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Fogo está mais controlado nas Serras do Cipó e dos Órgãos

Publicado: Quinta, 16 de Outubro de 2014, 15h40

Brigadistas do ICMBio e do IBAMA combatem as chamas com apoio de Bombeiros

Brigadistas do ICMBio e do IBAMA combatem as chamas com apoio de Bombeiros

Fogo está mais controlado nas Serras do Cipó e dos Órgãos

Nana Brasil
nana.nascimento@icmbio.gov.br

Brasília (16/10/2014) — As chamas que atingem o Parque Nacional da Serra do Cipó (MG) estão mais controladas nesta quinta-feira (16), de acordo com a coordenação da Unidade de Conservação (UC). O incêndio, que começou na última sexta-feira (10) nas proximidades do entroncamento do Morro do Pilar (rodovia MG-010), se alastrou pela região e adentrou o Parque na segunda-feira (13), afetando uma área de 2.490 hectares. Se considerados os arredores – que incluem outra UC federal atingida, a Área de Proteção Ambiental (APA) Morro da Pedreira –, estima-se que a queimada destruiu aproximadamente 5 mil hectares.

A situação, no entanto, já é considerada menos crítica e as condições de combate ao fogo estão mais favoráveis. "Até ontem havia muita fumaça, impossibilitando as atividades aéreas. Hoje, o clima está mais ameno, a visibilidade melhorou, os ventos diminuíram e até choveu um pouco no alto da serra", explicou a analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Paula Ferreira. Outro aspecto positivo foi a extinção do fogo no Vale do Bocaina, um dos focos de incêndio que mais preocupavam a equipe de combate.

Ainda segundo a analista ambiental, 49 brigadistas do ICMBio e do IBAMA estão trabalhando no local desde o início da queimada, contando com o apoio de 27 bombeiros civis, deslocados de Belo Horizonte, e cerca de 20 voluntários, que atuam tanto nas frentes de fogo quanto em atividades de apoio logístico. As operações aéreas são realizadas com dois aviões Air Tractor para lançamento de água e um helicóptero, destinado ao transporte da equipe até as áreas afetadas. "Ontem à noite, um esquadrão de 15 brigadistas atuou em terra para conter o fogo. Devido a melhora das condições climáticas, já foi possível realizar atividades aéreas no dia de hoje", destacou Paula.

O Parque Nacional da Serra do Cipó permanecerá fechado à visitação até que o incêndio seja controlado e todo o trabalho da equipe de combate esteja concluído.

Equipes atuam para conter incêndio na Serra dos Órgãos

O incêndio que acomete o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ) desde a última segunda-feira (13) também está sendo combatido por brigadistas do ICMBio e do IBAMA. Pelo menos 575 hectares do Parque foram atingidos pelo fogo, que vem sendo contido, sobretudo, através de ações em terra. "O tipo de relevo da Serra dos Órgãos dificulta atividades aéreas de lançamento de água", esclareceu Christian Berlinck, coordenador de Emergências Ambientais do ICMBio. Fogo está mais controlado nas Serras do Cipó e dos Órgãos

Leia também: ICMBio e Ibama trabalham para conter incêndio na Serra dos Órgãos

Nesta quinta-feira (16) foi montada uma base avançada de campo com 41 brigadistas, que foram deslocados com o auxílio do helicóptero do Corpo de Bombeiros. Há também duas equipes volantes, contando com oito profissionais cada uma, que atuam nas estradas do entorno do Parque para evitar que outros focos de incêndio entrem na unidade. Segundo o coordenador, um terceiro grupo volante foi designado para circular nos sítios e chácaras da região, com o intuito de conscientizar os moradores a não utilizar fogo para limpeza de quintais, folhagens, restos de poda, entre outros. "Existe ainda uma equipe formada por veterinários e servidores do Parque que estão trabalhando no resgate, cuidados e avaliação de reintrodução de animais", completou Berlinck.

Sobre o Parque Nacional da Serra do Cipó

Criado em 1984, o Parque Nacional da Serra do Cipó (MG) abrange os municípios de Jaboticatubas, Santana do Riacho, Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro, com uma área total de 33.800 hectares. A unidade protege diversas espécies da flora e da fauna brasileiras ameaçadas de extinção, constituindo um ambiente singular que há séculos encanta viajantes, turistas e moradores. Com altitudes que variam entre 700 e 1.670 metros, a Serra do Cipó localiza-se na porção sul da Serra do Espinhaço, importante divisor de duas grandes bacias hidrográficas brasileiras: a do São Francisco e a do Rio Doce. A topografia acidentada e a grande quantidade de nascentes formam diversos rios, cachoeiras, cânions e cavernas de exuberante beleza. A diversidade natural do Parque fica evidente através de sua flora – uma das mais variadas do planeta, com mais de 1.700 espécies registradas – e de sua riquíssima fauna, com destaque para os insetos, anfíbios, pássaros, mamíferos e répteis.

Sobre o Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Com uma área total de 20.024 hectares, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ) abrange os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim, abrigando mais de 2.800 espécies de plantas e uma fauna bastante diversificada: 462 espécies de aves, 105 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis, incluindo 130 animais ameaçados de extinção e muitas espécies endêmicas, ou seja, que existem apenas na região. Criado em 1939 para proteger a excepcional paisagem e a biodiversidade deste trecho da região serrana do Rio de Janeiro, o Parque é reconhecido como um dos melhores locais do país para a prática de esportes de montanha, como escalada, caminhada e rapel, além de possuir fantásticas cachoeiras e a maior rede de trilhas do Brasil, com mais de 200 km e diversos níveis de dificuldade. Já entre as escaladas, destacam-se o Dedo de Deus, marco inicial da escalada no país, e a Agulha do Diabo, considerada uma das 15 melhores escaladas em rocha do mundo.

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