação para Conservação da espécie

Na ocasião foi avaliado o Plano de Ação para Conservação da espécie

© Todos os direitos reservados. Foto: Savio Freire

Brasília (11/06/2015) - O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave/ICMBio) promoveu, entre os dias 13 e 17 de abril, duas importantes reuniões a respeito do Programa de Cativeiro e Monitoria e Avaliação do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Pato-mergulhão (PAN Pato-mergulhão).

Os membros do Grupo Assessor do Plano participaram representando o Zooparque de São Paulo, a Universidade de São Paulo, a Universidade Federal de Minas Gerais, o Instituto TerraBrasilis, Naturatins, de Tocantis, e o Parque Nacional Chapada dos Veadeiros, unidade de conservação administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade localizado em Goiás.

No dia 13, o grupo de pesquisadores coordenados pelo Cemave reuniu-se na sede do ICMBio, em Brasília, para discutir a continuidade do Programa de Cativeiro que, no momento, conta com apenas quatro indivíduos da espécie, mantidos no criadouro científico Poços de Caldas, em Minas Gerais, e no Zooparque, em Itatiba, São Paulo.

A analista ambiental do Cemave, Rita Surrage, acredita que a ampliação da população do pato-mergulhão em cativeiro seja de fundamental importância para que, posteriormente, seja possível a reintrodução dos indivíduos em áreas protegidas.

"Para este ano, duas áreas estão sendo visadas para a coleta de ovos: o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e a região do Jalapão, no Tocantins. Com a aproximação da estação reprodutiva do pato-mergulhão, que acontece entre os meses de junho a setembro, operações estão sendo montadas para esta coleta", explicou.

Logo após a reunião do Programa de Cativeiro, já entre os dias 14 e 17 de abril, os pesquisadores se dirigiram ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, onde discutiram as 24 ações do PAN Pato-mergulhão, alinhando-as aos prazos de cumprimento e a próxima finalização do Plano.

"Entre as ações destacam-se a fiscalização nos locais em que a espécie ainda ocorre, ações de educação ambiental e, principalmente, ações de pesquisa e conservação", ressaltou Rita Surrage.

Sobre a espécie

O Pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) encontra-se extinto em mais de 90% da sua área original. O registro histórico da sua área de ocorrência é escasso embora a área seja extensa abrangendo três países sul-americanos: Argentina, Brasil e Paraguai.

No Paraguai e na Argentina os registros são constituídos por raras e históricas observações isoladas, sendo que no Paraguai não há qualquer relato da espécie desde 1984. No Brasil, atualmente a espécie só é conhecida nos estados de Goiás, Minas Gerais e Tocantins. A população total brasileira é estimada em menos de 250 indivíduos maduros.

A espécie sofre um declínio populacional continuado devido à perda e alteração de seu habitat, especialmente causadas pelo desmatamento, instalação de empreendimentos hidrelétricos, turismo desordenado e poluição das águas dos rios. Assim sendo, M. octosetaceus foi categorizada como Criticamente em Perigo (CR)

Desde 2006, várias medidas vêm sendo tomadas no sentido de permitir a retirada dessa espécie do status de ameaça em que se encontra.

PAN Pato-mergulhão

O Plano de Ação Nacional para a Conservação do Pato-mergulhão tem como objetivo geral assegurar permanentemente a manutenção das populações e da distribuição geográfica de Mergus octosetaceus, a médio e longo prazo.

Cabe a ele também promover o aumento do efetivo populacional e do número de populações, bem como propiciar a expansão da distribuição geográfica da espécie na sua área de ocorrência original.

O PAN é composto por um objetivo geral, cinco objetivos específicos e vinte e quatro ações, cujo monitoramento está sendo supervisionado pelo Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação de Aves Silvestres (Cemave) – centro especializado vinculado ao ICMBio.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

 

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