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ICMBio apoia XVI Encontro da Cultura Negra no Quilombo do Campinho

Publicado: Quarta, 03 de Dezembro de 2014, 18h27

Evento aconteceu para celebrar o Dia da Consciência Negra

Evento aconteceu para celebrar o Dia da Consciência Negra

ICMBio apoia XVI Encontro da Cultura Negra no Quilombo do Campinho

Nana Brasil
nana.nascimento@icmbio.gov.br

Brasília (03/12/2014) — O Quilombo do Campinho da Independência, localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) de Cairuçu, em Paraty (RJ), reuniu cerca de 200 pessoas no Restaurante Comunitário do Quilombo para a realização do seu XVI Encontro da Cultura Negra. O evento, que conta com o apoio da APA, aconteceu entre 20 e 23 de novembro em celebração ao Dia da Consciência Negra.

A programação do encontro foi bastante diversificada, com exibição de filmes, debates, oficinas, campeonato de futebol, desfile da beleza negra, baile black com DJ, capoeira, samba, tambor de crioula, entre outras atividades. Segundo Vagner do Nascimento, membro da comunidade, o evento cresceu bastante nos últimos anos. "Hoje, a mobilização é intensa e nós recebemos vários grupos de fora de Paraty. O encontro se tornou regional", afirmou Nascimento.

De acordo com Bruno Gueiros, analista ambiental do ICMBio, o apoio da APA de Cairuçu ao XVI Encontro da Cultura Negra tem uma importância simbólica muito grande. "Isso reforça o nosso compromisso com as populações tradicionais residentes, que têm no Quilombo do Campinho um relevante parceiro e articulador na construção da gestão participativa", avaliou Gueiros.

No último dia do evento, houve um debate sobre a história do quilombo, que contou com a presença de lideranças comunitárias jovens e idosas, além do analista ambiental do ICMBio Ney França, que foi homenageado em nome da APA de Cairuçu.

Durante a homenagem, destacou-se a importância do apoio dado pela APA no processo de reconhecimento e titulação do Quilombo, em 1998, e na co-produção dos três primeiros encontros da cultura negra. "O encontro foi criado há 16 anos pelo Ibama com o intuito de resgatar a identidade cultural da comunidade. Com o tempo, os próprios quilombolas foram se apropriando da ideia e assumindo a condução do evento", contou França.

Para Vagner do Nascimento, o encontro cumpre o papel de trabalhar as questões identitárias e a autoestima da população, contribuindo para a valorização da cultura negra e das práticas comunitárias sustentáveis. "A história do Quilombo do Campinho demonstra que onde tem comunidade tradicional, tem meio ambiente conservado. Assim, ajudamos a desmistificar a ideia de que áreas protegidas e populações tradicionais são incompatíveis", concluiu Nascimento.

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