Destaques

06/05/19

CONSELHO PROPÕE PLANO ESTRATÉGICO PARA ESEC TAMOIOS

 O Conselho Consultivo da Estação Ecológica de Tamoios reuniu-se no último dia 30 de abril em sua primeira reunião de 2019. Este encontro contou com a participação de 26 conselheiros de 15 instituições comunitárias, científicas e de ensino, das prefeituras de Angra do Reis e Paraty, empresas, entre outras entidades, que reafirmaram a parceria pela conservação da biodiversidade da ESEC na Baía da Ilha Grande.

Foi apresentado aos membros do Conselho o Relatório de Atividades do ano de 2018, compartilhando com a sociedade os avanços na implementação de nosso Plano de Manejo e os desafios gerenciais frente às dificuldades e ameaças que buscam enfraquecer a gestão ambiental no contexto brasileiro.

Como forma de construir um planejamento estratégico para as ações a serem desenvolvidas pela equipe da UC, com envolvimento da sociedade, focada em gestão para os resultados, foi apresentado o Mapa Estratégico da unidade de conservação do período de 2018-2020. Este mapa foi amplamente debatido e consolidado pelos participantes da reunião. Os objetivos estratégicos apresentados servirão de base para o aprofundamento de um plano de ação para o conselho que irá guiar a implementação da unidade de conservação para os próximos anos.

MAPA ESTRATÉGICO2

07/01/19

Estação Meteorológica da Ilha do Sabacu

 

AVISO IMPORTANTE:

DESDE O DIA 29 DE JUNHO DE 2019, A ESTAÇÃO METEOROLÓGICA PAROU DE FUNCIONAR DEVIDO AO FURTO DOS EQUIPAMENTOS NA ILHA DO SABACU.

INFELIZMENTE, ESTA IMPORTANTE FONTE DE INFORMAÇÕES PARA OS AQUAVIÁRIOS DA REGIÃO, EM FUNCIONAMENTO DESDE 2017, SERÁ PERMANENTEMENTE DESATIVADA.

A DECISÃO DE DESCONTINUAR A OPERAÇÃO DA ESTAÇÃO METEOROLÓGICA SE DEVE AO AUMENTO DA CRIMINALIDADE EM ANGRA DOS REIS E À ALTA PROBABILIDADE DE QUE OS EQUIPAMENTOS EVENTUALMENTE REPOSTOS SEJAM NOVAMENTE SUBTRAÍDOS. 

 

 

A instalação da Estação Meteorológica da Ilha do Sabacu, na ESEC Tamoios/ICMBio, foi autorizada pela UC através da Autorização Direta 3/2017

Patrocinada e operada pela TRANSHIP TRANSPORTES MARITIMOS LTDA, é uma importante fonte de informações para pesquisas científicas, monitoramento, bem como para navegadores e moradores na região de Angra dos Reis e Paraty.

As informações podem ser acessadas através do link: http://www.tstranship.com.br/patrocinio/

O equipamento instalado consiste em uma estação DAVIS modelo Vantage Vue e está localizado no alto da Ilha do Sabacu ao centro da Baia da Ribeira.

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A Estação informa on-line as seguintes medições: Velocidade do Vento, Direção do Vento, Temperatura Ambiente, Umidade Relativa, Pressão Atmosférica e Índice Pluviométrico.

Complementando essas informações são disponibilizados dois gráficos, destinados prioritariamente aos velejadores, que registram as oscilações do comportamento do vento permitindo seu melhor aproveitamento.

Em outro gráfico, são registradas as variações de pressão atmosférica e temperatura, permitindo previsões do tempo seguindo a planilha abaixo:

PRESSÃO ATMOSFÉRICA TEMPERATURA TEMPO PROVÁVEL 
 

 

Baixando

 

Chuvas fortes, Ventos de Sul a Sudoeste fortes

BAIXANDO Estável Frente quente com chuvas prováveis
  Subindo Tempo instável, Aproximação de frente
 

 

Baixando

 

Chuva provável, Ventos de Sul a Sudeste

ESTÁVEL Estável Tempo incerto, Ventos variáveis
  Subindo Tempo mudando para bom, Ventos de Leste
 

 

Baixando

 

Tempo bom, Ventos de Sul a Sudeste

SUBINDO Estável Tempo bom, Ventos de Leste frescos
  Subindo Tempo bom, Ventos quentes e secos

 

 

02/01/19

NOTA SOBRE A ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE TAMOIOS

Na última reunião ordinária do Conselho Consultivo da ESEC Tamoios em 2018, foi aprovada a seguinte carta sobre a ESEC Tamoios, no intuito de informar a sociedade dos propósitos de criação da UC e dos avanços de gestão no intuito de cumprimento de seus propósitos de criação:

