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ICMBio investe na pesquisa científica

Publicado: Sexta, 28 de Agosto de 2015, 18h00

Ações nos últimos oito anos aprimoraram gestão da bioversidade

Ações nos últimos oito anos aprimoraram gestão da bioversidade

© Todos os direitos reservados. Foto: Ana Luzia

Elmano Augusto
ascomchicomendes@icmbio.gov.br

Brasília (28/08/2015) – Pesquisa científica, difusão do conhecimento e avaliação, diagnóstico e monitoramento do estado de conservação dos recursos naturais são preocupações imprescindíveis para quem atua no manejo e proteção da natureza, em especial na preservação da fauna e flora e na gestão das unidades de conservação (UC).

Por isso, desde a sua fundação, oito anos atrás, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) investe forte nessa área. As ações são conduzidas pela Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio), suas coordenações e seus centros de pesquisa e conservação, espalhados pelo País (Veja como o Centro Tamar ajuda a salvar as tartarugas marinhas).

O resultado mais recente nessa área foi a atualização e publicação das Listas Nacionais de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção. Para isso, o ICMBio promoveu o levantamento, sistematização e análise de dados de todos vertebrados e alguns grupos selecionados de invertebrados do Brasil. O trabalho teve início em 2010 e foi concluído, em seu primeiro ciclo, no ano passado.

Durante os quatro anos, foram avaliadas 12.254 espécies, em 73 oficinas de trabalho com a participação de mais de 1.200 especialistas. Desse universo, 1.173 espécies foram categorizadas como ameaçadas de extinção. "Nenhum outro país realizou um trabalho desta envergadura. É o mais completo diagnóstico sobre o estado de conservação da fauna já realizado, identificando as espécies sob risco de extinção e os principais vetores de ameaças", diz o diretor da Dibio, Marcelo Marcelino.

Planos de ação

capa-ararinha-azulOutra importante conquista do ICMBio nessa área foi a elaboração dos planos de ação nacionais (PAN) para a conservação de espécies ameaçadas. Nos seus oito anos, o Instituto, por meio da Dibio, produziu 49 planos, contemplando 582 espécies, o que representa praticamente metade das 1.173 espécies constantes da nova lista da fauna brasileira ameaçada de extinção (Conheça os avanços obtidos pelo PAN da Ararinha-Azul). 

As oficinas de elaboração dos PAN contaram com a ajuda de mais de 1.800 especialistas e envolveram mais de 800 instituições, o que mostra a capacidade do Instituto em dialogar e trabalhar com os vários setores da sociedade que produzem ciência e informação sobre biodiversidade e fazem conservação.

A implementação dos planos nacionais é acompanhada por meio de oficinais, também organizadas pelo ICMBio. Mais de 400 colaboradores de 150 instituições já participaram desses eventos. Pelos dados obtidos até agora, 52% das ações previstas em PANs estão em andamento ou já foram concluídas.

Sisbio, Portal e Revista

Revista-biodiversidadeNa promoção e gestão do conhecimento sobre a conservação da biodiversidade, o ICMBio ganhou destaque com o Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio), lançado no mesmo ano de fundação da autarquia e indicado para o 13º Prêmio de Inovação Científica, promovido pelo governo federal para incentivar as boas práticas no serviço público (Saiba como o Sisbio facilita o trabalho dos pesquisadores nas UCs).

Agora, como continuação desse trabalho, o Instituto investe no Portal da Biodiversidade, que deve ser lançado até o final do ano. O portal possibilitará ao público acesso às informações contidas no seu banco de dados, a partir de buscas textuais e geoespaciais, visualização e download de registros de ocorrência de espécies.

Ainda na área de difusão do conhecimento, o ICMBio mantém, desde 2011, a revista Biodiversidade Brasileira, a BioBrasil. A publicação apresenta e discute pesquisas e experiências sobre conservação e manejo da biodiversidade, com foco em espécies ameaçadas ou unidades de conservação, nas suas várias dimensões.

Iniciação científica

Em uma outra frente, o Instituto promove, desde 2008, por meio da Dibio, o Programa de Iniciação Científica PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica), realizado em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com contrapartida em bolsas pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE).

De lá para cá, 233 estudantes fizeram (201) ou estão fazendo (32) o estágio de iniciação científica pelo PBIC. Atualmente na nona edição (ciclo 2015/2016), o programa oferece 16 bolsas CNPq e 10 CIEE e 6 voluntários.

No momento, a Dibio se prepara para realizar o seu VII Seminário de Pesquisa e VII Encontro de Iniciação Científica do ICMBio, que tem como tema "Conservação e Sociedade". O evento, que ocorrerá em setembro, costuma reunir anualmente cerca de 120 participantes com experiência em pesquisa, manejo e conservação, fomentando troca de experiências e estabelecimento de parcerias.

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Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

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