A Estação Ecológica de Tamoios foi criada em 1990 com o objetivo de preservar ambientes naturais insulares e marinhos e a biodiversidade associada a estes ecossistemas na Baía da Ilha Grande, entre Paraty e Angra dos Reis no Estado do Rio de Janeiro.
Sua implantação atende dispositivo legal que determina que as usinas nucleares existentes no território brasileiro deverão ser localizadas em áreas delimitadas como estações ecológicas, proporcionando o estabelecimento de mecanismo para acompanhamento preciso das características do meio ambiente durante as operações de geração de energia nuclear.
Sua gestão vem garantindo, além do cumprimento dos aspectos normativos, condições para a manutenção e recuperação dos estoques pesqueiros na Baía, em especial para espécies ameaçadas de extinção como o mero, a garoupa e o pepino-do-mar, este último que vem recentemente sendo alvo de redes internacionais de exploração e contrabando.
De um total de mais de 180 ilhas existentes em toda a Baía da Ilha Grande, a ESEC Tamoios abrange apenas 29 ilhotas, ilhas, lajes e rochedos além de uma área marinha cuja superfície envolve em torno de 5% de toda a Baía. As áreas terrestres da Estação Ecológica em sua maioria se configuram como pequenos ilhotes, cobertos por mata atlântica, inadequados para a implantação de emprendimentos por falta de acesso adequado, água doce disponivel e configuração do relevo, sendo protegidas inclusive por outros diplomas legais para além da estação ecológica como a Lei da Mata Atlântica, Lei de Segurança Nacional, áreas de preservação permanente do Código Florestal, entre outras.
Muitos resultados atestam os avanços na efetividade da gestão da Unidade de Conservação, os quais podemos destacar: a proteção da biodiversidade no acompanhamento dos processos de licenciamento de grandes empreendimentos, reduzindo a possibilidade de riscos de acidentes ambientais na baía da Ilha Grande; a fiscalização dos defesos e da pesca industrial, contribuindo para a gestão pesqueira na região e o monitoramento e controle de espécies exóticas invasoras, com destaque para o coral sol.
Laboratório vivo, foram realizadas mais de 80 pesquisas nos últimos 20 anos, envolvendo cerca de 30 instituições diferentes, 70 pesquisadores e centenas de estudantes, oferecendo apoio logístico como alojamento e transporte que viabiliza a produção científica.
No campo da educação ambiental a Unidade mantém um programa permanente de estágio e voluntariado, contribuindo na formação de estudantes, além de um programa permanente de visitação escolar que tem atendido em média 500 alunos a cada ano. A busca por alternativas e melhores condutas para o turismo regional tem sido parte de nossa agenda.
Destacamos a relevância do envolvimento da cidadania na gestão da Unidade, que conta com um conselho ativo e atuante desde 2007, com representação de diversos atores sociais do território da baía da Ilha Grande. Além dos empregos diretos gerados na administração da UC, os direitos históricos dos pescadores artesanais foram garantidos por meio desta participação, sendo o termo de compromisso formulado com a comunidade de Tarituba um importante instrumento para a resolução de conflitos de uso na área.
A Estação Ecológica de Tamoios vem cumprindo efetivamente sua missão de existir, qual seja: garantir a preservação da natureza da costa verde fluminense e servir de laborátorio para o manejo conservacionista com participação da comunidade local numa gestão compartilhada entre o poder público e a sociedade.
Paraty, 04 de dezembro de 2018
41º Reunião do Conselho Consultivo da ESEC Tamoios

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02/02/18

ÁREAS DE EXCLUSÃO À PESCA NAS BAÍAS DE ILHA GRANDE E SEPETIBA

QUALQUER MODALIDADE:

- Até 1000 metros ao largo ou redor das ilhas: Sandri, Samambaia, Tucum, Tucum de Dentro, Sabacu, Pingo d'Água, Búzios, Búzios Pequena, Araçatiba de Fora, Araçatiba de Dentro, Catimbau, Imboassica, Queimada Grande, Queimada Pequena, Zatim, Ganchos, Araraquarinha, Algodão, Comprida (Tarituba), Araraquara, Jurubaíba, Palmas e Ilha das Cobras, Ilhote Pequeno, Ilhote Grande, Laje do Cesto, Laje Pedra Pelada, laje existente entre a Ilha das Cobras e Ilha dos Búzios Pequena e Rochedo de São Pedro

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 Modalidade: Pesca de ARRASTO:

- Costa do Rio de Janeiro - 2 milhas.

- Saco de Mananguá, Parati Mirim e Baía de Parati.

- Até 1000 metros ao largo ou redor de ilhas ou região costeira: Ilhas Grande, de Gipóia, dos Porcos, Sandri, da Barra, Comprida, de Cunhambebe, do Cavaco, da Caieira. Na Baía da Ribeira, Enseadas de Bracuí, da Gipóia, de Japuíba, e de Ariró.

- Baía de Sepetiba.

- Baía de Sepetiba.

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Modalidade: Pesca de CERCO:

- Costa do Rio de Janeiro - 3 milhas

- Costa do Rio de Janeiro - 5 milhas

- Baía de Sepetiba.

- Até 1000 metros ao largo ou redor de ilhas ou região costeira: Ilhas Grande, de Gipóia, dos Porcos, Sandri, da Barra, Comprida, de Cunhambebe, do Cavaco, da Caieira. Na Baía da Ribeira, Enseadas de Bracuí, da Gipóia, de Japuíba, e de Ariró

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Modalidade: Pesca de EMALHE:

- Estabelece diversos requisitos para as redes de emalhe, levando em consideração o comprimento da rede, o tamanho da embarcação e a distância da costa;

- Costa das regiões sudeste e sul - 1 milha.

- Altera dispositivos da Instrução Normativa Interministerial nº 12/12

- Até 1000 metros ao largo ou redor de ilhas ou região costeira: Ilhas Grande, de Gipóia, dos Porcos, Sandri, da Barra, Comprida, de Cunhambebe, do Cavaco, da Caieira. Na Baía da Ribeira, Enseadas de Bracuí, da Gipóia, de Japuíba, e de Ariró.

- Costa do Rio de Janeiro - 1 milha.

- Raio de 150m ao redor das ilhas, lajes e costões rochosos do litoral; e nas praias (áreas não mapeadas).

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11/01/18

ESEC TAMOIOS APOIA EVENTO NA VILA HISTÓRICA DE MAMBUCABA: VENHA PARTICIPAR!

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No domingo, 14 de janeiro de 2018, o Projeto Cavalos do Mar realizou o "Limpeza de Praia com Arte" na Vila Histórica de Mambucaba. O evento deu início a um projeto que será replicado na Vila e em outros locais, se possível, mensalmente.

Na seção ambiental do "Limpeza de Praia com Arte", houve coleta de lixo na areia e uma posterior classificação e quantificação dos materiais encontrados. Foram distribuídos informativos sobre a problemática do lixo marinho e sobre a importância da Estação Ecológica de Tamoios (ESEC Tamoios) para a conservação da Baía da Ilha Grande. Os voluntários conversaram com moradores e turistas sobre o descarte correto dos resíduos sólidos e entregaram uma sacola biodegradável cedida pela ESEC Tamoios. O Projeto Cavalos do Mar montou um estande para rápidas explicações sobre cavalos-marinhos e conservação dos oceanos.

Já na seção artística do evento, o "Limpeza de Praia com Arte" teve música infantil com Cagério de Souza, Milton Barros, Tomaz Barros e Sophia Lara; dança do ventre com Júlia Sant'Ana; feira de artesanato ExpoArte e pintura artística ao vivo com Erick Wilson, do Projeto Gigantes do Mar.

Erick Wilson é artista plástico, surfista e mergulhador, conhecido como "Artista do Oceano", e veio de São Paulo – junto com seu irmão, Frank Wilson a convite do Projeto Cavalos do Mar – especialmente para pintar um muro na Vila Histórica de Mambucaba. Erick e Frank são os responsáveis pelo Projeto Gigantes do Mar, 80 murais pelo mundo. Erick faz as pinturas de animais marinhos e Frank registra todo o processo com filmagens.

O Projeto Cavalos do Mar, organizador do "Limpeza de Praia com Arte", é coordenado por Suzana Ramineli, que, há três meses, se mudou para a Vila Histórica de Mambucaba, para ampliar a atuação do Projeto na Costa Verde.

O Cavalos do Mar tem por objetivo a pesquisa e a conservação de cavalos-marinhos e peixes-cachimbo, por meio de pesquisas científicas não invasivas e pela educação ambiental. Além de Mambucaba, atua em Paraty, Angra dos Reis, Ilha Grande, Niterói, Paquetá (Rio de Janeiro) e Arraial do Cabo.

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18/10/17

Estação ecológica estudará impactos ambientais no costão rochoso da baía de Ilha Grande, com base no monitoramento da ictiofauna, invertebrados, branqueamento de corais, espécies invasoras e lixo

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A Estação Ecológica (Esec) Tamoios, no litoral fluminense, realizou no início de outubro capacitação prática de sua equipe e de voluntários para monitoramento da biodiversidade e impactos no ecossistema de costão rochoso. Antes, a equipe já havia participado de capacitação teórica na sede da unidade de conservação. As atividades fazem parte do projeto "Avaliação da efetividade da gestão da Estação Ecológica de Tamoios por meio do estudo do substrato e da comunidade de peixes de costão rochoso", aprovado no ciclo 2017-2018 do Programa de Iniciação Científica (PIBIC/ICMBio).

 

A capacitação é a primeira etapa do projeto, que prevê saídas trimestrais para coleta de dados, tanto em áreas da unidade de conservação, como fora dos seus limites. Está sendo utilizado o protocolo de monitoramento ReefCheck, adotado oficialmente pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para atividades de monitoramento da biodiversidade no ambiente marinho, com as devidas adaptações para o ecossistema de costão rochoso. Durante um ano, serão monitorados a ictiofauna (peixes), invertebrados e o substrato (superfície das rochas coberta pelo mar), além de impactos como branqueamento de corais, espécies exóticas invasoras e lixo.

 

Seis pessoas, entre servidores e funcionários da Esec Tamoios, além de voluntários, participaram do treinamento prático realizado na Lagoa Azul, na Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ). O trabalho foi realizado em parceria com a operadora de mergulho Sotto Mare que forneceu a embarcação e os equipamentos de mergulho. O transecto (área para monitorar fenômeno em estudo) utilizado para orientar os censos visuais subaquáticos do protocolo ReefCheck foi confeccionado a partir da reutilização de redes de pesca ilegal apreendidas em operações de fiscalização da Esec Tamoios, graças ao apoio voluntário de um pescador que também é vigia da unidade de conservação.

 

"A capacitação é o momento que a gente tem para aplicar o que aprendemos na teoria e planejamos no escritório. Depois dos mergulhos, fizemos uma avaliação que vai contribuir em muito para o aperfeiçoamento das planilhas e indicadores que pretendemos monitorar ao longo do projeto" avaliou Ana Paula Rodrigues, bolsista de iniciação científica do PIBIC/ICMBio.

 

"Estamos iniciando um projeto de monitoramento que tem potencial para se tornar um programa contínuo da Esec Tamoios para verificar, a longo prazo, a qualidade ambiental dos costões rochosos da baía da Ilha Grande. O protocolo ReefCheck é adequado para fazer tal monitoramento por já ser utilizado em outras partes do Brasil e do mundo, além de ser de fácil aplicação, favorecendo o envolvimento de mergulhadores voluntários no trabalho", comentou Eduardo Godoy, analista ambiental e orientador do projeto.

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24/03/17

No dia mundial da água, a ESEC Tamoios realiza mutirão com comunidade de mergulhadores.

 

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A Estação Ecológica de Tamoios, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/MMA) realizou, no dia 22/03/2017 (dia mundial da água), um mutirão de limpeza subaquática do fundo marinho da Ilha dos Ganchos (Paraty-RJ).

 

O projeto foi idealizado pelo voluntário da estação ecológica, Heitor Nogueira, e contou com o apoio da operadora de mergulho Adrenalina e participação de 15 mergulhadores entre voluntários e servidores da UC. O projeto chamado Limpeza-sub ESEC Tamoios, tinha como objetivo não só a limpeza da área marinha da Ilha dos Ganchos, mas também uma aproximação entre os mergulhadores e a unidade de conservação.

 

Os voluntários se reuniram com a equipe da estação e da operadora na base de operações na Marina do Farol em Paraty, às 8:00 horas da manhã e seguiram para a ilha em embarcação da Operadora Adrenalina e apoio de Lancha da ESEC. Foram realizados dois mergulhos de limpeza, sendo o primeiro na Laje dos Ganchos (próximo a Ilha dos Ganchos) e o segundo na Ilha e Rochedo dos Ganchos.

 

Ao todo foram retirados mais de 90 kg de lixo das duas áreas. Dentre o que foi encontrado havia: varas de pesca, redes, anzóis, linhas, pedaços de metal, entulhos em geral, latinhas, bitucas de cigarro, garrafas de vidro, dentre outros materiais. O resultado foi considerado satisfatório para todos os participantes, que viram na aproximação entre o trabalho voluntario e a Estação Ecologica uma oportunidade de envolvimento da sociedade na conservação da biodiversidade.

 

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13/03/17

ESEC Tamoios promove a limpeza do fundo marinho de suas ilhas na Baía de Ilha Grande

A Estação Ecológica de Tamoios juntamente com a Operadora de Mergulho Adrenalina, promovem a realização do Projeto Limpeza-Sub ESEC Tamoios, idealizado pelo estagiário Heitor Nogueira e orientado pelo analista ambiental Eduardo Godoy. O projeto consiste na limpeza do fundo marinho de uma das ilhas da estação (onde é proibido a pesca, mergulho, fundeio, construções e desembarque), buscando a retirada de todo o lixo e petrechos de pesca abandonados, perdidos ou descartados (PPAPD) que são responsáveis pela chamada pesca fantasma (captura acidental de espécies alvo e não alvo da pesca).

 

Para a realização do projeto, a equipe da ESEC contará novamente com o apoio da Operadora de Mergulho Adrenalina, de Paraty-RJ (que já apoiou a UC na Operação Eclipse 2 em 2015) e de mergulhadores voluntários dispostos a ajudar na limpeza do oceano.

 

O projeto será de grande importância para a biota marinha da ilha escolhida, pois irá retirar perigos que ameaçam a vida da comunidade biológica local, além de servir como uma ferramenta de educação e sensibilização ambiental, destacando o papel da estação ecológica na preservação do meio ambiente e a problemática do lixo no fundo marinho.

 

A data prevista para o evento é o dia 22 de março de 2017 e cada dupla de mergulhadores voluntários realizará dois mergulhos. O material retirado será pesado, classificado e finalmente será dada uma destinação correta ao mesmo.

 

O projeto também busca promover e divulgar a ideia do trabalho unificado da sociedade para proteger e revitalizar os oceanos, base para a vida em todas as formas. Para os criadores do projeto Limpeza-Sub ESEC Tamoios "Somente a união entre os atores que usufruem deste meio tornará possível essa proteção, melhorando assim a saúde do nosso oceano e consequentemente nossas vidas".

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Tartaruga marinha e boto cinza encontrados mortos na Estação Ecológica de Tamoios (Fotos: Adriana Gomes)

21/02/17

Nossos moradores (III)

 

Zoantídeo crédito CARLOS MONTECHIPólipo de zoantídeo (Zoanthus sociatus) bioluminescente fotografado por Carlos Montechi na ESEC Tamoios.

Com duas coroas de tentáculos, este cnidário apresenta pólipos verde-brilhante azulados com diâmetro do disco oral de aproximadamente 5mm e altura do pólipo entre 3 e 30 mm. Embora bastante abundantes na costa brasileira, trabalhos com zoantídeos no Brasil são escassos. Por isso, estudos realizados sobre esses organismos são fundamentais, gerando subsídios para futuros projetos de monitoramento e gestão de ambientes marinhos locais.

Trinta-reis rochedo  crédito Acervo ESEC Tamoios

Sterna spp. (Trinta-réis) em revoada no Rochedo de São Pedro

Estas aves capturam pequenos peixes, lulas e crustáceos mergulhando no mar e em estuários, em pouca profundidade. Também aproveitam o descarte da pesca embarcada. Vivem em pequenos bandos e podem ser vistas pousadas juntas com outras espécies de aves marinhas no Rochedos de São Pedro, Ilha Sabacu e Ilhas Zatim.

 

Fistularia sp - Trombeta - Crédito ALVARO VELLOSOFistularia tabacaria (peixe-trombeta) nadando solitário. Clicado por Álvaro Velloso na ESEC Tamoios

O peixe-trombeta tem o corpo alongado e tubular com cabeça e, especialmente, focinho compridos, muitas manchas arredondadas azuis espalhadas pelo corpo e algumas barras verticais escuras. Espécie solitária, este peixe que é carnívoro, especializado na captura de pequenos peixes e pequenos crustáceos, caça se camuflando entre corais moles ou sob bordas de corais. Chega a medir 2 metros de comprimento

 

Pinguim Crédito Leonardo FlachSpheniscus magellanicus (Pinguim-de-Magalhães) juvenil fotografado por Leonardo Flach.

Durante o inverno, estas aves marinhas que comumente habitam a região mais ao sul da América do Sul, percorrem longas distâncias, desde suas colônias reprodutivas, até o nosso litoral. A migração é realizada geralmente por animais jovens que se dispersam das colônias em busca de alimento. As colônias reprodutivas mais próximas encontram-se na Patagônia Argentina e nas Ilhas Malvinas, reunindo mais de um milhão de animais. A dieta dessas aves é composta principalmente por peixes pequenos, crustáceos e cefalópodes. Não se deve interferir no ciclo de vida do animal e no processo de seleção natural.